
62 mortes: Advogado diz que havia consciência prévia sobre irregularidades em avião da Voepass
Infelizmente, a viagem, que parecia tranquila, foi abruptamente interrompida às 13h22 daquele dia, quando o avião caiu em um condomínio de chácaras em Vinhedo/SP, minutos antes...
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O acidente aéreo do voo 2283 da Voepass, ocorrido em 09 de agosto de 2024 está prestes a completar um ano. Foram 62 vidas perdidas, entre elas 25 moradores de Cascavel, cidade de origem da aeronave, que tinha como destino Guarulhos/SP.
Infelizmente, a viagem, que parecia tranquila, foi abruptamente interrompida às 13h22 daquele dia, quando o avião caiu em um condomínio de chácaras em Vinhedo/SP, minutos antes do pouso.
Sem sobreviventes entre os 58 passageiros e os quatro tripulantes da aeronave, esse acidente é considerado a maior tragédia da aviação brasileira em quase duas décadas.

Com uma ferida ainda não cicatrizada, que marcou não só Cascavel, pela quantidade de vítimas que residiam na cidade, mas o país inteiro, a busca por responsabilização e a determinação das circunstâncias que levaram à tragédia, ainda são temas que estão em aberto e que as famílias, mesmo enlutadas e em meio a dor pela perda de pais, filhos, parceiros e amigos, buscam esclarecer.
Novidades sobre o processo
Após o acidente, uma associação de familiares das vítimas foi criada e o advogado cascavelense Luciano Katarinhuk trabalha com assistente de acusação da causa. É ele quem está representando e auxiliando juridicamente as famílias no que talvez seja o momento mais doloroso das suas vidas.
A CGN entrevistou o advogado nesta terça-feira (05) e traz com exclusividade as novidades sobre o processo que envolve a responsabilização pelo acidente com o voo 2283.
Katarinhuk destacou que espera, ao final do inquérito, que haja indiciamento e que as pessoas, que por ação direta ou omissão, que permitiram o voo de um avião fora das condições adequadas e de segurança, que resultaram na queda da aeronave e das 62 mortes, sejam responsabilizadas criminalmente.

De acordo com Luciano, apesar da tragédia, a Voepass continuou em operação e realizou mais de 2000 voos, com manutenções irregulares, antes de ter as atividades suspensas, por isso é essencial descobrir e indicar quem foram as pessoas que permitiram a operação da companhia nestas condições e colocou inúmeras pessoas em risco.
O que se espera é responsabilização criminal das pessoas que vão ser identificadas, sejam elas atores da empresa, agentes de manutenção, sejam, inclusive, pessoas que fazem parte até mesmo dos órgãos de fiscalização. É isso que os familiares das vítimas querem para que essa tragédia nunca mais se repita pela ganância, ou seja, o econômico em detrimento das vítimas.
Luciano Katarinhuk
Consciência prévia sobre irregularidades
O advogado ressaltou que já foi identificado que havia uma consciência prévia sobre as irregularidades da aeronave da Voepass envolvida no acidente que impediriam que o avião estivesse voando. Além disso, ele admitiu que novos elementos sobre o caso devem chegar ao público em breve e deixarão ainda mais claro que as pessoas ligadas à empresa teriam assumido o risco de causar uma tragédia.
Com isso, as famílias das vítimas esperam, após a divulgação do relatório final pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), que os nomes dos responsáveis, por ação ou omissão, sejam indicados um a um e que eles sejam finalmente denunciados pelo Ministério Público.

Indenizações
Sobre as indenizações, que alguns familiares das vítimas já conseguiram obter, Katarinhuk destacou que essa é uma questão tratada na esfera cível e que o mais importante é a responsabilização criminal dos envolvidos, visto que nenhum valor será capaz de devolver a vida de um familiar que infelizmente morreu no acidente.
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