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Policial Civil de 52 anos morre baleado após discussão em Cascavel

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Policial Civil de 52 anos morre baleado após discussão em Cascavel

Por Fábio Wronski

Atualizado em

O policial civil identificado João Ezequiel Pereira, de 52 anos, morreu após ser baleado em uma residência localizada na Rua Fernando Antonio Marassi, em Cascavel, na tarde deste domingo (28).

Segundo informações repassadas à CGN, o policial teria chegado ao endereço, atravessado o veículo em frente ao imóvel e iniciado uma discussão no portão com um morador da casa.

Durante o desentendimento, foram efetuados disparos de arma de fogo. João Ezequiel Pereira foi atingido e morreu ainda no local.

O homem apontado inicialmente como autor dos disparos seria um advogado. Conforme relatos de populares, um dos tiros teria sido disparado para o alto antes dos demais.

Uma equipe da Polícia Militar, que estava em uma esquina próxima ao endereço, ouviu os disparos e foi imediatamente até o local, prendendo o suspeito logo após a ocorrência.

No veículo do policial estavam uma mulher e uma criança. Já na residência do advogado também havia uma mulher e uma criança. Nenhuma delas teria ficado ferida.

As testemunhas foram encaminhadas à Delegacia da Polícia Civil, onde prestariam depoimento.

O caso será investigado para esclarecer a dinâmica da ocorrência e a motivação da discussão que levou o policial até a residência do advogado, circunstâncias que ainda não foram confirmadas oficialmente.

Imagens de câmeras de monitoramento instaladas no imóvel poderão auxiliar na investigação e na elucidação dos fatos.

O corpo da vítima será recolhido pela Polícia Científica para os procedimentos de perícia. As armas pertencentes ao policial e ao advogado também foram apreendidas para análise.

Resumo do que aconteceu

O que aconteceu com o policial civil João Ezequiel Baptista Pereira em Cascavel?
R: João Ezequiel Baptista Pereira, policial civil de 52 anos, foi morto a tiros na noite de 28 de junho de 2026, durante uma discussão em frente à residência do advogado Jean Oliver José Garcia, no bairro Brasmadeira, em Cascavel, Paraná.
Quem é apontado como autor dos disparos que mataram João Ezequiel?
R: O advogado Jean Oliver José Garcia é apontado como autor dos disparos que mataram João Ezequiel Baptista Pereira.
Como se deu a dinâmica do crime segundo as investigações e imagens de segurança?
R: De acordo com as investigações e imagens de câmeras de segurança, João Ezequiel foi até a casa de Jean Oliver José Garcia buscar a esposa, houve uma discussão motivada inicialmente por batidas no portão devido ao interfone quebrado, e após tentativas da vítima de acalmar a situação e já com a arma guardada, Jean efetuou um disparo para o alto e, em seguida, três tiros atingiram João, que morreu no local.
Quais foram os ferimentos constatados na vítima?
R: A perícia constatou que João Ezequiel foi atingido por três disparos de arma de fogo: um no crânio, um na face e um na região dorsal.
Qual foi a justificativa apresentada pelo advogado Jean Oliver José Garcia para os disparos?
R: Jean Oliver José Garcia alegou ter agido em legítima defesa, afirmando que temia ser baleado pelo policial, mas as investigações apontam que a quantidade e a dinâmica dos disparos não condizem com legítima defesa.
Havia mais pessoas presentes no local durante o crime?
R: Sim, além de João Ezequiel e Jean Oliver, estavam presentes uma mulher e uma criança na residência, e no carro do policial também havia uma mulher e uma criança. Nenhuma delas ficou ferida.
Como foi a reação imediata das autoridades após o crime?
R: A Polícia Militar, que estava próxima ao local, ouviu os disparos e prendeu Jean Oliver José Garcia em flagrante logo após o crime. As armas do policial e do advogado foram apreendidas, e a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso.
Quais são as acusações formais contra Jean Oliver José Garcia?
R: Jean Oliver José Garcia foi indiciado e denunciado pelo Ministério Público por homicídio qualificado, em razão do motivo fútil.
Como foi a repercussão do caso entre familiares, colegas e sociedade?
R: A morte de João Ezequiel causou grande comoção entre familiares, amigos, colegas de profissão e a sociedade, sendo homenageado em velório e sepultamento, com manifestações de pesar da Polícia Civil do Paraná e presença de policiais de diferentes corporações.
Qual era a relação entre João Ezequiel, sua esposa e o advogado Jean Oliver?
R: João Ezequiel foi buscar sua esposa, que estava na casa de Jean Oliver, amigo dela há mais de trinta anos. A relação de confiança entre a esposa da vítima e o acusado foi mencionada pelas irmãs de João Ezequiel.
O que dizem as testemunhas e familiares sobre a motivação do crime?
R: Testemunhas e familiares afirmam que João Ezequiel não ofereceu ameaça e tentava acalmar a situação. A família considera que o crime foi motivado por motivo fútil e rejeita a tese de legítima defesa.
Como está o andamento do processo judicial até o momento?
R: A fase de instrução processual foi encerrada em 14 de setembro de 2026, com a conclusão das oitivas de testemunhas e apresentação das provas. O réu permanece detido, aguardando a decisão do juiz sobre a pronúncia para julgamento pelo Tribunal do Júri.
Quais provas principais embasam a acusação contra Jean Oliver José Garcia?
R: As principais provas são imagens e áudios de câmeras de segurança que registraram a dinâmica do crime, depoimentos de testemunhas e laudos periciais que indicam que João Ezequiel não efetuou disparos e já estava com a arma guardada ao ser atingido.
Qual a expectativa da família de João Ezequiel em relação ao julgamento?
R: A família aguarda que Jean Oliver José Garcia seja pronunciado e julgado pelo Tribunal do Júri por homicídio qualificado, esperando uma condenação que traga sensação de justiça.
O caso teve acompanhamento de entidades de classe?
R: Sim, representantes da OAB estiveram na cena do crime para prestar apoio ao advogado Jean Oliver José Garcia na noite dos fatos, o que foi questionado pela família da vítima.
Por que o caso é considerado relevante para a sociedade?
R: O caso envolve o assassinato de um policial civil por um advogado, ambos conhecidos na comunidade, e levanta discussões sobre violência, legítima defesa, influência de relações pessoais e a atuação da justiça em crimes envolvendo profissionais do direito e da segurança pública.
Quais são os próximos passos esperados na Justiça para o caso?
R: O próximo passo é a decisão do juiz sobre a pronúncia do réu, que definirá se Jean Oliver José Garcia irá a julgamento popular pelo Tribunal do Júri por homicídio qualificado.

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