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DH divulga novos detalhes sobre homicídio de policial civil João Ezequiel em Cascavel

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DH divulga novos detalhes sobre homicídio de policial civil João Ezequiel em Cascavel

Por Fábio Wronski

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Na manhã desta segunda-feira (29), o delegado Fabiano Moza, responsável pela Delegacia de Homicídios de Cascavel, atualizou as investigações sobre o homicídio do policial civil João Ezequiel Baptista Pereira, morto na noite de ontem, domingo (28), em uma residência na Rua Fernando Antonio Marassi, no Bairro Brasmadeira.

De acordo com o delegado, a discussão que antecedeu o crime começou por um motivo considerado banal. “A discussão inicial foi porque o interfone estaria quebrado e estava escrito: ‘interfone quebrado, bata no portão'”. Segundo o investigado, João teria chegado ao imóvel chutando o portão, atitude que teria motivado o desentendimento.

Conforme a investigação, João foi até a residência para buscar a esposa, que estava no local desde o meio-dia. “Eles eram conhecidos, eram amigos, e houve um desentendimento por causa da forma como a vítima chegou ao imóvel”, afirmou o delegado. Ainda segundo ele, os presentes consumiam bebida alcoólica antes da confusão.

A Polícia Militar foi acionada por vizinhos após os disparos. Quando os policiais chegaram, encontraram o proprietário da residência, um advogado de 45 anos, que confessou ter efetuado os tiros. No imóvel foram apreendidas a arma utilizada pelo suspeito, que era regular, e a arma pertencente ao policial civil.

A perícia constatou que João Ezequiel foi atingido por três disparos. “A perícia constatou três ferimentos por arma de fogo: no crânio, na face e na região dorsal da vítima”, explicou Fabiano Moza. O delegado também destacou que “a vítima, em tese, não efetuou nenhum disparo”, apesar de estar armada. No local foram encontrados quatro estojos de munição, todos compatíveis com a arma do investigado. “Ele alegou que efetuou um disparo para o alto e mais três atingiram a vítima”, acrescentou.

Durante o depoimento, o advogado alegou ter agido em legítima defesa, afirmando que temia ser baleado pelo policial. No entanto, a linha de investigação aponta em sentido contrário. “Pela quantidade de disparos efetuados na vítima, não condizia com legítima defesa”, afirmou o delegado.

As investigações também contam com imagens do sistema de monitoramento da residência. Segundo Moza, o proprietário autorizou o acesso às gravações. “As câmeras possuem áudio, o que permitirá constatar toda a dinâmica dos fatos”, destacou.

Outro ponto apurado é que o investigado afirmou inicialmente não saber quem estava no portão quando buscou a arma. Entretanto, uma testemunha apresentou uma versão diferente. “Uma testemunha afirmou que ele sabia que era o João quem estava no local”, disse o delegado, ressaltando que essa divergência será esclarecida durante a investigação.

O advogado foi autuado em flagrante e permanece preso. “Ele foi preso e encontra-se custodiado na cadeia pública, aguardando audiência de custódia”, informou Fabiano Moza.

Segundo o delegado, o investigado foi indiciado por homicídio qualificado. “Há elementos suficientes para o indiciamento por homicídio qualificado em razão do motivo fútil”, concluiu.

Resumo do que aconteceu

Policial civil é morto a tiros após discussão em Cascavel: como tudo aconteceu?
R: Na noite de domingo, 28 de junho de 2026, o agente da Polícia Civil João Ezequiel Baptista Pereira, de 52 anos, foi baleado e morto após uma discussão em frente a uma residência na Rua Fernando Antonio Marassi, bairro Brasmadeira, em Cascavel.
Quem são os envolvidos na tragédia que chocou Cascavel?
R: A vítima é João Ezequiel Baptista Pereira, policial civil lotado em Santa Tereza do Oeste. O suspeito do crime é um advogado de 45 anos, proprietário da residência onde ocorreu a discussão.
Qual foi o motivo da discussão que terminou em morte?
R: Segundo a investigação, a discussão começou por um motivo considerado banal: o interfone da casa estava quebrado e havia um aviso para bater no portão. João teria chegado chutando o portão, o que gerou o desentendimento.
Como foi a dinâmica do crime segundo a polícia?
R: João Ezequiel foi até a casa buscar a esposa, que estava lá desde o meio-dia. Os presentes consumiam bebida alcoólica antes da confusão. Após a discussão, o advogado efetuou quatro disparos, sendo três contra João, atingindo-o no crânio, face e região dorsal. João estava armado, mas não disparou.
O advogado confessou o crime?
R: Sim, o advogado confessou à polícia que efetuou os disparos. Ele alegou legítima defesa, mas a investigação aponta que a quantidade de tiros não condiz com essa versão.
O que dizem as testemunhas e as imagens de segurança?
R: Uma testemunha afirmou que o advogado sabia que era João quem estava no portão, contrariando a versão inicial do suspeito. Imagens das câmeras de segurança da residência, que possuem áudio, foram entregues à polícia e serão analisadas para esclarecer a dinâmica dos fatos.
Havia outras pessoas no local durante o crime?
R: Sim, no carro do policial estavam uma mulher e uma criança, e na casa do advogado também havia uma mulher e uma criança. Nenhuma delas ficou ferida.
Qual a situação atual do advogado suspeito?
R: O advogado foi preso em flagrante pela Polícia Militar logo após o crime e permanece custodiado na cadeia pública, aguardando audiência de custódia. Ele foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil.
O que diz a Polícia Civil sobre a perda do agente João Ezequiel?
R: A Polícia Civil do Paraná emitiu nota de pesar, destacando a dedicação, profissionalismo e compromisso de João Ezequiel com a segurança pública, e manifestando solidariedade aos familiares, amigos e colegas.
Quando e onde serão realizados o velório e o sepultamento do policial civil João Ezequiel?
R: O velório será realizado a partir das 20h do dia 29 de junho de 2026, na Capela Master da ACESC. O sepultamento está marcado para as 10h30 do dia 30 de junho, no Cemitério Cristo Redentor, em Cascavel.
Como o caso está sendo investigado pelas autoridades?
R: O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios de Cascavel. A polícia aguarda laudos periciais e análise das imagens de monitoramento para esclarecer a motivação e a dinâmica dos fatos.
Por que esse crime ganhou tanta repercussão em Cascavel?
R: A morte de um policial civil em serviço, durante uma discussão aparentemente banal, causou grande comoção entre colegas, familiares e a sociedade, levantando debates sobre violência e segurança.

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