
Médica não comparece e Justiça de Cascavel remarca julgamento de casal acusado de injetar plástico em procedimento facial
“Hoje foi um dia bem estressante e complicado, mas foi bom para nós, pois acredito que conseguimos provar muitas coisas”, disse Raquel. A ré Carolina Milanezi...
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Por Luiz Haab

O juiz Marcelo Carneval, da 1ª Vara Criminal de Cascavel, marcou para 25 de maio de 2026 a continuação do julgamento iniciado nesta terça-feira (25), sobre o caso envolvendo o farmacêutico Tiago Tomaz da Rosa, apelidado de “Doutor Milagre”, e a médica Carolina Milanezi Bortolon. O casal responde pelos crimes de estelionato qualificado, lesão corporal gravíssima e exercício ilegal da profissão, em razão dos procedimentos estéticos irregulares realizados em pacientes, entre elas a cascavelense Raquel Roseli Demichei Dornelles, cuja denúncia deu início à ação penal.
“Hoje foi um dia bem estressante e complicado, mas foi bom para nós, pois acredito que conseguimos provar muitas coisas”, disse Raquel. A ré Carolina Milanezi Bortolon não compareceu, e a advogada de acusação, Alyne Gaspar, comentou a ausência em um vídeo exclusivo para a CGN: “A ré Carolina, ao não comparecer e ser decretada revel, optou por fugir e não enfrentar a vítima e as provas. Essa atitude fala por si só. A justiça pode tardar por manobras pessoais, mas não falhará.”
No júri desta terça, a defesa do casal alegou não ter conseguido localizar três testemunhas, o que levou o juiz a remarcar a nova data. O adiamento para ouvir testemunhas é um direito da defesa.
Relembre o caso
A situação teve início em 2023, quando Raquel Dornelles procurou a clínica do casal para aplicação de Sculptra (ácido poli-L-láctico), um bioestimulador de colágeno autorizado e amplamente utilizado para firmeza da pele. No entanto, segundo as investigações e a denúncia, foi aplicado no rosto da paciente um produto chamado PMMA (polimetilmetacrilato) — um olímero (plástico) para preenchimento permanente e que não é recomendada pela Anvisa para uso facial, devido ao risco de inflamação crônica, deformidades irreversíveis, necrose e até comprometimento renal.
Após o procedimento, Raquel sofreu uma série de reações severas, incluindo inchaços, nódulos e deformidades. Ao longo do processo judicial, ela relatou a rotina marcada por tratamentos contínuos, dores, incertezas médicas e o impacto emocional das sequelas irreversíveis. E vítima afirmou que ainda convive com massas endurecidas no rosto e que qualquer intervenção para diminuir o volume pode colocar sua saúde em risco.
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