Irmã de Luzia Soares dos Reis relembra últimos momentos antes de atropelamento fatal em Cascavel
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Por Diego Cavalcante
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A tarde que deveria ser apenas mais um dia comum terminou em uma despedida inesperada para a família de Luzia Soares dos Reis, de 74 anos, em Cascavel. A aposentada havia saído de casa para almoçar em um restaurante popular quando foi atropelada por uma caminhonete na Rua Glauber Rocha, no Bairro Brasília.
Luzia trabalhou durante anos na área da saúde e, depois de se aposentar, começava a aproveitar uma rotina mais tranquila. Segundo a irmã, Sonia Regina dos Reis, a vítima seguia para o almoço quando aconteceu a fatalidade.
“Ela estava descendo para ir almoçar num restaurante popular e ali onde aconteceu foi uma coisa impressionante, não esperava”, contou Sonia à CGN.
A notícia chegou de maneira repentina. A sobrinha de Luzia pediu ajuda a um morador da mesma rua para avisar Sonia sobre o que havia acontecido. O homem foi até a casa dela e deu a notícia, provocando uma reação imediata de choque.
“Ele me pegou de surpresa, quase que eu fui também, tive que sentar. Eu cheguei lá e ela já estava dentro da ambulância, eles tentando reanimar ela”, relatou.
Durante o atendimento, Luzia sofreu sucessivas paradas cardiorrespiratórias. Os bombeiros realizaram manobras de reanimação, mas ela não resistiu e morreu na chegada ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP).
A sequência de paradas cardíacas também surpreendeu a família. Sonia contou que, até onde sabia, a irmã não tinha histórico de problemas cardíacos. Ela havia procurado atendimento médico recentemente por causa de uma alteração na pressão arterial, mas a situação estava controlada.
“Ela não era uma paciente cardíaca, até onde eu sei. Não tinha problema, nunca relatou sobre isso, a não ser uma alteração que ela teve ultimamente, a pressão que subiu. Ela foi no médico e tudo e estava estabilizado”, afirmou.
Sonia também conhecia o motorista da caminhonete envolvida no atropelamento e conversou com ele após o acidente. Para a família, agora resta aguardar o esclarecimento das circunstâncias da morte e o que será definido pelas autoridades.
“Eu conversei com ele, ele falou o que aconteceu, então assim, deixar para ver o que a Justiça faz, porque infelizmente ela já foi, independente de qualquer coisa, ela não volta”, disse a irmã.
Para Sonia, ficam agora as lembranças de uma mulher que havia encerrado os anos de trabalho na área da saúde e começava a aproveitar a aposentadoria. O caminho até o restaurante popular, que deveria terminar em mais um almoço, acabou interrompido de forma inesperada e deixou uma família tentando entender como um dia tão comum pôde terminar assim.