CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a Nova vítima relata bloqueio de carros e até de conta bancária após ‘golpe da semijoia’

Nova vítima relata bloqueio de carros e até de conta bancária após ‘golpe da semijoia’

Segundo Adriana, ela e a sócia aceitaram trabalhar com semijoias em consignação antes do fechamento dos salões por causa da Covid-19. Com a queda no movimento,...

Publicado em

Por Luiz Haab

Publicidade
Nova vítima relata bloqueio de carros e até de conta bancária após ‘golpe da semijoia’

Uma nova denúncia reforça a série de relatos envolvendo o chamado “golpe das semijoias” ou “golpe da promissória”, atribuído por dezenas de mulheres a um homem identificado como representante de uma empresa de semijoias em Cascavel. Desta vez, a vítima é Adriana, ex-proprietária de um salão de beleza no bairro Alto Alegre, que afirma ter sido processada em R$ 8 mil após dever apenas R$ 700 em vendas não quitadas por clientes durante a pandemia.

Segundo Adriana, ela e a sócia aceitaram trabalhar com semijoias em consignação antes do fechamento dos salões por causa da Covid-19. Com a queda no movimento, ela decidiu devolver os produtos ao representante. “Ele veio, recolheu as joias e disse que depois traria a promissória. Eu esperei essa promissória até hoje”, relata.

A mulher afirma que, na época, algumas clientes deixaram de pagar cerca de R$ 700 em peças vendidas. Ela diz ter procurado o homem para quitar o valor restante assim que conseguiu emprego com carteira assinada em um restaurante.

“Eu liguei para ele e falei que estava trabalhando registrado e queria acertar aquele montante que ficou para trás. Ele disse que estava viajando e que quando chegasse me ligaria. Ele não ligou”, conta.

Dias depois, Adriana recebeu uma notificação judicial cobrando cerca de R$ 8 mil. “Eu fui ligar para ele e falei: ‘Moisés, você sabe que não é isso que eu devo para você’. E ele falou que nós iríamos acertar na Justiça”, afirma.

Hoje, segundo ela, a dívida já ultrapassaria R$ 18 mil. Adriana relata que possui dois carros bloqueados judicialmente e também teve a conta bancária bloqueada. Ela afirma ainda que o ex-patrão chegou a ser incluído no processo.

“Você não pode encostar em um carro que ele acha que é seu, e ele bloqueia aquele carro mesmo sabendo de quem é o veículo”, desabafa.

A mulher diz que participou, há cerca de três anos, de um boletim de ocorrência coletivo junto com outras nove mulheres, mas afirma que nenhuma providência teria sido tomada até agora.

“Naquela época já eram mais ou menos 450 ou 480 mulheres sendo processadas. Agora estou sabendo que já passa de 800”, afirma.

Adriana também questiona a atuação do sistema judiciário diante da repetição dos relatos envolvendo promissórias assinadas, cobranças judiciais e bloqueio de bens.

“Ele atua da mesma forma com todas as mulheres. Então eu gostaria de saber dos juízes e promotores por que isso não é investigado mais a fundo”, diz.

Ela afirma ainda que a situação tem provocado consequências emocionais e familiares nas vítimas. “Famílias estão sendo destruídas, mulheres entrando em depressão, casamentos acabando porque muitos maridos não entendem a situação”, relata.

Apesar da revolta, Adriana afirma reconhecer a dívida original. “Eu quero pagar aquilo que devo, os R$ 700. Mas esse montante eu não vou pagar”, declarou.

A série de reportagens da CGN já reuniu diversos relatos semelhantes de mulheres do Paraná e de Santa Catarina que afirmam ter assinado promissórias como garantia para retirada de mostruários de semijoias. Segundo as denúncias, após a devolução dos produtos, as promissórias não teriam sido devolvidas e posteriormente passaram a embasar ações judiciais com cobranças elevadas e pedidos de penhora de bens.

Conforme o sistema do Tribunal de Justiça do Paraná, só em abril de 2026 o suposto golpista abriu sete novos processos, seguindo o mesmo modelo apontado pelas vítimas como um “golpe legalizado”.

O espaço segue aberto para manifestação dos citados nas denúncias.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN