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Caso “Professor Monstro”: manifestação busca respostas após abuso em CMEI

Os manifestantes optaram por não se identificar, mas gravaram entrevista com a reportagem para demonstrar indignação com o caso e levantar questionamentos....

Publicado em

Por Paulo Eduardo

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Caso “Professor Monstro”: manifestação busca respostas após abuso em CMEI

Diante da repercussão do caso divulgado pela CGN, sobre um servidor da educação, que ficou conhecido como “Professor Monstro” e que foi condenado a 30 anos de prisão por abusar de uma criança de três anos em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) da cidade, um grupo se reuniu na noite desta quinta-feira (3) em frente à Prefeitura de Cascavel, em forma de protesto.

Os manifestantes optaram por não se identificar, mas gravaram entrevista com a reportagem para demonstrar indignação com o caso e levantar questionamentos.

“A gente quer uma explicação, por que não mandaram ele embora? Só trocaram de CMEI. Por que colocaram ele num CMEI com crianças de um ano que não sabe nem falar e se defender?”, questionou uma das manifestantes.

A mãe de uma das vítimas contou com detalhes como descobriu o caso e as primeiras medidas que tomou para denunciar o crime.

“Meu filho foi a primeira vítima, de 2019 a 2020. Nós descobrimos o ato ao ver fotos da Semed. Ele relatava que ‘todos os dias a gente deixava ele com um monstro’. Fiz uma ata imediatamente na secretaria da escola, depois fui até a Semed e depois ao Nucria, que me encaminhou para fazermos uma perícia” contou outra manifestante.

No final da tarde de hoje, a secretária municipal de educação, Márcia Baldini, concedeu uma coletiva de imprensa para dar explicações à comunidade sobre casos de abuso em CMEIs e medidas que foram tomadas pela secretaria.

A Secretária ressaltou que, apesar da gravidade do caso, a Secretaria de Educação não tem o poder de afastar o servidor sem provas concretas de sua culpa. Ela explicou que, de acordo com a Constituição Federal, é necessário respeitar o contraditório e a ampla defesa, o que exige uma legislação municipal que permita o afastamento de servidores em casos de suspeita de abuso.

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