Centro de Direitos Humanos cobra medidas urgentes diante de superlotação na Penitenciária de Cascavel
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Por Silmara Santos
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O Centro Regional de Direitos Humanos de Cascavel (CRDH) divulgou uma carta de manifestação pública nesta quinta-feira (20) em que alerta para a situação da Penitenciária Estadual Thiago Borges de Carvalho (PETBC) e cobra medidas urgentes das autoridades.
Segundo a entidade, a unidade foi projetada para receber aproximadamente 900 detentos, mas atualmente abriga mais de 1.800 pessoas, número que representa o dobro da capacidade nominal.
O CRDH afirma que a superlotação provoca um cenário de tensão e eleva os riscos para todos que vivem ou trabalham no ambiente prisional, incluindo pessoas privadas de liberdade, agentes penitenciários, funcionários terceirizados e familiares.
Entidade defende servidores
Na manifestação, o Centro Regional de Direitos Humanos também declara apoio aos agentes públicos e trabalhadores terceirizados que atuam na penitenciária.
A entidade sustenta que os profissionais precisam ter condições de trabalho seguras e salubres, além de estrutura e efetivo compatíveis com as atividades desenvolvidas.
O documento também questiona situações de sobrecarga e possíveis desvios de função, principalmente quando trabalhadores são expostos a riscos sem o devido suporte operacional.
Para o CRDH, a responsabilidade pela falta de vagas e pelo déficit de efetivo não pode ser transferida aos servidores que atuam diretamente no sistema prisional.
Direitos dos presos e famílias
A carta também manifesta solidariedade às pessoas privadas de liberdade e aos familiares.
O CRDH destaca que, embora a prisão restrinja a liberdade de locomoção, outros direitos fundamentais permanecem assegurados, incluindo a integridade física e moral.
Na avaliação apresentada pela entidade, a superlotação compromete condições relacionadas à saúde, alimentação, segurança e ressocialização dos detentos.
O documento afirma ainda que a falta de um ambiente adequado pode contribuir para ciclos de violência que ultrapassam os muros da unidade e atingem toda a sociedade.
CRDH cobra medidas das autoridades
Diante do cenário apresentado, o Centro Regional de Direitos Humanos de Cascavel reivindica uma série de providências às autoridades governamentais e ao Poder Judiciário.
Entre os pedidos estão a adoção de medidas para reduzir a superlotação, a reavaliação de novas entradas na unidade e a aplicação de alternativas previstas na legislação.
A entidade também cobra a correção de possíveis desvios de função, recomposição do quadro de servidores e garantia de segurança aos agentes penitenciários e funcionários terceirizados.
Outro ponto levantado é a necessidade de apuração de denúncias de agressões e de garantia de condições mínimas de habitabilidade e atendimento à saúde das pessoas privadas de liberdade.
O CRDH também pede celeridade nas obras e investimentos estruturais, com a definição de um cronograma para o início e a conclusão da nova unidade penitenciária anunciada para Cascavel.
A manifestação foi assinada pelo Centro Regional de Direitos Humanos de Cascavel e divulgada nesta quinta-feira (20).