
Motorista envolvido na perseguição que matou PM Rubenich tem diversas passagens pela polícia
Pesam sobre o homem acusações de tráfico de drogas, direção perigosa, porte ilegal de arma de fogo, adulteração de sinal identificador de veículo, tentativa de homicídio, receptação, desobediência, dano e uso de drogas....
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Por Fábio Wronski

A cidade de Cascavel foi tomada pelo luto nesta terça-feira (25) após a morte do policial militar Ariel Julio Rubenich, de 34 anos. O falecimento do agente de segurança, ocorrido durante uma intensa perseguição policial, abalou não apenas familiares e colegas de farda, mas também a população local, pelo respeito e admiração à Polícia Militar e às forças de segurança.
De acordo com o boletim de ocorrência, obtido pela CGN, o motorista, possui várias passagens pela polícia e tentou fugir de uma abordagem, desencadeando uma perseguição pelas ruas da cidade.
O relato policial descreve uma série de manobras violentas realizadas pelo condutor de um VW Passat branco. Durante a fuga, o motorista colocou em risco a vida de dezenas de pessoas, desrespeitando normas de trânsito e promovendo situações de perigo iminente. A perseguição teve um desfecho trágico quando o veículo colidiu contra a motocicleta conduzida pelo policial Ariel Julio Rubenich.
Início da fuga
Por volta das 20h10, uma equipe de Rádio Patrulha realizava patrulhamento de rotina quando ouviu arrancadas bruscas e estalos, inicialmente confundidos com possíveis disparos de arma de fogo. Ao retornar para verificar a situação na Rua Tupis, os policiais avistaram o Passat realizando manobras suspeitas. Conforme o boletim, o motorista estava sem cinto de segurança e utilizava o celular ao volante. Ao receber sinal sonoro e luminoso para estacionar, ele encarou o policial e acelerou violentamente, dando início à fuga.
Perseguição com risco extremo
A central de operações foi acionada e diversas equipes passaram a acompanhar o veículo, que trafegava em altíssima velocidade, avançando preferenciais, dirigindo na contramão e arremessando o carro na direção de outros veículos, motociclistas e pedestres. Na Avenida Tancredo Neves, ao tentar interceptar o Passat, o PM Ariel Julio Rubenich, que conduzia uma motocicleta da corporação com sinais sonoros e luminosos acionados, foi atingido quando o motorista lançou o carro deliberadamente contra ele. A motocicleta colidiu contra uma árvore, e Ariel morreu ainda no local, apesar do socorro imediato.
Cerco e resistência
Mesmo após atingir o policial, o motorista continuou em fuga. Outras equipes, inclusive motociclistas e unidades especializadas, seguiram o suspeito. Diversos disparos foram efetuados nos pneus do veículo, seguindo protocolos de uso seletivo da força, mas o condutor persistiu, colidindo com vários carros parados em um congestionamento na rotatória de acesso à cidade.
A fuga só terminou na Rua Tapajós, onde o motorista parou diante de uma residência. No local, familiares e conhecidos do suspeito tentaram impedir a abordagem, avançando sobre os policiais. Para conter o grupo, foram utilizadas munições de impacto controlado e spray de pimenta. Três pessoas foram detidas por desobediência e perturbação do trabalho policial, todas atendidas pelo Samu antes do encaminhamento à delegacia.
A mãe do motorista que promoveu a fuga e que resultou na morte do policial passou mal na residência e foi socorrida pelo Samu. A mulher, identificada como S. F. da C. foi encaminhada à UPA Tancredo e morreu decorrente de um infarto.
Prisão do motorista
O condutor foi identificado como Edson Ferreira da Cruz, que, segundo o boletim da Polícia Militar, possui histórico de passagens pela polícia, incluindo tráfico de drogas, direção perigosa, porte ilegal de arma de fogo, adulteração de sinal identificador de veículo, tentativa de homicídio, receptação, desobediência, dano e uso de drogas.
Durante a detenção, Edson resistiu e precisou ser contido com técnicas de defesa policial, sofrendo algumas lesões e sendo encaminhado para atendimento médico antes da delegacia. O teste do bafômetro apresentou 0,00 mg/L.
No Passat, o perito criminal encontrou uma porção de 6 gramas de maconha, devidamente apreendida. A equipe de inteligência recolheu ainda um DVR de sistema de câmeras da residência do suspeito, com autorização da família.
Mesmo com várias passagens — algumas de alta gravidade, como tentativa de homicídio — o motorista estava em liberdade e, mais uma vez, envolvido em um episódio que terminou de forma trágica, ceifando a vida de um servidor público durante o trabalho.
A Polícia Civil segue investigando o caso.
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