
“Ele me seguiu para me intimidar”, diz vítima de ‘golpista das semijoias’ em depoimento à polícia
Glória gravou um vídeo relatando a situação enfrentada por ela e por outras pessoas que dizem ter sido prejudicadas pelo suposto esquema investigado pela Polícia Civil....
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Por Luiz Haab

A CGN conversou com exclusividade, na tarde desta sexta-feira (22), com mais uma vítima que foi ouvida pela Polícia Civil do Paraná nas denúncias que envolvem o chamado “golpe das semijoias”, caso que já reúne relatos em diversas cidades do Paraná e de Santa Catarina. Desta vez, a vítima é uma moradora de Maringá, que afirma ter prestado depoimento à equipe de estelionato da cidade e relata ter sofrido ameaças e tentativas de intimidação após decidir denunciar o caso.
Glória gravou um vídeo relatando a situação enfrentada por ela e por outras pessoas que dizem ter sido prejudicadas pelo suposto esquema investigado pela Polícia Civil.
“Olá, eu me chamo Glória, sou de Maringá, Paraná, também sou uma das vítimas de M.C.. Eu gravei depoimento para o delegado Fernando, aqui de Maringá, da parte de estelionato, então nós esperamos realmente que a justiça seja feita”, afirmou.
Segundo o relato, além dos prejuízos financeiros e emocionais, algumas vítimas também estariam enfrentando situações de constrangimento e pressão após formalizarem denúncias.
“Ele é uma pessoa que assedia as vítimas, ameaça, vai na casa de parentes, vai na casa da pessoa, no local de trabalho”, declarou.
Glória afirmou ainda que recentemente teria sido seguida nas redes sociais por um perfil ligado ao investigado, situação que, segundo ela, teria o objetivo de intimidá-la.
“Recentemente ele me seguiu e seguiu meu esposo no Instagram, que é da empresa dele, que já foi baixada em 2017, se eu não me engano. Ele me seguiu a fim de me coagir a não gravar depoimento, a parar com as manifestações e com as coisas que a gente vem fazendo para desmascará-lo”, relatou.
No vídeo, a moradora de Maringá também faz um apelo para que outras mulheres procurem a polícia e registrem boletins de ocorrência.
“Eu peço ajuda a todas as vítimas: denunciem sim. Juntas somos mais fortes e assim vamos conseguir que a justiça seja feita”, disse.
Ela ainda afirmou acreditar que o número de pessoas afetadas pelo caso pode ser muito maior do que o inicialmente imaginado.
“Tem mais de 900 famílias com as vidas destruídas. Não tem sido fácil conviver depois de tudo o que aconteceu”, completou.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil em diferentes municípios. Conforme relatos já reunidos pelas autoridades, o suposto esquema envolveria a entrega de semijoias para revenda consignada mediante assinatura de notas promissórias. Posteriormente, segundo as denúncias, as vítimas passariam a sofrer cobranças judiciais e pedidos de bloqueio ou penhora de bens relacionados a valores que afirmam não reconhecer.
Até o momento, não há condenação definitiva relacionada ao caso. A defesa do homem citado nas denúncias informou anteriormente que deve se manifestar apenas no âmbito judicial.
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