
Advogado comenta se reação de atirador esportivo pode ou não ser considerada legítima defesa
Nesta manhã, uma briga de trânsito terminou com a morte de Ailson Augusto Ortiz que foi baleado pelo condutor do outro carro envolvido na 'fechada de trânsito'...
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Por Fábio Wronski

Nesta sexta-feira (24), um fato trágico chocou o município de Cascavel quando Ailson Augusto Ortiz, de apenas 21 anos, foi assassinado com tiros à queima roupa no Bairro Neva.
Tudo começou às 06h48, quando o jovem deslocava para o trabalho e quase se envolveu em um acidente no cruzamento das Ruas Vitória e Manoel Ribas.
Imagens de câmeras de monitoramento mostram o momento em que o motociclista é fechado por um Fluence, o qual tentava trocar de faixas.
Tudo poderia ter acabado de forma tranquila, se os dois envolvidos seguissem os seus caminhos, porém, infelizmente uma discussão veio a ocorrer.
Um pouco à frente, homem e jovem desceram dos veículos e começaram a trocar de agressões, que resultaram na medida extrema do condutor do carro.
Câmeras de monitoramento registraram todo o conflito e também o momento em que o homem saca uma arma de fogo da cintura e atira contra o Ailson.
O jovem é atingido no peito e tenta correr, sendo que o homem ainda realiza outros dois disparos, até a arma apresentar uma pane. O atirador segue com a ação, sendo que retira duas munições da câmara da pistola tentando realizar mais disparos, mesmo com o jovem caído.
Pelo menos mais três pessoas estavam no Renault Fluence, sendo que uma mulher desce do carro, vê o fim trágico da discussão e põem as mãos na cabeça. Ela recebe a ordem para voltar ao carro, quando o motorista inicia a fuga.
Antes de retornar à direção, o atirador percebe que vizinhos observavam o fato e também faz sinal para que eles retornem ao imóvel.
Os socorristas e médico do Corpo de Bombeiros foram acionados para prestarem atendimentos à ocorrência, porém, só puderam constatar o óbito do rapaz.
O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) onde foi necropsiado e liberado aos familiares. Já neste procedimento, o pai de Ailson, ainda desolado, conversou com a imprensa pedindo Justiça para o caso, já que o homem continuou com os disparos mesmo com o garoto já caído ao chão, sem reação.
As equipes da Polícia Militar e Polícia Civil trabalharam rápido e através das câmeras de monitoramento identificaram a placa do Fluence e também o proprietário.
Conforme o Delegado Diego Valim, o autor do homicídio é um atirador esportivo e tem o registro da arma, porém, não poderia portá-la, ao menos que estivesse em deslocamento para o clube de tiro para realizar treinamento.
No início da tarde, a Polícia Militar encontrou o Fluence em uma residência na Rua Carlos de Carvalho, no Bairro Parque São Paulo, o qual foi apreendido e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil.
O autor segue foragido sendo que deverá se apresentar à polícia após o período de flagrante, respondendo o processo em liberdade.
Ainda na coletiva de imprensa, a Delegacia de Homicídios afirmou que estaria averiguando uma possível legítima defesa, através de uma reação a suposta agressão do rapaz.
Diego Valim destacou que todos os vídeos estão sendo analisados para que a Polícia Civil dê uma definição sobre o caso e ofereça denúncia ao Ministério Público.
Desta forma, a CGN procurou um especialista em ações criminais e conversou com o advogado Luciano Katarinhuk, que já atuou por diversas vezes com crimes parecidos como este. Para o criminalista, os vídeos serão muito importantes para a elucidação do caso, pois mostram com qualidade tudo o que ocorreu.
Conforme o advogado, no vídeo é possível notar uma tentativa de agressão, soco, pelo jovem que posteriormente é baleado. A reação do motorista foi retirar a arma e atirar contra o rapaz, porém, como destaca Katarinhuk, o homem acabou extrapolando a legítima defesa, pois atirou contra Ailson enquanto já estava caído e ainda tentou realizar mais disparos, mesmo após a arma ter travado.
Agora, a Polícia Civil segue com as investigações e tem 30 dias para finalizar o inquérito e encaminhado ao Ministério Público.
Qualquer informação que leve até a localização do atirador pode ser repassada de forma anônima pelos telefones 190 e 197.
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