CGN - Últimas notícias de Cascavel, Paraná e Brasil
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Morte no Brasília: 'Olhei o retrovisor e não vi', diz condutor de Amarok que atropelou idosa em Cascavel

Publicado em

Relacionadas:

Imagem referente a Morte no Brasília: 'Olhei o retrovisor e não vi', diz condutor de Amarok que atropelou idosa em Cascavel
Foto: Reprodução/CGN

Por Luiz Haab

Atualizado em

“Olhei pelo retrovisor e não vi.” O relato é do motorista da Volkswagen Amarok que atropelou Luzia Soares dos Reis, de 74 anos, na tarde desta quarta-feira (7), na Rua Glauber Rocha, no Bairro Brasília, em Cascavel. Em entrevista à CGN, ele afirmou que fazia uma manobra de ré para sair e buscar a filha no colégio quando atingiu a aposentada. Luzia recebeu atendimento do Siate, sofreu sucessivas paradas cardiorrespiratórias e morreu.

Segundo o condutor, a idosa estava atrás da caminhonete no momento da manobra. “Ela tava atrás da caminhonete e acabei batendo nela”, declarou. Ao falar sobre o atropelamento e a morte, ele classificou o ocorrido como uma fatalidade. “Muito triste, a gente fica muito sentido.” Conforme o relato da sobrinha, Luzia provavelmente seguia para almoçar no Restaurante Popular, nas proximidades.

O motorista contou que, logo após o atropelamento, Luzia conseguia conversar e apresentava um ferimento no joelho. Segundo ele, o socorro foi chamado imediatamente. “Eles atenderam muito rápido, atenderam muito rápido”, afirmou. A avaliação inicial dos socorristas identificou uma fratura exposta na perna, mas o quadro se agravou durante o atendimento. “A preocupação foi depois que ela já tava dentro da ambulância que acabou dando uma parada cardíaca”, relatou o condutor.

As equipes realizaram manobras de reanimação e conseguiram restabelecer os batimentos de Luzia, que foi encaminhada ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP). A recuperação temporária trouxe esperança à família, mas a aposentada sofreu novas paradas e não resistiu, morrendo dentro da ambulância, na chegada ao hospital. O motorista disse que soube do desfecho pela cobertura jornalística: “Eu soube depois, pela própria CGN”.

Após a confirmação da morte, o condutor compareceu à 10ª Regional de Flagrantes para prestar depoimento. “Eu vim aqui já pra dar meu depoimento pro processo andar”, afirmou. O relato dele passa a integrar a apuração das circunstâncias do atropelamento. Luzia deixou uma filha.

Resumo do que aconteceu

O que aconteceu com Luzia Soares dos Reis em Cascavel?
R: Luzia Soares dos Reis, uma idosa de 74 anos, morreu após ser atropelada por uma caminhonete enquanto atravessava a Rua Glauber Rocha, no Bairro Brasília, em Cascavel, na tarde de 7 de outubro de 2026.
Como ocorreu o atropelamento que resultou na morte da idosa?
R: Segundo relatos, Luzia atravessava a rua quando foi atingida por uma caminhonete que fazia uma conversão à esquerda. Em outra versão, a caminhonete estava estacionando e realizou uma manobra de ré, atingindo a idosa que estava atrás do veículo.
Qual foi o estado de saúde da vítima após o atropelamento?
R: Inicialmente, Luzia estava consciente e apresentava uma fratura exposta na perna, mas logo perdeu a consciência, entrou em choque e sofreu uma sequência de paradas cardiorrespiratórias durante o atendimento dos socorristas.
Como foi o atendimento de emergência prestado à vítima?
R: A Guarda Civil Patrimonial prestou os primeiros socorros e acionou o Corpo de Bombeiros, que realizou massagem cardíaca por cerca de 20 a 30 minutos, administrou medicamentos e intubou a vítima. Apesar de conseguirem reanimá-la temporariamente, Luzia sofreu novas paradas cardíacas durante o transporte ao hospital.
O que aconteceu com a vítima após ser levada ao hospital?
R: Luzia foi encaminhada ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), mas morreu dentro da ambulância, na porta da emergência, após sofrer sucessivas paradas cardiorrespiratórias.
Qual foi a reação da família de Luzia Soares dos Reis ao acidente?
R: A família recebeu a notícia de forma repentina e ficou em choque. Tanto a sobrinha quanto a irmã de Luzia relataram surpresa e tristeza, destacando que ela estava indo almoçar em um restaurante popular, em um trajeto simples e rotineiro.
Há informações sobre as condições de saúde prévias da vítima?
R: Segundo familiares, Luzia não tinha histórico de problemas cardíacos, embora recentemente tivesse apresentado alteração na pressão arterial, que estava controlada após atendimento médico.
O que dizem os profissionais de saúde sobre a causa da morte?
R: O médico do Corpo de Bombeiros informou que não é possível afirmar a causa exata da sequência de paradas cardíacas apenas com o atendimento realizado. Hipóteses incluem uma condição cardíaca pré-existente ou um tromboembolismo pulmonar, mas a causa definitiva depende de investigação médica e exames do Instituto Médico-Legal.
O motorista da caminhonete se pronunciou sobre o acidente?
R: O motorista relatou que não viu a idosa no momento do impacto. Ele conversou com familiares após o acidente e aguarda o esclarecimento das autoridades.
O acidente de Luzia faz parte de um problema maior em Cascavel?
R: Sim. Com este caso, Cascavel chegou a pelo menos nove mortes por atropelamento em 2026, sendo seis em vias urbanas e três em rodovias. O número é igual ao registrado no mesmo período de 2025.
Quais questões sobre segurança viária foram levantadas após o acidente?
R: O caso reacendeu discussões sobre os riscos para pedestres em Cascavel, a necessidade de identificar pontos críticos, melhorar iluminação, reduzir velocidades e tornar travessias mais seguras, além de reforçar a responsabilidade dos motoristas e do planejamento urbano.
Quais órgãos participaram do atendimento e investigação do caso?
R: A Guarda Civil Patrimonial prestou os primeiros socorros e sinalizou o trânsito, o Corpo de Bombeiros realizou o atendimento de emergência e a Polícia Militar foi acionada para dar sequência à ocorrência. O caso será apurado pelas autoridades competentes.
Qual a relevância do caso para a população de Cascavel?
R: O acidente evidencia a vulnerabilidade dos pedestres e a necessidade de políticas públicas para prevenção de atropelamentos, além de cobrar ações efetivas de fiscalização, planejamento e infraestrutura urbana para evitar novas tragédias.

Veja também

Notícias Mais Acessadas Agora

Notícias Mais Lidas