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Justiça concede guarda provisória do cachorro Bento à ONG

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Foto: Reprodução/CGN

Por Isabella Chiaradia

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Um médico cascavelense, depois de espancar e matar a cachorrinha Capitu, em janeiro de 2022, foi preso, pagou fiança, foi solto e fez um acordo com o Ministério Público, tendo sua punibilidade extinta, após um ano dos fatos, no processo criminal que foi aberto para apurar o caso.

No entanto, em um outro processo, de natureza civil, à ONG Sou Amigo, requereu a guarda provisória de outro animal, o cachorro Bento, que também estava sob a tutela do médico. Ainda no processo criminal, após o deferimento de uma medida cautelar, o cão passou a morar com outra família.

Diante disso, no final da tarde de ontem (19), finalmente, a guarda provisória de Bento foi concedida à ONG. Para tanto, a Juíza de Direito Substituta, Samantha Barzotto Dalmina da 5ª Vara Cível considerou que:

  • A providência se mostrava adequada aos interesses do animal, visto que o médico confessou os maus-tratos cometidos contra Capitu;
  • A condição de saúde de Bento indica fratura de dente canino, lesão que possivelmente foi produzida pelo médico, fato que já justificaria o afastamento de sua guarda do animal;
  • Bento está acolhido por outra família há tempo considerável, de maneira que o retorno da guarda ao médico, prejudicaria sua rotina e convívio já estabelecidos;
  • Em razão da extinção da punibilidade no processo criminal, cessaria a medida cautelar deferida, de modo que necessária e urgente a nova deliberação sobre a guarda do cão.

Deste modo, com esta decisão do juízo cível, a guarda provisória do cão Bento foi confirmada à ONG Sou Amigo, que já a possuía há um ano por força da medida cautelar que foi deferida pela Vara Criminal.

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