
Passat usado em perseguição que terminou na morte de PM passou por modificação ilegal para ficar “tunado”
As cenas gravadas com celular mostram o Passat branco — utilizado pelo condutor em fuga — em um centro automotivo onde foi modificado (tunado) para o nível stage 2....
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Por Luiz Haab

A CGN recebeu vídeos que descrevem mais um capítulo do caso da perseguição policial que terminou na trágica morte do PM Ariel Julio Rubenich, na noite de 25 de novembro, em Cascavel.
As cenas gravadas com celular mostram o Passat branco — utilizado pelo condutor em fuga — em um centro automotivo onde foi modificado (tunado) para o nível stage 2.
Esse procedimento, amplamente reconhecido no meio automotivo, altera parâmetros de desempenho com o objetivo de entregar potência acima do padrão de fábrica. Embora comum entre entusiastas, o uso desse tipo de preparação em carros que circulam nas ruas é ilegal, conforme dois artigos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB):
Art. 98. Nenhum proprietário ou responsável poderá, sem prévia autorização da autoridade competente, fazer ou ordenar que sejam feitas no veículo modificações de suas características de fábrica.
Art. 110. O veículo que tiver alterada qualquer de suas características para competição ou finalidade análoga só poderá circular nas vias públicas com licença especial da autoridade de trânsito, em itinerário e horário fixados.
As cenas geram questionamentos sobre como veículos submetidos a alterações dessa natureza acabam circulando sem autorização e sobre o impacto que tais modificações têm na violência do trânsito, incluindo em ações policiais, especialmente em perseguições de alta velocidade.
A morte do PM Ariel Julio Rubenich, que já era cercada por comoção e perplexidade, ganha agora mais um elemento de investigação: o contexto em que o Passat circulava e as condições que apresentava no momento da perseguição, quando o próprio fugitivo, Edson Ferreira da Cruz, admitiu estar sob efeito de drogas.
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