
Advogado fala que segurança agiu de forma correta e DH direciona investigação para dolo eventual e homicídio culposo
Ontem, segunda-feira (29), a Delegacia de Homicídios ouviu as cinco testemunhas do episódio, as quais já haviam conversado com a CGN, expondo o que viram no...
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Por Fábio Wronski

A morte da jovem Daiane de Jesus Oliveira, 28 anos, chocou a comunidade Cascavelense e o fato está sendo discutido nacionalmente, principalmente em razão da forma trágica que o caso ocorreu e como será responsabilizado.
Ontem, segunda-feira (29), a Delegacia de Homicídios ouviu as cinco testemunhas do episódio, as quais já haviam conversado com a CGN, expondo o que viram no local dos fatos e detalhando alguns pontos que não aparecem nas imagens da câmera de monitoramento.
- Leia mais – Testemunhas falam sobre o que ocorreu antes e depois do atropelamento que matou Daiane de Jesus Oliveira
Este vídeo, para a Polícia Civil, é muito esclarecedor, porém, apenas após a realização de todas as oitivas será possível dar um encaminhamento correto ao possível indiciamento dos envolvidos.
Após ouvir testemunhas, advogados e o delegado que conduz a investigação, a CGN reuniu um compilado das entrevistas para que os internautas possam entender como está todo o contexto dos fatos.
O que se sabe até o momento, é o que foi visualizado na imagem da câmera de monitoramento: que ocorreu uma confusão em frente à casa noturna Moonlight, na Rua Paraná, no Centro, a qual envolveu seguranças do estabelecimento e a vítima, Daiane de Jesus Oliveira, 28 anos.
Os relatos repassados no curso da investigação são de que a jovem queria adentrar ao estabelecimento, porém, teria sido impedida em razão das ‘roupas inadequadas’. Neste momento, conforme os relatos, a mulher teria insistido, quando ocorreu o primeiro embate entre a vítima e o policial penal que, a princípio, estaria fazendo segurança na casa.
Após isto, o servidor público teria chutado uma garrafa que estava em posse da vítima e os cacos caíram no meio da rua. Neste momento, ele teria ido em direção ao objeto e começado a chutá-lo.
Para o advogado Alisson Silveira, que faz a defesa do policial penal, a mulher estava armada com um caco de vidro e ameaçava as pessoas que estavam no recinto, por isto, foi utilizado o que ele considera o “uso progressivo de força”.
Já a advogada Karina Raquel Ferreira, que representa o segundo segurança que aparece na imagem, relatou que o homem foi ajudar o companheiro na tentativa de imobilização da mulher, mas precisou retornar para o estabelecimento, pois pessoas estavam saindo sem pagar.
Para o delegado Fabiano Mozza, tanto os seguranças e o motorista do carro estão sendo investigados pelo fato que culminou na morte de Daiane. Será verificado se ocorreu dolo eventual por parte do segurança por deixar a vítima caída no meio do asfalto, com a probabilidade grande de um atropelamento, e também a conduta do motorista do carro na condição de homicídio culposo e omissão de socorro.
Ainda no contexto dos fatos, o advogado Alisson Silveira, que representa o Policial Penal, relatou na entrevista que a imprensa foi seletiva e não deu destaque ao fato de que a vítima teria falado às testemunhas que queria morrer e era para deixar ela ali. Ele também afirmou que o segurança, antes do atropelamento, teria falado para ela sair do meio da rua e argumentou o que ele poderia fazer: [tirar] “arrastando?”.
Quanto ao motorista, que ainda não se apresentou, as testemunhas relataram que o condutor, à princípio, teria jogado o carro em direção a eles e ‘ao desviar’, não viu a mulher e acabou a arrastando por aproximadamente 70 metros.
Conforme o delegado Fabiano Mozza, o representante do motorista e proprietário do carro já teria entrado em contato com a Polícia Civil, afirmando que ele iria se apresentar, porém, a oitiva dele só deve ocorrer após todas as testemunhas serem ouvidas. O que a investigação já confirma, é que o carro estava em alta velocidade.
Por fim, o advogado do segurança relatou que ele está sendo perseguido por parte da população e da imprensa, sendo que, desde o início ele prestou atendimentos e fez de tudo para que o caso fosse esclarecido.
Agora, a Delegacia de Homicídios irá ouvir os demais envolvidos no fato para, na sequência, realizar ou não o indiciamento dos acusados. Os trâmites estão sendo conduzidos, conforme o delegado Fabiano Mozza, para acusações de dolo eventual, homicídio culposo e omissão de socorro.
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