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EPR Iguaçu enfrenta "onda" de processos judiciais após série de acidentes em rodovias do Paraná

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Imagem referente a EPR Iguaçu enfrenta
Foto: Reprodução/CGN

Por Redação CGN

Atualizado em

A concessionária EPR Iguaçu tem se tornado alvo de uma crescente quantidade de ações judiciais movidas por motoristas que alegam prejuízos financeiros, riscos à segurança e falhas na prestação de serviços nas rodovias sob concessão no Paraná. Os processos envolvem acidentes causados por objetos na pista, animais soltos, sinalização considerada inadequada, demora no atendimento e negativa de ressarcimento administrativo.

A repercussão aumentou após relatos de motoristas que afirmam ter sofrido danos graves mesmo pagando as tarifas de pedágio. Segundo os autores das ações, os problemas apontam falhas estruturais de manutenção, fiscalização e atendimento ao usuário.

Acidentes reacendem debate sobre segurança nas rodovias

Veículo envolvido em acidente no trecho entre Realeza e Cascavel

Entre os casos mais recentes relatados por usuários estão colisões provocadas por sinalização escorregadia, acidentes em pistas molhadas, danos causados por pedras e objetos na pista, impactos com animais soltos e até quebra de para-brisas por materiais arremessados durante serviços de manutenção.

Um dos episódios envolve uma colisão com animal na BR-277 que teria causado prejuízo superior a R$ 71 mil. Outro caso envolve um acidente na PR-483, onde motoristas alegam que uma sinalização horizontal escorregadia teria provocado perda de controle e colisão entre veículos.

Também há relatos de usuários que ficaram horas aguardando socorro após panes mecânicas ou acidentes, situação que intensificou as críticas sobre a eficiência do atendimento prestado pela concessionária.

Prejuízos financeiros chegam a dezenas de milhares de reais

Motorista foi surpreendido por uma vaca solta no meio da pista da rodovia BR-277

Os prejuízos alegados pelos motoristas variam bastante. Há ações envolvendo danos de cerca de R$ 930 até valores superiores a R$ 75 mil. Os gastos incluem:

  • Consertos mecânicos;
  • Guincho;
  • Hospedagem;
  • Transporte alternativo;
  • Franquias de seguro;
  • Empréstimos para cobrir despesas emergenciais.

Alguns motoristas relatam que precisaram antecipar salários ou recorrer a crédito para reparar os veículos e continuar trabalhando.

Usuários questionam negativa de ressarcimento

Segundo os relatos apresentados nos processos, a EPR Iguaçu tem na maioria dos casos, negado administrativamente os pedidos de indenização, alegando ausência de responsabilidade ou de omissão por parte da concessionária.

Os motoristas afirmam que, em muitos casos, as respostas foram genéricas e sem documentação detalhada, o que levou os usuários a buscar reparação judicial.

Além disso, algumas seguradoras também teriam negado cobertura dos danos, aumentando o impacto financeiro sobre os envolvidos.

Motoristas alegam responsabilidade objetiva da concessionária

Foto do local onde houve uma colisão de veículo com as pedras.

Os autores das ações sustentam que o pagamento do pedágio gera expectativa legítima de trafegar em rodovias seguras, sinalizadas e livres de riscos evitáveis.

Os processos citam o princípio da responsabilidade objetiva das concessionárias, previsto na legislação brasileira, segundo o qual basta comprovar:

  • O dano;
  • O nexo entre o acidente e a rodovia concedida;
  • A falha na prestação do serviço.

Nessa modalidade, não seria necessário demonstrar culpa direta da empresa.

Principais falhas apontadas pelos usuários

Entre as reclamações mais frequentes apresentadas nos processos estão:

  • Sinalização inadequada ou escorregadia;
  • Falta de limpeza da pista;
  • Presença de objetos e pedras na rodovia;
  • Animais soltos;
  • Demora no atendimento;
  • Ausência de fiscalização;
  • Falta de transparência nos pedidos administrativos;
  • Negativa de ressarcimento sem justificativa detalhada.
  • Processos ainda estão em fase inicial

Até o momento, não há condenação definitiva contra a EPR Iguaçu nos casos mencionados. A maioria das ações está em fase inicial, aguardando defesa da concessionária, produção de provas e realização de audiências.

Em alguns processos, motoristas solicitaram perícias técnicas para avaliar condições da pista, coeficiente de atrito da sinalização e documentos de manutenção das rodovias.

Há também pedidos para que a concessionária apresente registros de fiscalização, contratos de pintura viária e relatórios de atendimento.

Debate ganha força por causa do valor dos pedágios

Três veículos perdem o controle no mesmo ponto da PR-483 e ação cobra respostas sobre segurança em rodovia pedagiada

Outro ponto que tem ampliado a repercussão dos casos é o valor das tarifas cobradas nas praças administradas pela concessionária. Segundo informações da ANTT, os pedágios para automóveis variam entre R$ 15,10 e R$ 17,40, dependendo do trecho.

Para os usuários, os valores reforçam a obrigação da concessionária de garantir segurança, manutenção adequada e atendimento eficiente.

O que pode acontecer se a Justiça reconhecer responsabilidade da EPR Iguaçu?

Caso a Justiça reconheça falha na prestação do serviço, a EPR Iguaçu poderá ser condenada a:

  • Ressarcir danos materiais;
  • Pagar indenizações por danos morais;
  • Cobrir custos emergenciais dos usuários;
  • Melhorar sinalização e manutenção;
  • Reforçar fiscalização e monitoramento;
  • Aprimorar serviços de atendimento e socorro.

As ações também podem abrir precedente para novos pedidos de indenização por parte de usuários que aleguem situações semelhantes nas rodovias concedidas.

A CGN continuará acompanhando os processos para saber quais serão as decisões da Justiça do Paraná.

Resumo do que aconteceu

Por que tantos motoristas estão processando a EPR Iguaçu no Paraná?
R: A EPR Iguaçu enfrenta uma onda de processos judiciais movidos por motoristas que alegam prejuízos financeiros, riscos à segurança e falhas na prestação de serviços nas rodovias sob concessão, incluindo acidentes com animais soltos, objetos na pista, sinalização inadequada, demora no atendimento e negativa de ressarcimento.
Qual foi o caso mais caro envolvendo animal silvestre em rodovia pedagiada?
R: Em 14 de setembro de 2025, um Jeep Compass colidiu com um cervo na BR-277, em Céu Azul. O prejuízo líquido da Porto Seguro, após indenizar o segurado e vender o veículo danificado, chegou a R$ 139.216,00, valor que agora cobra da EPR Iguaçu na Justiça.
A EPR Iguaçu já foi condenada por falha em sinalização de obras?
R: Sim. Em decisão de 27 de maio de 2026, homologada em 9 de junho, a Justiça de Francisco Beltrão condenou a EPR Iguaçu a pagar R$ 30.427,00 por danos materiais após acidente causado por sinalização inadequada em trecho de obras na BR-180/892.
Quais são as principais reclamações dos motoristas contra a EPR Iguaçu?
R: As queixas incluem sinalização inadequada ou escorregadia, falta de limpeza da pista, presença de pedras e objetos, animais soltos, demora no atendimento, ausência de fiscalização e negativas genéricas nos pedidos de ressarcimento.
O que aconteceu com o motorista que bateu em uma vaca solta na BR-277?
R: Na noite de 7 de janeiro de 2026, um motorista colidiu com uma vaca solta na BR-277. O prejuízo somou mais de R$ 71 mil, incluindo conserto, guincho e hospedagem. A EPR Iguaçu negou ressarcimento e o caso foi parar na Justiça.
Como a EPR Iguaçu tem respondido aos pedidos de indenização dos usuários?
R: Na maioria dos casos, a concessionária tem negado administrativamente os pedidos, alegando ausência de responsabilidade ou omissão, muitas vezes sem apresentar documentação detalhada ou justificativas claras.
Acidentes com objetos na pista também estão gerando processos?
R: Sim. Há diversos relatos de motoristas que tiveram veículos danificados por pedras, peças soltas ou materiais arremessados durante manutenção, resultando em prejuízos de centenas a dezenas de milhares de reais e ações judiciais contra a EPR Iguaçu.
Quais as consequências financeiras para os motoristas após acidentes nas rodovias da EPR Iguaçu?
R: Os prejuízos variam de R$ 930 a mais de R$ 75 mil, incluindo consertos, guincho, hospedagem, transporte alternativo e até empréstimos para cobrir despesas emergenciais, já que muitos dependem do veículo para trabalhar.
A cobrança de pedágio é um dos motivos para a revolta dos motoristas?
R: Sim. Os motoristas argumentam que, ao pagar tarifas entre R$ 15,10 e R$ 17,40, esperam rodovias seguras e bem mantidas. Os acidentes e falhas reforçam a insatisfação, pois sentem que não recebem o serviço esperado em troca do valor pago.
A Justiça já reconheceu falha da EPR Iguaçu em outros casos?
R: Além da condenação por sinalização deficiente em obra, vários processos estão em andamento, mas ainda não há condenações definitivas em outros casos. A maioria das ações está em fase inicial, aguardando defesa e produção de provas.
Quais outros tipos de acidentes estão sendo relatados nas rodovias da EPR Iguaçu?
R: Há relatos de colisões causadas por pista molhada e sinalização escorregadia, perda de controle em trechos recém-pintados, acidentes em sequência no mesmo ponto e danos por objetos não identificados atingindo para-brisas.
Há casos de demora ou falha no atendimento da concessionária?
R: Sim. Um casal ficou mais de três horas aguardando socorro após pane em moto na BR-277, contrariando o prazo máximo de 60 a 90 minutos previsto no contrato de concessão, e processou a EPR Iguaçu por danos morais.
As seguradoras têm coberto os prejuízos dos motoristas?
R: Nem sempre. Em muitos casos, as seguradoras negaram cobertura alegando falta de responsabilidade do segurado, o que aumentou o impacto financeiro dos acidentes para os motoristas.
Quais valores estão sendo pedidos nas ações judiciais contra a EPR Iguaçu?
R: Os valores variam de R$ 930 a mais de R$ 139 mil, incluindo pedidos de ressarcimento por danos materiais, indenização por danos morais e até pedidos de tutela de urgência para conserto imediato do veículo.
O que pode acontecer se a Justiça reconhecer a responsabilidade da EPR Iguaçu?
R: A concessionária poderá ser condenada a ressarcir danos materiais, pagar indenizações por danos morais, cobrir custos emergenciais, melhorar a sinalização, reforçar fiscalização e aprimorar serviços de atendimento e socorro.
Que tipo de provas os motoristas têm apresentado nos processos?
R: Os motoristas apresentam fotos, vídeos, orçamentos de conserto, registros de pedágio, protocolos de atendimento, depoimentos de testemunhas e até pedidos de perícia técnica para comprovar falhas na pista ou sinalização.
Os processos já resultaram em mudanças nas rodovias administradas pela EPR Iguaçu?
R: Ainda não há informações sobre mudanças práticas implementadas pela concessionária em resposta aos processos, já que a maioria das ações segue em fase inicial e depende de decisão judicial.
Qual é a principal tese jurídica usada pelos motoristas contra a EPR Iguaçu?
R: Os motoristas defendem a responsabilidade objetiva da concessionária, prevista na legislação e jurisprudência brasileiras, segundo a qual basta demonstrar o dano e o nexo com a rodovia concedida, sem necessidade de provar culpa.
A EPR Iguaçu pode se manifestar nos processos?
R: Sim. Em todos os casos, a concessionária tem direito de apresentar defesa, documentos, esclarecimentos e sua versão dos fatos antes de qualquer decisão definitiva da Justiça.
Os acidentes têm impacto além do prejuízo financeiro?
R: Sim. Muitos motoristas relatam prejuízo à rotina, à atividade profissional e à estabilidade financeira, já que dependem dos veículos para trabalhar e manter a renda familiar.
Os processos contra a EPR Iguaçu podem abrir precedentes para outros usuários?
R: Sim. Caso a Justiça reconheça falhas na prestação do serviço, as decisões podem abrir precedentes para que outros motoristas em situações semelhantes também busquem indenização.

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