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Mais uma cobrança contra a EPR: motorista aponta falha em rodovia concedida após prejuízo de quase R$ 38 mil

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Imagem referente a Mais uma cobrança contra a EPR: motorista aponta falha em rodovia concedida após prejuízo de quase R$ 38 mil
Foto: Reprodução/CGN

Por Redação CGN

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Um acidente registrado na PR-182, no trecho entre Realeza e Cascavel, virou motivo de cobrança contra a EPR Iguaçu e reacendeu uma discussão que tem se repetido entre usuários de rodovias concedidas: afinal, quando a via está sob responsabilidade de uma concessionária, a segurança oferecida ao motorista está à altura do que se espera?

A colisão aconteceu na manhã do dia 8 de novembro de 2025. Um motorista seguia pela rodovia em um Hyundai Creta quando, segundo os registros apresentados por ele, acabou sendo surpreendido por um Nissan Versa, que teria freado bruscamente, saído parcialmente da pista e perdido o controle, provocando a batida.

O prejuízo foi alto. O conserto do veículo foi estimado em R$ 37.976,00, sendo R$ 29.179,63 em peças e R$ 8.796,37 em serviços. Além dos danos materiais, o motorista também cobra indenização por transtornos causados pela interrupção da viagem, necessidade de guincho e desgaste para tentar resolver a situação.

Imagem do local do acidente feita para mostrar a sinalização

Mas o ponto que mais chama atenção não é apenas a batida entre os dois veículos. O motorista afirma que a sinalização no trecho era inadequada e teria contribuído para a dinâmica do acidente. A crítica recai sobre a EPR Iguaçu, concessionária responsável pela rodovia, já que em uma via concedida a expectativa do usuário é encontrar sinalização clara, visível e eficiente, principalmente em pontos de acesso e locais que exigem atenção redobrada.

O caso não aparece isolado. A CGN tem acompanhado outras cobranças feitas por motoristas contra a EPR Iguaçu, envolvendo prejuízos em rodovias administradas pela concessionária (veja outros casos). As situações variam, mas repetem uma mesma preocupação dos usuários: quem deve arcar com os danos quando há questionamento sobre as condições da rodovia, sinalização, segurança ou atendimento prestado pela empresa?

Imagens relacionadas ao caso mostram os danos nos veículos e o trecho onde ocorreu a colisão. O Hyundai Creta aparece com avarias na parte dianteira, enquanto o Nissan Versa teve danos na traseira. Também há registros da sinalização existente nas proximidades do ponto onde o acidente foi registrado.

Veículo Versa envolvido no acidente

A cobrança contra a EPR levanta uma pergunta incômoda: quando uma concessionária assume a administração de uma rodovia, sua responsabilidade se limita ao asfalto ou também inclui prevenção, orientação e segurança efetiva para quem trafega pelo local?

O caso ainda tem outro detalhe relevante. A HDI Seguros negou a cobertura alegando que não teria ficado caracterizada a responsabilidade do condutor segurado. No entanto, os documentos apresentados pelo motorista citam uma declaração atribuída ao próprio condutor do Nissan Versa, na qual ele teria assumido a responsabilidade pelo acidente.

Na prática, a situação cria uma contradição: de um lado, a seguradora afirma não haver elementos suficientes para responsabilizar o segurado; de outro, o motorista prejudicado sustenta que o próprio condutor teria reconhecido a culpa.

A discussão ainda não tem desfecho definitivo, mas expõe um problema recorrente para usuários de rodovias concedidas. Quando ocorre um acidente e há apontamento de falha na sinalização, quem paga a conta? O motorista que sofreu o prejuízo? A seguradora que nega cobertura? Ou a concessionária que administra a via e tem obrigação de garantir condições adequadas de segurança?

Importante ressaltar que o processo se encontra em fase inicial, tendo sido a petição protocolada apenas neste mês de abril de 2026. A EPR Iguaçu S.A. foi citada neste mês de maio e, portanto, ainda terá a oportunidade de apresentar sua defesa e sua versão dos fatos. Até o momento, nenhuma responsabilidade foi judicialmente reconhecida e ninguém é considerado culpado — tudo o que consta neste reportagem representa, por ora, a narrativa unilateral da parte autora. Caberá à Justiça, após o contraditório e a ampla produção de provas, avaliar os fatos com imparcialidade e proferir a decisão que entender cabível.

Resumo do que aconteceu

Por que tantos motoristas estão processando a EPR Iguaçu no Paraná?
R: A EPR Iguaçu enfrenta uma onda de processos judiciais movidos por motoristas que alegam prejuízos financeiros, riscos à segurança e falhas na prestação de serviços nas rodovias sob concessão, incluindo acidentes com animais soltos, objetos na pista, sinalização inadequada, demora no atendimento e negativa de ressarcimento.
Qual foi o caso mais caro envolvendo animal silvestre em rodovia pedagiada?
R: Em 14 de setembro de 2025, um Jeep Compass colidiu com um cervo na BR-277, em Céu Azul. O prejuízo líquido da Porto Seguro, após indenizar o segurado e vender o veículo danificado, chegou a R$ 139.216,00, valor que agora cobra da EPR Iguaçu na Justiça.
A EPR Iguaçu já foi condenada por falha em sinalização de obras?
R: Sim. Em decisão de 27 de maio de 2026, homologada em 9 de junho, a Justiça de Francisco Beltrão condenou a EPR Iguaçu a pagar R$ 30.427,00 por danos materiais após acidente causado por sinalização inadequada em trecho de obras na BR-180/892.
Quais são as principais reclamações dos motoristas contra a EPR Iguaçu?
R: As queixas incluem sinalização inadequada ou escorregadia, falta de limpeza da pista, presença de pedras e objetos, animais soltos, demora no atendimento, ausência de fiscalização e negativas genéricas nos pedidos de ressarcimento.
O que aconteceu com o motorista que bateu em uma vaca solta na BR-277?
R: Na noite de 7 de janeiro de 2026, um motorista colidiu com uma vaca solta na BR-277. O prejuízo somou mais de R$ 71 mil, incluindo conserto, guincho e hospedagem. A EPR Iguaçu negou ressarcimento e o caso foi parar na Justiça.
Como a EPR Iguaçu tem respondido aos pedidos de indenização dos usuários?
R: Na maioria dos casos, a concessionária tem negado administrativamente os pedidos, alegando ausência de responsabilidade ou omissão, muitas vezes sem apresentar documentação detalhada ou justificativas claras.
Acidentes com objetos na pista também estão gerando processos?
R: Sim. Há diversos relatos de motoristas que tiveram veículos danificados por pedras, peças soltas ou materiais arremessados durante manutenção, resultando em prejuízos de centenas a dezenas de milhares de reais e ações judiciais contra a EPR Iguaçu.
Quais as consequências financeiras para os motoristas após acidentes nas rodovias da EPR Iguaçu?
R: Os prejuízos variam de R$ 930 a mais de R$ 75 mil, incluindo consertos, guincho, hospedagem, transporte alternativo e até empréstimos para cobrir despesas emergenciais, já que muitos dependem do veículo para trabalhar.
A cobrança de pedágio é um dos motivos para a revolta dos motoristas?
R: Sim. Os motoristas argumentam que, ao pagar tarifas entre R$ 15,10 e R$ 17,40, esperam rodovias seguras e bem mantidas. Os acidentes e falhas reforçam a insatisfação, pois sentem que não recebem o serviço esperado em troca do valor pago.
A Justiça já reconheceu falha da EPR Iguaçu em outros casos?
R: Além da condenação por sinalização deficiente em obra, vários processos estão em andamento, mas ainda não há condenações definitivas em outros casos. A maioria das ações está em fase inicial, aguardando defesa e produção de provas.
Quais outros tipos de acidentes estão sendo relatados nas rodovias da EPR Iguaçu?
R: Há relatos de colisões causadas por pista molhada e sinalização escorregadia, perda de controle em trechos recém-pintados, acidentes em sequência no mesmo ponto e danos por objetos não identificados atingindo para-brisas.
Há casos de demora ou falha no atendimento da concessionária?
R: Sim. Um casal ficou mais de três horas aguardando socorro após pane em moto na BR-277, contrariando o prazo máximo de 60 a 90 minutos previsto no contrato de concessão, e processou a EPR Iguaçu por danos morais.
As seguradoras têm coberto os prejuízos dos motoristas?
R: Nem sempre. Em muitos casos, as seguradoras negaram cobertura alegando falta de responsabilidade do segurado, o que aumentou o impacto financeiro dos acidentes para os motoristas.
Quais valores estão sendo pedidos nas ações judiciais contra a EPR Iguaçu?
R: Os valores variam de R$ 930 a mais de R$ 139 mil, incluindo pedidos de ressarcimento por danos materiais, indenização por danos morais e até pedidos de tutela de urgência para conserto imediato do veículo.
O que pode acontecer se a Justiça reconhecer a responsabilidade da EPR Iguaçu?
R: A concessionária poderá ser condenada a ressarcir danos materiais, pagar indenizações por danos morais, cobrir custos emergenciais, melhorar a sinalização, reforçar fiscalização e aprimorar serviços de atendimento e socorro.
Que tipo de provas os motoristas têm apresentado nos processos?
R: Os motoristas apresentam fotos, vídeos, orçamentos de conserto, registros de pedágio, protocolos de atendimento, depoimentos de testemunhas e até pedidos de perícia técnica para comprovar falhas na pista ou sinalização.
Os processos já resultaram em mudanças nas rodovias administradas pela EPR Iguaçu?
R: Ainda não há informações sobre mudanças práticas implementadas pela concessionária em resposta aos processos, já que a maioria das ações segue em fase inicial e depende de decisão judicial.
Qual é a principal tese jurídica usada pelos motoristas contra a EPR Iguaçu?
R: Os motoristas defendem a responsabilidade objetiva da concessionária, prevista na legislação e jurisprudência brasileiras, segundo a qual basta demonstrar o dano e o nexo com a rodovia concedida, sem necessidade de provar culpa.
A EPR Iguaçu pode se manifestar nos processos?
R: Sim. Em todos os casos, a concessionária tem direito de apresentar defesa, documentos, esclarecimentos e sua versão dos fatos antes de qualquer decisão definitiva da Justiça.
Os acidentes têm impacto além do prejuízo financeiro?
R: Sim. Muitos motoristas relatam prejuízo à rotina, à atividade profissional e à estabilidade financeira, já que dependem dos veículos para trabalhar e manter a renda familiar.
Os processos contra a EPR Iguaçu podem abrir precedentes para outros usuários?
R: Sim. Caso a Justiça reconheça falhas na prestação do serviço, as decisões podem abrir precedentes para que outros motoristas em situações semelhantes também busquem indenização.

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