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Policial Civil morto e advogado detido: O que a Delegacia de Homicídios sabe sobre o crime?

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Policial Civil morto e advogado detido: O que a Delegacia de Homicídios sabe sobre o crime?

Por Fábio Wronski

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A noite de domingo (28) foi marcada por tragédia em Cascavel, no bairro Brasmadeira, quando o policial civil João Ezequiel Pereira, de 52 anos, morreu após ser baleado durante uma discussão em frente a uma residência na Rua Fernando Antonio Marassi. O caso mobilizou as forças de segurança e segue sendo investigado.

Segundo informações repassadas à CGN, João Ezequiel chegou ao local, atravessou o carro em frente ao imóvel e começou uma discussão com um morador, que seria o advogado Jean Oliver José Garcia. Durante o desentendimento, tiros foram disparados. Testemunhas relataram que um dos disparos foi feito para o alto antes dos demais. João foi atingido e morreu no local.

Uma equipe da Polícia Militar, que estava próxima ao endereço, ouviu os disparos e chegou rapidamente, prendendo o suspeito logo após o crime. O homem, identificado como advogado, foi detido em flagrante.

O delegado Fabiano Moza, responsável pelo caso, conversou com a imprensa e explicou que a Delegacia de Homicídios foi acionada por volta das 21h, após moradores relatarem os tiros. “Chegando no local, foi constatada a morte do policial civil João Pereira, lotado em Santa Tereza do Oeste. Agora, aguardamos a perícia do Instituto Médico Legal e da Polícia Científica para entender a dinâmica dos fatos”, afirmou Moza.

O delegado confirmou que o autor foi preso pela Polícia Militar no local e ressaltou que todos os envolvidos serão ouvidos para esclarecer os detalhes do ocorrido. Moza também destacou que, por enquanto, não pode informar se havia mais testemunhas no local.

As equipes aguardam os laudos periciais para avançar na apuração do caso. A motivação e a sequência exata dos fatos ainda estão sendo investigadas.

Resumo do que aconteceu

O que aconteceu com o policial civil João Ezequiel Baptista Pereira em Cascavel?
R: João Ezequiel Baptista Pereira, policial civil de 52 anos, foi morto a tiros na noite de 28 de junho de 2026, durante uma discussão em frente à residência do advogado Jean Oliver José Garcia, no bairro Brasmadeira, em Cascavel, Paraná.
Quem é apontado como autor dos disparos que mataram João Ezequiel?
R: O advogado Jean Oliver José Garcia é apontado como autor dos disparos que mataram João Ezequiel Baptista Pereira.
Como se deu a dinâmica do crime segundo as investigações e imagens de segurança?
R: De acordo com as investigações e imagens de câmeras de segurança, João Ezequiel foi até a casa de Jean Oliver José Garcia buscar a esposa, houve uma discussão motivada inicialmente por batidas no portão devido ao interfone quebrado, e após tentativas da vítima de acalmar a situação e já com a arma guardada, Jean efetuou um disparo para o alto e, em seguida, três tiros atingiram João, que morreu no local.
Quais foram os ferimentos constatados na vítima?
R: A perícia constatou que João Ezequiel foi atingido por três disparos de arma de fogo: um no crânio, um na face e um na região dorsal.
Qual foi a justificativa apresentada pelo advogado Jean Oliver José Garcia para os disparos?
R: Jean Oliver José Garcia alegou ter agido em legítima defesa, afirmando que temia ser baleado pelo policial, mas as investigações apontam que a quantidade e a dinâmica dos disparos não condizem com legítima defesa.
Havia mais pessoas presentes no local durante o crime?
R: Sim, além de João Ezequiel e Jean Oliver, estavam presentes uma mulher e uma criança na residência, e no carro do policial também havia uma mulher e uma criança. Nenhuma delas ficou ferida.
Como foi a reação imediata das autoridades após o crime?
R: A Polícia Militar, que estava próxima ao local, ouviu os disparos e prendeu Jean Oliver José Garcia em flagrante logo após o crime. As armas do policial e do advogado foram apreendidas, e a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso.
Quais são as acusações formais contra Jean Oliver José Garcia?
R: Jean Oliver José Garcia foi indiciado e denunciado pelo Ministério Público por homicídio qualificado, em razão do motivo fútil.
Como foi a repercussão do caso entre familiares, colegas e sociedade?
R: A morte de João Ezequiel causou grande comoção entre familiares, amigos, colegas de profissão e a sociedade, sendo homenageado em velório e sepultamento, com manifestações de pesar da Polícia Civil do Paraná e presença de policiais de diferentes corporações.
Qual era a relação entre João Ezequiel, sua esposa e o advogado Jean Oliver?
R: João Ezequiel foi buscar sua esposa, que estava na casa de Jean Oliver, amigo dela há mais de trinta anos. A relação de confiança entre a esposa da vítima e o acusado foi mencionada pelas irmãs de João Ezequiel.
O que dizem as testemunhas e familiares sobre a motivação do crime?
R: Testemunhas e familiares afirmam que João Ezequiel não ofereceu ameaça e tentava acalmar a situação. A família considera que o crime foi motivado por motivo fútil e rejeita a tese de legítima defesa.
Como está o andamento do processo judicial até o momento?
R: A fase de instrução processual foi encerrada em 14 de setembro de 2026, com a conclusão das oitivas de testemunhas e apresentação das provas. O réu permanece detido, aguardando a decisão do juiz sobre a pronúncia para julgamento pelo Tribunal do Júri.
Quais provas principais embasam a acusação contra Jean Oliver José Garcia?
R: As principais provas são imagens e áudios de câmeras de segurança que registraram a dinâmica do crime, depoimentos de testemunhas e laudos periciais que indicam que João Ezequiel não efetuou disparos e já estava com a arma guardada ao ser atingido.
Qual a expectativa da família de João Ezequiel em relação ao julgamento?
R: A família aguarda que Jean Oliver José Garcia seja pronunciado e julgado pelo Tribunal do Júri por homicídio qualificado, esperando uma condenação que traga sensação de justiça.
O caso teve acompanhamento de entidades de classe?
R: Sim, representantes da OAB estiveram na cena do crime para prestar apoio ao advogado Jean Oliver José Garcia na noite dos fatos, o que foi questionado pela família da vítima.
Por que o caso é considerado relevante para a sociedade?
R: O caso envolve o assassinato de um policial civil por um advogado, ambos conhecidos na comunidade, e levanta discussões sobre violência, legítima defesa, influência de relações pessoais e a atuação da justiça em crimes envolvendo profissionais do direito e da segurança pública.
Quais são os próximos passos esperados na Justiça para o caso?
R: O próximo passo é a decisão do juiz sobre a pronúncia do réu, que definirá se Jean Oliver José Garcia irá a julgamento popular pelo Tribunal do Júri por homicídio qualificado.

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