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Imagem referente a Peça solta na BR-163 expõe risco de tragédia e aumenta cobrança sobre a EPR Iguaçu
Peça que ocasionou colisão

Peça solta na BR-163 expõe risco de tragédia e aumenta cobrança sobre a EPR Iguaçu

Usuários cobram mais fiscalização, manutenção e resposta rápida. Porque, se algo pior acontecer, não será por falta de aviso....

Publicado em

Por Redação CGN

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Imagem referente a Peça solta na BR-163 expõe risco de tragédia e aumenta cobrança sobre a EPR Iguaçu
Peça que ocasionou colisão

Um objeto solto no meio de uma rodovia não é apenas um transtorno para o motorista: é um risco real de acidente grave, com possibilidade de feridos e até mortes. Na BR-163, em Capitão Leônidas Marques, mais um usuário afirma ter sofrido prejuízo após atingir uma peça que estaria sobre a pista, em trecho administrado pela EPR Iguaçu. O caso, registrado pela Polícia Rodoviária Federal e levado à Justiça, aumenta a pressão sobre a concessionária e reforça uma cobrança que preocupa quem passa pela rodovia: se uma tragédia ocorrer depois de tantas reclamações, a eventual responsabilidade da empresa poderá ser apurada pelas autoridades competentes, inclusive na esfera criminal, caso sejam comprovadas falha, negligência ou omissão no dever de manter a pista em condições seguras.

O motorista cobra R$ 4,9 mil da concessionária. Ele afirma que o veículo foi danificado após atingir uma peça que estava no meio da rodovia, situação que, segundo a ação, poderia ter sido evitada com maior atenção à limpeza, conservação e monitoramento da pista.

Peça na pista e prejuízo ao motorista

Parte frontal em baixo do veículo

O motorista seguia pela BR-163 quando viu um objeto que parecia ser borracha de pneu de caminhão. Ele tentou evitar um impacto direto, centralizando o veículo para que o material passasse por baixo do carro.

Mesmo assim, ao passar pelo objeto, o motorista relatou ter ouvido um barulho forte, seguido de perda de força no motor e fumaça. Ao parar no acostamento, percebeu vazamento de óleo do motor e de água do radiador. O carro não teve condições de seguir viagem e precisou ser retirado por guincho.

O boletim da ocorrência mostra imagens do veículo com vazamento na parte dianteira, danos na parte inferior, escapamento amassado e a peça apontada como causadora da colisão. Também há registro da distância entre o ponto do impacto e o local onde o carro parou.

As imagens colocam em discussão um ponto sensível para quem paga pedágio ou utiliza rodovias concedidas: a expectativa de encontrar uma pista em condições seguras de tráfego.

Concessionária teria negado ressarcimento

O motorista afirma que procurou a concessionária para tentar resolver o problema de forma administrativa. Segundo ele, o pedido de ressarcimento foi negado, mas a EPR Iguaçu não teria informado de maneira detalhada o motivo da negativa.

Ele diz que o orçamento do conserto ficou em cerca de R$ 35 mil, mas que optou por acionar o seguro. Mesmo assim, teve custo de R$ 4.769,53 e agora pede na Justiça o ressarcimento de R$ 4.900, valor que inclui correção e juros.

Falha ou fatalidade?

O processo ainda não tem decisão judicial, e caberá à Justiça avaliar se houve responsabilidade da concessionária. No entanto, o caso soma-se a reclamações de usuários que apontam problemas em trechos administrados pela EPR Iguaçu.

Embora objetos na pista possam surgir de forma repentina, a cobrança feita por motoristas é simples: quem administra a rodovia precisa agir com rapidez para reduzir riscos e evitar prejuízos. Quando isso não acontece, o cidadão acaba pagando a conta — seja com danos no veículo, perda de tempo ou insegurança na estrada.

Informação importante

Importante ressaltar que o processo se encontra em fase inicial, tendo sido a ação ajuizada em 30 de abril de 2026. A EPR Iguaçu ainda não teve a oportunidade de apresentar sua defesa e sua versão dos fatos. Até o momento, nenhuma responsabilidade foi judicialmente reconhecida e ninguém é considerado culpado. Caberá à Justiça, após o contraditório e a produção de provas, avaliar os fatos com imparcialidade e proferir a decisão que entender cabível.

A CGN ressalta que o relato apresentado nesta reportagem tem como base as alegações de uma das partes, e em respeito aos princípios do contraditório, da ampla defesa e da boa prática jornalística, assegura à EPR Iguaçu o direito de se manifestar sobre os fatos narrados, bem como de apresentar sua versão, esclarecimentos e eventuais documentos que entender pertinentes. O espaço permanece aberto para posicionamento da concessionária.

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