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EPR Iguaçu é obrigada pela Justiça a entregar imagens após ignorar pedido sobre carro avariado

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Imagem referente a EPR Iguaçu é obrigada pela Justiça a entregar imagens após ignorar pedido sobre carro avariado
Foto: Assessoria

Por Redação CGN

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Um carro avariado, uma seguradora cobrando explicações e uma concessionária que preferiu ficar em silêncio. Foi esse o cenário que levou a Justiça de Cascavel a intervir e obrigar a EPR Iguaçu, responsável pela BR-277, a entregar imagens de câmeras de segurança que podem esclarecer o que aconteceu com um BYD Dolphin Mini avariado durante um reboque na rodovia.

O caso começou no dia 21 de abril, quando um motorista de guincho foi acionado por uma seguradora para transportar o veículo do Aeroporto de Cascavel até Maringá. Antes disso, porém, o carro já havia passado pelas mãos da própria EPR Iguaçu: foi um reboque da concessionária que retirou o veículo da pista e o deixou no pátio de um posto às margens da rodovia, de onde o motorista contratado pela seguradora o buscou. O dono do carro alega que as avarias apareceram durante o transporte — mas o motorista sustenta que o problema já existia antes mesmo de o veículo chegar até ele, ou seja, enquanto ainda estava sob os cuidados da concessionária.

Diante da acusação, o motorista pediu formalmente à EPR Iguaçu as imagens das câmeras de segurança que poderiam mostrar em que condições o carro estava quando foi retirado da rodovia. Segundo consta no processo, o pedido administrativo ficou sem resposta.

Justiça dá 15 dias e ameaça de multa

Diante do silêncio da concessionária, o caso foi parar no 3º Juizado Especial Cível de Cascavel. A juíza Lia Sara Tedesco atendeu ao pedido de urgência e determinou que a EPR Iguaçu envie ao processo, em até 15 dias, cópia das imagens de suas câmeras de segurança referentes à noite de 21 de abril, entre 0h36 e 1h12, mostrando a chegada do reboque, a remoção e a descarga do veículo. A empresa também terá de prestar informações sobre o atendimento realizado.

Na decisão, a juíza destacou que os documentos já reunidos no processo — boletim de ocorrência, e-mail e uma fotografia — indicam a possibilidade de o carro já estar avariado antes de deixar as mãos da concessionária. Ela também apontou o risco de as imagens se perderem com o tempo, já que a EPR Iguaçu não havia respondido ao pedido feito diretamente pelo motorista.

Se a concessionária não cumprir a ordem judicial, terá de pagar multa de R$ 2 mil. A Justiça também marcará uma audiência de conciliação entre as partes.

Nota de transparência editorial: Cabe destacar que a decisão garante apenas o acesso às imagens para instruir o processo, e não representa um julgamento sobre a responsabilidade pelo dano no veículo. O caso segue em análise pela Justiça, e a EPR Iguaçu SA não se manifestou publicamente até o momento. O espaço permanece aberto para que a concessionária apresente esclarecimentos.

Resumo do que aconteceu

Por que a EPR Iguaçu está no centro de uma onda de processos judiciais no Paraná?
R: A EPR Iguaçu, concessionária responsável por diversas rodovias pedagiadas no Paraná, enfrenta uma enxurrada de processos movidos por motoristas e seguradoras que alegam prejuízos financeiros, riscos à segurança e falhas de manutenção, sinalização e atendimento ao usuário.
Quais são os principais tipos de acidentes que motivaram ações contra a EPR Iguaçu?
R: Os processos envolvem acidentes causados por objetos e pedras na pista, animais soltos, sinalização inadequada ou escorregadia, demora no atendimento, falhas em obras e negativas de ressarcimento administrativo.
O que aconteceu no caso do BYD Dolphin Mini avariado durante reboque na BR-277?
R: Em 21 de abril de 2026, um BYD Dolphin Mini foi rebocado pela EPR Iguaçu e, posteriormente, por um motorista contratado pela seguradora. O dono do carro alega que as avarias surgiram durante o transporte, mas há disputa sobre quando o dano ocorreu. A Justiça obrigou a EPR Iguaçu a entregar as imagens das câmeras de segurança sob pena de multa.
Qual foi a decisão da Justiça sobre o acidente com animal silvestre na BR-277?
R: No caso de um Jeep Compass que colidiu com um cervo em 14 de setembro de 2025, a Porto Seguro moveu ação de ressarcimento contra a EPR Iguaçu, alegando ausência de cercamento, iluminação e sinalização. A ação está em fase inicial e ainda será julgada.
Como a Justiça avaliou o acidente causado por falha na sinalização de obra na BR-180/892?
R: A Justiça de Francisco Beltrão condenou a EPR Iguaçu a pagar R$ 30.427,00 a uma motorista que bateu na traseira de um ônibus após ser surpreendida por congestionamento sem sinalização eficiente durante obras, em 3 de novembro de 2025.
O que chama atenção nos relatos de motoristas sobre o atendimento da EPR Iguaçu?
R: Motoristas relatam demora no atendimento após panes ou acidentes, respostas administrativas genéricas e negativas de ressarcimento sem justificativas detalhadas, além de falta de transparência nos processos.
Qual o impacto financeiro dos acidentes relatados nas rodovias administradas pela EPR Iguaçu?
R: Os prejuízos variam de centenas a dezenas de milhares de reais, incluindo consertos, guincho, hospedagem, transporte alternativo, franquias de seguro e até empréstimos para cobrir despesas emergenciais.
Por que a cobrança sobre a EPR Iguaçu aumentou após acidentes na PR-182 e PR-483?
R: Acidentes nessas rodovias, com prejuízos altos e alegações de sinalização inadequada, reacenderam o debate sobre a responsabilidade da concessionária em garantir segurança e manutenção compatíveis com o valor do pedágio cobrado.
Como a EPR Iguaçu tem respondido aos pedidos de ressarcimento dos motoristas?
R: Na maioria dos casos, a concessionária nega administrativamente os pedidos de indenização, alegando ausência de responsabilidade ou omissão, muitas vezes sem documentação detalhada ou explicações convincentes.
O que aconteceu com o motorista que teve o para-brisa quebrado por objeto na BR-277?
R: Em 26 de dezembro de 2025, um objeto não identificado atingiu o para-brisa do veículo de um motorista, que teve o pedido de ressarcimento negado pela EPR Iguaçu. Ele acionou a Justiça pedindo R$ 8.320,80, incluindo danos materiais e morais.
Quais são os argumentos jurídicos utilizados contra a EPR Iguaçu nos processos?
R: Os autores das ações citam a responsabilidade objetiva da concessionária, prevista na legislação brasileira, segundo a qual basta comprovar o dano, o nexo com a rodovia concedida e a falha na prestação do serviço, sem necessidade de provar culpa.
O que ocorreu no caso da vaca solta que destruiu um carro na BR-277?
R: Na noite de 7 de janeiro de 2026, um Chevrolet S10 colidiu com uma vaca solta na pista, causando prejuízo de mais de R$ 71 mil. A EPR Iguaçu negou ressarcimento e o caso foi parar na Justiça, com pedido de indenização por danos materiais.
Qual foi a reação da EPR Iguaçu diante das acusações de falhas de manutenção e fiscalização?
R: Em geral, a concessionária apresentou defesa negando responsabilidade, alegando culpa exclusiva dos motoristas ou ausência de omissão, mas os processos ainda estão em fase inicial e não há condenação definitiva.
Por que a presença de objetos e pedras na pista virou pesadelo para motoristas da BR-277?
R: Motoristas relatam colisões com pedras e objetos de grande porte sem sinalização de aviso, causando danos graves aos veículos e levando a pedidos de ressarcimento negados pela concessionária, que alega não ter responsabilidade.
Como a demora no atendimento da EPR Iguaçu impactou um casal de motociclistas?
R: Em 1º de março de 2026, um casal ficou mais de três horas esperando socorro após pane mecânica na BR-277. Eles processaram a EPR Iguaçu por danos morais, alegando falha grave no serviço de resgate e descumprimento do contrato de concessão.
Quais são os principais pontos de questionamento sobre a cobrança de pedágio pela EPR Iguaçu?
R: Usuários questionam se o valor do pedágio — entre R$ 15,10 e R$ 17,40 para automóveis — é compatível com a qualidade da segurança, manutenção e atendimento oferecidos nas rodovias concedidas pela EPR Iguaçu.
O que está em jogo para a EPR Iguaçu caso a Justiça reconheça sua responsabilidade?
R: Se condenada, a EPR Iguaçu poderá ser obrigada a ressarcir danos materiais, pagar indenizações por danos morais, cobrir custos emergenciais, melhorar sinalização e manutenção, reforçar fiscalização e aprimorar os serviços de atendimento e socorro.
Os casos relatados já têm decisão definitiva da Justiça?
R: Não. A maioria dos processos está em fase inicial, aguardando defesa da concessionária, produção de provas e realização de audiências. Nenhuma responsabilidade foi judicialmente reconhecida até o momento.
Como os motoristas estão tentando provar a responsabilidade da EPR Iguaçu?
R: Motoristas e advogados solicitam perícias técnicas, apresentação de documentos de manutenção, registros de fiscalização e imagens de câmeras de segurança para comprovar falhas na prestação do serviço pela concessionária.
O que pode mudar para os usuários das rodovias pedagiadas caso as ações sejam julgadas procedentes?
R: Uma decisão favorável aos motoristas pode abrir precedentes para novas indenizações, aumentar a pressão por melhorias na segurança e manutenção das rodovias e elevar a exigência de transparência e eficiência no atendimento da EPR Iguaçu.
Por que os processos contra a EPR Iguaçu estão gerando tanta repercussão?
R: A alta frequência de acidentes, relatos de falhas recorrentes e o valor dos prejuízos, somados ao alto custo do pedágio, estão aumentando a insatisfação dos usuários e colocando a atuação da concessionária sob forte escrutínio público e judicial.

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