Uma vida para atravessar a rua: pelo menos nove pessoas já morreram atropeladas em Cascavel em 2026
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Por Luiz Haab
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Uma pessoa a pé é a parte mais vulnerável do trânsito. a dona Luzia Soares dos Reis, uma senhora de 74 anos, é a triste prova mais recente disso. Ela foi atingida por uma caminhonete na Rua Glauber Rocha, no Bairro Brasília, no início da tarde desta quarta-feira (7) e teve uma sequência de paradas cardiorrespiratórias durante o atendimento dos socorristas. Não resistiu.
Em Cascavel, essa vulnerabilidade tem terminado em muitas morte. Com mais esse atropelamento fatal registrado na área urbana, o município chega a pelo menos nove pessoas mortas nesse tipo de ocorrência em 2026 – seis vítimas nas ruas da cidade e três nas rodovias que passam pelo município. Em 2025, no mesmo período, também foram nove vidas perdidas (cinco em vias urbanas e duas em rodovias).
A nova ocorrência reforça a necessidade de cobrar respostas que possam ser acompanhadas pela população: quais pontos oferecem maior risco aos pedestres? Quais receberam intervenções? Onde é necessário melhorar a iluminação, reduzir velocidades ou tornar as travessias mais seguras?
Essas perguntas não antecipam a responsabilidade pelo acidente desta quarta-feira, que depende de apuração. Elas tratam de uma obrigação mais ampla: identificar riscos e agir antes da próxima morte.
A responsabilidade não pode ficar só com quem atravessa
Orientar o pedestre a prestar atenção é necessário, mas não encerra a discussão. A proteção de quem anda a pé também depende da conduta dos motoristas, das condições das vias e das decisões de fiscalização e planejamento urbano.
Atravessar uma rua é uma necessidade cotidiana. Voltar para casa com vida não pode depender da sorte.