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Médico relata sequência de paradas cardíacas de idosa atropelada que morreu na chegada ao HUOP em Cascavel

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Médico relata sequência de paradas cardíacas de idosa atropelada que morreu na chegada ao HUOP em Cascavel

Por Diego Cavalcante

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O que parecia ser um atropelamento de baixa energia se transformou em uma corrida contra o tempo nesta quarta-feira (7), em Cascavel. A idosa de 74 anos foi atingida por uma caminhonete na Rua Glauber Rocha, no Bairro Brasília, e teve uma sequência de paradas cardiorrespiratórias durante o atendimento dos socorristas.

O médico Clederson Bitencourt, do Corpo de Bombeiros, explicou que a dinâmica inicial não indicava uma ocorrência de grande impacto. Segundo ele, a caminhonete estaria estacionando quando atingiu a mulher, que estava atrás do veículo. Na primeira avaliação, a vítima estava consciente e apresentava uma fratura exposta na perna.

A situação mudou rapidamente. Quando a equipe chegou ao local, a idosa já estava com o nível de consciência bastante rebaixado, apresentava sinais clínicos de choque e precisou de atendimento médico imediato.

Pouco depois, a mulher entrou em parada cardiorrespiratória. Os bombeiros iniciaram as manobras de reanimação e, após cerca de 20 minutos, conseguiram recuperar a circulação.

A equipe tentou estabilizar a paciente ainda no local e iniciou o deslocamento ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná. No caminho, porém, o coração da idosa voltou a parar. Os socorristas precisaram iniciar novamente as manobras de reanimação.

A partir dali, o atendimento passou a ser marcado por sucessivos momentos de parada e retorno da circulação. Dentro da ambulância, os bombeiros utilizaram os recursos disponíveis para tentar manter a paciente viva durante o trajeto.

“Ela veio nesse ciclo de para e retorna, para e retorna. E nossos recursos foram acabando dentro da ambulância, porque eles são limitados”, relatou o médico.

Quando a ambulância chegou à frente do HUOP, a vítima já permanecia em parada havia um período prolongado. Após a avaliação da situação e conversa com profissionais do hospital, as equipes entenderam que não havia mais possibilidade de reverter o quadro e encerraram as manobras de reanimação.

Para o médico, ainda não é possível afirmar o que provocou a sequência de paradas cardíacas. Embora o atropelamento tenha sido o motivo do acionamento das equipes, Bitencourt explicou que uma condição de saúde anterior também pode ter contribuído para o agravamento repentino.

Entre as possibilidades levantadas pelo profissional estão uma alteração cardíaca, como um infarto, ou um tromboembolismo pulmonar. Ele ressaltou, porém, que são apenas hipóteses e que não há como definir a causa da morte somente com o atendimento realizado no local.

A causa da morte deverá ser esclarecida após os procedimentos de investigação e, caso o corpo seja encaminhado ao Instituto Médico-Legal, por meio dos exames realizados pelo órgão. Para os socorristas, ficaram as marcas de uma ocorrência que começou com uma fratura aparentemente isolada e terminou após sucessivas tentativas de fazer o coração da idosa voltar a bater.

Resumo do que aconteceu

O que aconteceu com a idosa atropelada em Cascavel?
R: No início da tarde de 7 de outubro de 2026, uma idosa de 74 anos foi atropelada por uma caminhonete enquanto atravessava a Rua Glauber Rocha, no Bairro Brasília, em Cascavel. O acidente resultou em graves complicações de saúde para a vítima.
Como ocorreu o atropelamento e quem estava envolvido?
R: O atropelamento aconteceu quando a caminhonete realizava uma conversão à esquerda e atingiu a idosa, que atravessava a via. O motorista relatou que não viu a mulher no momento do impacto. A Guarda Civil Patrimonial passava pelo local e prestou os primeiros socorros.
Qual foi o estado inicial da vítima após o acidente?
R: Inicialmente, a idosa estava consciente e apresentava uma fratura exposta na perna, mas rapidamente teve rebaixamento do nível de consciência e ficou inconsciente antes da chegada dos socorristas do Corpo de Bombeiros.
Quais procedimentos de emergência foram realizados no local?
R: A equipe do Corpo de Bombeiros realizou manobras de reanimação após a idosa entrar em parada cardiorrespiratória. Foram administrados medicamentos, incluindo adrenalina, e realizada intubação para ventilação mecânica. Após cerca de 20 a 30 minutos de manobras, foi possível recuperar a circulação e respiração da vítima.
Como evoluiu o quadro clínico da idosa durante o atendimento?
R: Apesar de ter sido reanimada e estabilizada inicialmente, a idosa passou por sucessivas paradas cardiorrespiratórias durante o transporte para o Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), exigindo novas tentativas de reanimação na ambulância.
Quando e onde a vítima faleceu?
R: A idosa faleceu na chegada ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná, dentro da ambulância, na porta da entrada de emergência, após uma nova piora e parada cardíaca prolongada, no dia 7 de outubro de 2026.
O que pode ter causado a sequência de paradas cardíacas na vítima?
R: Segundo o médico Clederson Bitencourt, do Corpo de Bombeiros, ainda não é possível afirmar a causa exata das paradas cardíacas. Embora o atropelamento tenha motivado o chamado, condições pré-existentes, como alteração cardíaca (infarto) ou tromboembolismo pulmonar, também são consideradas hipóteses. A causa definitiva depende de exames do Instituto Médico-Legal.
Por que o caso é considerado relevante?
R: O caso chama atenção por ter começado como um atropelamento aparentemente de baixa gravidade, mas evoluiu rapidamente para uma situação crítica e fatal, mesmo com múltiplas tentativas de reanimação e atendimento médico intensivo.
Quais órgãos e equipes participaram do atendimento à vítima?
R: A Guarda Civil Patrimonial prestou os primeiros socorros e sinalizou o trânsito. O Corpo de Bombeiros realizou o atendimento de emergência e reanimação. A Polícia Militar também foi acionada para auxiliar na ocorrência, e a vítima foi encaminhada ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná.
Quais serão os próximos passos para esclarecer a causa da morte?
R: A causa da morte deverá ser esclarecida após procedimentos de investigação e exames realizados pelo Instituto Médico-Legal, caso o corpo seja encaminhado ao órgão.

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