Idosa entra em parada cardíaca após atropelamento e é reanimada, relata Corpo de Bombeiros
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Por Diego Cavalcante
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O atropelamento que inicialmente parecia envolver uma vítima estável ganhou contornos graves nesta quarta-feira (7), na Rua Glauber Rocha, no Bairro Brasília, em Cascavel. A idosa, de mais de 70 anos, havia sido atingida por uma caminhonete enquanto atravessava a via, mas o quadro se agravou durante o atendimento.
O Aspirante Rafael Trevisan, do Corpo de Bombeiros, explicou que o chamado chegou à equipe com a informação de que a mulher estava consciente e orientada. A avaliação inicial apontava uma fratura na perna, sem sinais de que a ocorrência pudesse evoluir para uma situação tão grave.
Quando os socorristas chegaram, porém, perceberam que a vítima estava rebaixando o nível de consciência. A mudança no quadro fez com que o atendimento ganhasse outra dimensão e levou à mobilização de uma equipe médica e de uma viatura de apoio.
Pouco depois, a idosa entrou em parada cardiorrespiratória. O coração e a respiração pararam, e os bombeiros iniciaram imediatamente os procedimentos de reanimação. Foram administrados medicamentos, incluindo adrenalina, enquanto a equipe realizou massagem cardíaca por aproximadamente 30 minutos.
A resposta veio depois de quase meia hora de trabalho. Os batimentos cardíacos retornaram espontaneamente, assim como a respiração. Trevisan explicou que isso representou uma importante reversão do quadro, embora a mulher ainda não tivesse recuperado a consciência.
Como ela não estava respirando espontaneamente durante a parada, também foi necessário realizar a intubação. O procedimento permitiu que a equipe mantivesse a ventilação e a oxigenação do organismo de forma mecânica durante o atendimento.
A idosa deixou o local com vida e foi encaminhada ao hospital, onde seguiria sob cuidados médicos. O atropelamento, que começou com uma vítima aparentemente estável, terminou com uma longa tentativa de reanimação e um retorno dos sinais vitais, mas o estado de consciência e a evolução clínica ainda dependeriam do atendimento hospitalar.