Sobrinha de Luzia Soares dos Reis conta como recebeu notícia do atropelamento fatal em Cascavel
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Por Diego Cavalcante
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Luzia Soares dos Reis, de 74 anos, morreu após ser atropelada por uma caminhonete na Rua Glauber Rocha, no Bairro Brasília, em Cascavel, na tarde desta quarta-feira (7). A aposentada havia saído para almoçar no Restaurante Popular quando foi atingida pelo veículo e sofreu uma sequência de paradas cardiorrespiratórias durante o atendimento.
Quando chegou ao local do atropelamento, a sobrinha de Luzia já encontrou a tia dentro da ambulância do Corpo de Bombeiros. Do lado de fora, equipes trabalhavam para tentar reanimar a idosa.
A sobrinha conversou com a CGN e contou que tentou entender o que havia acontecido assim que chegou. Segundo as informações repassadas a ela, a caminhonete teria realizado uma manobra de ré e atingido Luzia, que estava atrás do veículo.
A idosa provavelmente seguia para almoçar no Restaurante Popular, que fica nas proximidades do local. Era um trajeto simples, de rotina, que acabou interrompido pelo atropelamento.
Quando a sobrinha chegou, os bombeiros já realizavam os procedimentos de reanimação. Pouco depois, ela recebeu uma notícia que trouxe uma breve esperança: os batimentos cardíacos de Luzia haviam retornado e a equipe faria o encaminhamento ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP).
“Logo na sequência, o bombeiro me chamou pra falar que ela tinha voltado os batimentos e que estavam levando ela pro HU. Nisso eu até falei com a filha dela pra já ir pro HU e esperar ela lá”, relatou.
A família, então, correu para o hospital na expectativa de reencontrar Luzia com vida. Mas o tempo não foi suficiente. A idosa sofreu novas complicações durante o deslocamento e morreu antes de conseguir ser atendida no hospital.
A sobrinha também contou que, ao observar a caminhonete envolvida, não teve a impressão de que o impacto tivesse sido de grande intensidade. Segundo ela, o veículo não apresentava amassados aparentes que indicassem uma colisão forte.
“Não parece ser forte, porque, bom, era uma caminhonete, é um carro mais forte, né, mas não tinha amassado. Eu até procurei amassado na caminhonete, batida assim forte, não pareceu ser forte”, afirmou.
Ela não chegou a ver os ferimentos de Luzia. Quando chegou ao local, a tia já estava dentro da ambulância, e a sobrinha preferiu deixar os profissionais concentrarem os esforços no atendimento.
Luzia deixou uma filha. Para a família, o atropelamento que aconteceu durante um deslocamento aparentemente simples acabou transformando uma ida para o almoço em uma despedida inesperada.