
“Existia, sim, uma intenção de matar”, afirma Katarinhuk, advogado no caso da morte do PM Rubenich
O crime ocorreu na noite de 25 de novembro de 2025, quando Rubenich morreu após ser atingido durante uma perseguição a um veículo que fugia em...
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Por Fábio Wronski

O processo que apura a morte do soldado da Polícia Militar Ariel Julio Rubenich, ocorrida durante uma perseguição policial em Cascavel, no oeste do Paraná, segue em tramitação com novos desdobramentos. Na manhã desta segunda-feira (26), a CGN conversou com o advogado criminalista Luciano Katarinhuk, habilitado na semana passada como assistente de acusação no caso.
O crime ocorreu na noite de 25 de novembro de 2025, quando Rubenich morreu após ser atingido durante uma perseguição a um veículo que fugia em alta velocidade pela cidade. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o motorista Edson Ferreira da Cruz conduzia o carro sob efeito de drogas, sem habilitação, e executou manobras perigosas, culminando na colisão fatal. O réu responde por homicídio qualificado e resistência à prisão, já tendo sido formalmente denunciado pelo Ministério Público.
Luciano Katarinhuk foi procurado pela família do policial para atuar como assistente de acusação e reforçar a busca por justiça. “Fomos procurados pela família da vítima, do policial Rubenich, que busca que verdadeiramente seja feita justiça nesse caso, com a gravidade que ele exige e com o rigor da lei. Houve a denúncia; ela foi oferecida e já foi recebida pelo juiz. Estamos aguardando agora a resposta à acusação. Fomos habilitados como assistentes de acusação recentemente, nos últimos dias, e o nosso intuito é fazer com que a lei seja cumprida em todo o seu rigor”, afirmou.
A denúncia foi feita por homicídio quadruplamente qualificado, além de desobediência e outros delitos acessórios, cuja pena pode ultrapassar 30 anos de reclusão em caso de condenação. Segundo o advogado, laudos anexados ao processo indicam que o veículo era conduzido a mais de 170 km/h. Há ainda, nos autos, registros de declarações do réu em redes sociais, nas quais teria afirmado que, caso fosse abordado pela Polícia Militar, “passaria por cima”. “Isso demonstra que existia, sim, uma intenção de matar no caso, se fosse com ele, como acabou acontecendo. Ou seja, não foi um mero acidente; foi algo grave”, destacou Katarinhuk.
A morte do soldado Rubenich causou grande comoção em Cascavel, com diversas homenagens ao policial, reconhecido como profissional exemplar e herói. “Rubenich, que era um policial exemplar, foi sepultado com honras. Deixou a esposa com um filho de seis meses e outro ainda pequeno, de quatro anos. Um dia antes do fato, ele saiu para trabalhar; a família havia acabado de receber a chave da casa, e vimos, assim, uma família destruída. Temos todo o desenrolar desse fato documentado. Como assistentes de acusação, buscaremos a punição do réu pela culpabilidade que ele praticou, com o rigor da legislação, visando a uma condenação de 30 anos em regime fechado”, acrescentou o advogado.
O réu permanece preso, e agora aguarda-se a resposta à acusação para que seja marcada a audiência de instrução, etapa em que serão ouvidas testemunhas e realizado o interrogatório do acusado. “Nós estamos aguardando que a defesa apresente a resposta à acusação, que é o marco inicial para a designação da audiência de instrução, na qual serão ouvidas as testemunhas de acusação, as testemunhas de defesa e realizado o interrogatório do réu. Enquanto isso, ele segue preso. O juiz, ao receber a denúncia, manteve a prisão preventiva. Esperamos que ele permaneça preso durante todo o processo e, não apenas durante a tramitação, mas que, ao final, seja pronunciado e encaminhado ao Tribunal do Júri, com todas as qualificadoras, para que o Conselho de Sentença de Cascavel o condene”, afirmou Katarinhuk.
Representando a família, o advogado enfatizou a necessidade de responsabilização do réu conforme a lei. “O que buscamos é a responsabilização desse sujeito na medida de sua culpabilidade, logicamente respeitando o contraditório e a ampla defesa, para que seus advogados apresentem aquilo que entendem cabível e possam defender o seu réu. Nós, como assistentes de acusação, vamos apoiar o Ministério Público em nome da família. Seremos os olhos, os ouvidos e a voz da família dentro desse processo.”
Por fim, Katarinhuk reiterou que a expectativa é de que a pena máxima prevista seja aplicada. “Trinta anos de condenação, a pena máxima, pelo rigor, pela gravidade e pela forma como os fatos foram narrados. Foi intencional, assumiu, sim, o risco de matar, e ele precisa ser condenado pelo Tribunal do Júri na pena máxima prevista nos tipos penais ali elencados.”
A CGN segue acompanhando as movimentações do processo e mantém o espaço aberto para manifestação da defesa.
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