
Motorista do Golf foi ouvido e disse que não viu Daiane deitada no meio da rua
Segundo o Delegado, o homem que prestou depoimento hoje foi ouvido como testemunha. No entendimento das autoridades, as atitudes tomadas por ele não foram relevantes o...
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O Delegado Fabiano Mozza da Delegacia de Homicídios concedeu uma entrevista coletiva para tratar sobre as investigações da morte de Daiane de Jesus, ocorrida na madrugada de domingo (28). Ela foi atropelada por um veículo Golf após ser agredida e deixada caída no meio da Rua Paraná no Centro de Cascavel.
Segundo o Delegado, o homem que prestou depoimento hoje foi ouvido como testemunha. No entendimento das autoridades, as atitudes tomadas por ele não foram relevantes o suficiente para que a vítima ficasse caída sobre o asfalto e, posteriormente, atropelada e morta.
Em relação ao motorista do Golf, Mozza afirmou que o condutor prestou depoimento ontem (31) e disse que não viu a vítima deitada na rua, sendo que pensou que teria passado por cima de qualquer outra coisa ou um animal, menos o corpo de uma pessoa e, por isso, não teria parado para prestar socorro.
Além disso, ele teve medo de ser linchado pelo grupo de pessoas que estava na calçada, sendo que apenas ficou sabendo da fatalidade quando viu as reportagens noticiando o caso.
O motorista, de 37 anos de idade, ainda relatou que estava acompanhado de outra pessoa no carro, que ainda será ouvida. Eles teriam saído de casa para comer um lanche e disse que não ingeriu bebida alcoólica antes dos fatos. Perícias serão realizadas para verificar a velocidade em que automóvel estava transitando.
Para o Delegado, o motorista, poderá, apenas ao final do inquérito, ser indiciado por homicídio culposo com aumento de pena por omissão de socorro.
O outro segurança, que é policial penal, ainda não prestou depoimento. Segundo Mozza, a prioridade é ouvir as demais testemunhas. Até o momento, sete pessoas já foram ouvidas e os depoimentos delas, no entendimento do Delegado, foram bastante contundentes.
Outra informação trazida por Fabiano Mozza é em relação ao exame de necropsia no corpo de Daiane. A perícia apontou que a causa da morte ocorreu em decorrência do trauma pelo atropelamento.
Por fim, quanto as condutas adotadas que antecederam a morte, o Delegado considerou como inadequadas, pois o correto teria sido acionar a Guarda Municipal ou Polícia Militar para conter Daiane, visto que ela estaria seminua e causando tumulto em frente à casa noturna.
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