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Semed diz que "Professor Monstro" atuava "acompanhado por outro profissional"

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Foto: Reprodução/CGN

Por Silmara Santos

Atualizado em

A Secretaria de Educação de Cascavel emitiu uma nota a respeito da atuação do agente de apoio que ficou conhecido como “Professor Monstro” no CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil) Prof. Vicentina Guisso, no Bairro Canadá, em Cascavel.

Conforme a nota, a Semed não recebeu, até o momento, nenhuma denúncia de abuso envolvendo crianças matriculadas no Cmei Prof. Vicentina Guisso.

A Semed reforçou na nota que, caso haja suspeitas de violência ou negligência contra crianças, todas as medidas cabíveis são tomadas, incluindo a comunicação ao Conselho Tutelar e ao Nucria. No entanto, até o momento, nenhuma das famílias entrevistadas em frente ao Cmei apresentou relatos desse tipo, haja visto que as mães só ficaram sabendo da situação após a reportagem da CGN sobre o professor.

O ex-agente de apoio em questão foi acusado de abuso em 2019, mas a denúncia só foi feita em 2020, durante a pandemia de Covid-19. A mãe da criança relatou o caso à direção do Cmei, que prontamente a situação à Semed. A Secretaria adotou todas as medidas necessárias para as esferas administrativa e criminal.

O servidor foi exonerado em 2024, após a conclusão de um Processo Administrativo que tramitava junto à Corregedoria Municipal. O processo judicial, por sua vez, só teve desfecho em 2025, quando o acusado já não fazia parte da Rede Municipal de Ensino.

Durante o período da pandemia e até a conclusão do processo, o servidor “nunca permaneceu sozinho em sala” e não acompanhava o horário de descanso dos alunos, sempre atuando sob supervisão de outra professora. A Semed garantiu que todos os cuidados necessários foram mantidos para evitar qualquer risco à integridade das crianças.

A Secretaria de Educação esclarece que não tem competência para investigar ou aplicar penalidades a servidores, cabendo à Corregedoria a apuração de casos com indícios de infração disciplinar. A pasta também não tem acesso à íntegra dos processos administrativos ou judiciais relacionados a esse tipo de ocorrência.

A Semed anunciou ainda que todas as mães serão ouvidas e um novo processo será aberto para investigar o caso. A Secretaria de Educação enfatiza que não deixa nenhuma denúncia ou suspeita sem a devida apuração.

Nota da Semed

A Secretaria Municipal de Educação informa que nem a direção da instituição de ensino e nem mesmo a Semed foram procuradas por familiares para relatar qualquer tipo de abuso envolvendo crianças matriculadas no Cmei Prof. Vicentina Guisso. Ressalta-se que, sempre que há qualquer suspeita de violência ou negligência contra crianças, são tomadas todas as medidas cabíveis, com a devida comunicação ao Conselho Tutelar e ao Nucria. Contudo, até o momento, não houve relatos sobre essa situação envolvendo as famílias entrevistadas em frente ao Cmei.

Especificamente sobre o Agente de Apoio acusado de abuso em um Cmei de Cascavel, a Secretaria informa que ele foi exonerado em 2024, após a conclusão do Processo Administrativo que tramitava junto à Corregedoria Municipal.

O caso teria ocorrido em 2019, mas só foi relatado pela criança em 2020, já durante o período da pandemia de Covid-19. Assim que houve o relato da mãe à direção do Cmei, a situação foi imediatamente encaminhada à Semed, que adotou todos os atendimentos e encaminhamentos necessários para as esferas administrativa e criminal.

É importante destacar que, até 2021, não havia atendimento presencial às crianças no Cmei, em função da pandemia. Após o retorno das aulas presenciais, o servidor jamais permaneceu sozinho em sala e tampouco acompanhava o horário de descanso dos alunos, sempre atuando sob supervisão de outra professora. Ainda assim, o Processo Administrativo foi concluído apenas em 2024, resultando na exoneração do servidor. O processo judicial, por sua vez, teve desfecho apenas em 2025, quando o servidor já não fazia parte da Rede Municipal de Ensino.

Até a conclusão do processo, não havia penalidade aplicada, mas a Semed manteve todos os cuidados necessários para que o servidor atuasse sempre acompanhado por outro profissional, evitando qualquer risco à integridade das crianças.

A Secretaria de Educação esclarece ainda não tem acesso à íntegra dos processos administrativos ou judiciais relacionados a esse tipo de ocorrência, por se tratarem de matérias sob responsabilidade de outras autoridades competentes, as quais apenas comunicam a pasta quando da conclusão dos procedimentos. A Secretaria de Educação não tem competência para investigar ou aplicar penalidades a servidores, devendo encaminhar à Corregedoria os casos com indícios de infração disciplinar para apuração.

Reforça-se, por fim, que todas as mães serão ouvidas e será aberto um novo processo para investigação do caso. A Secretaria de Educação enfatiza que não deixa nenhuma denúncia ou suspeita sem a devida apuração.

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