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"Foi heroína da própria vida", afirma cunhado de adolescente que conseguiu fugir de sequestro em Cascavel

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“Foi heroína da própria vida”, afirma cunhado de adolescente que conseguiu fugir de sequestro em Cascavel

Por Fábio Wronski

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Na manhã desta segunda-feira (29), uma adolescente de 15 anos foi vítima de uma tentativa de sequestro relâmpago com violência e tentativa de abuso sexual no Loteamento Barcelona, localizado na região do Bairro Interlagos, em Cascavel. O caso foi registrado pela Polícia Militar e mobilizou moradores da região.

A reportagem da CGN conversou com Edvaldo Santana, cunhado da vítima, que relatou detalhes do ocorrido. Segundo ele, o crime aconteceu por volta das 6h, quando a jovem se dirigia à escola. “Ele abordou ela numa das esquinas, tentou forçar ela a entrar dentro do carro. Ela chegou a entrar, porque a força de um homem é maior que a de uma mulher, ainda mais sendo uma adolescente de 15 anos”, relatou Santana.

Apesar da violência, a vítima conseguiu escapar do veículo, momento em que o agressor efetuou disparos de arma de fogo em sua direção e desferiu duas coronhadas em sua cabeça. “Ela conseguiu sair do carro, foi onde ele disparou contra ela e deu duas coronhadas na cabeça dela”, afirmou o cunhado. Vizinhos também relataram terem ouvido disparos durante a ação.

Após fugir do agressor, a adolescente correu até a residência de familiares, pedindo socorro. “Ela desceu correndo, gritando socorro. A população veio junto, deu aquele fervo. Encaminhamos ela para o hospital, ela estava bastante debilitada psicologicamente”, disse Santana, destacando o impacto emocional do crime na jovem.

O suspeito teria utilizado um veículo preto, possivelmente um Ford Fiesta, e, segundo relatos, apresentava sotaque estrangeiro. “É um cara de sotaque diferente, provavelmente venezuelano ou haitiano, um desses pessoal que vem de fora”, afirmou o cunhado, com base nas informações repassadas pela vítima.

A população do bairro, juntamente com a Polícia Militar, mobilizou-se em buscas pelo suspeito. “A população está empenhada aí na busca, estão todos unidos aqui no bairro, e a polícia também está se esforçando”, declarou Santana, que também destacou o apoio da imprensa na divulgação do caso.

Segundo familiares, há indícios de que o agressor monitorava a rotina da vítima, já que teria passado em frente à casa da adolescente e aguardado em uma esquina próxima ao trajeto dela para a escola. “Provavelmente ele estava monitorando ela, porque passou na frente da casa e deu a volta na quadra para pegar na outra esquina”, relatou Santana.

O caso segue sendo investigado pelas autoridades, que buscam identificar e localizar o responsável pelo crime. A família e a comunidade local expressaram indignação e preocupação com a segurança dos moradores do bairro.

Resumo do que aconteceu

Quem é Dimas Manuel Cardozo Orozco e por que ele está no centro de uma polêmica em Cascavel?
R: Dimas Manuel Cardozo Orozco é um venezuelano de 37 anos, suspeito de tentar sequestrar uma adolescente de 15 anos em Cascavel, Paraná, em setembro de 2025. Ele ficou conhecido após sua prisão no Paraguai e posterior soltura determinada pela Justiça do Paraná, causando grande revolta na comunidade.
O que aconteceu na manhã do crime em Cascavel?
R: Na manhã de 29 de setembro de 2025, uma adolescente de 15 anos foi abordada por Dimas Orozco, que usava o nome falso de Eduardo Diaz. Armado com um revólver, ele tentou forçar a jovem a entrar em um Ford Fiesta preto, agrediu-a com coronhadas, causando ferimentos na cabeça, mas a vítima conseguiu escapar e pedir socorro.
Como a polícia conseguiu identificar e localizar o suspeito?
R: A polícia identificou Dimas Orozco após a vítima relatar o sotaque venezuelano e descrever o agressor. Imagens de câmeras de monitoramento mostraram o veículo usado no crime, que foi apreendido no bairro Riveira, em Cascavel. O suspeito foi localizado dias depois em um hotel no Bairro Obrero, em Ciudad del Este, Paraguai, durante a Operação Amanhecer PY.
Por que a soltura de Dimas Orozco causou tanta indignação?
R: A soltura de Dimas Orozco, determinada pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cascavel, gerou revolta porque ele é acusado de um crime violento contra uma menor, e familiares temem que ele volte a atacar. A família da vítima e a comunidade expressaram indignação e sensação de injustiça.
Quais foram as consequências imediatas para a vítima após o crime?
R: A adolescente sofreu ferimentos na cabeça, precisando de sete pontos, e ficou com trauma e medo de sair de casa. Ela recebeu apoio psicológico e sua família relatou momentos de aflição e insegurança após o ataque.
Como foi a reação dos familiares da vítima diante da soltura do suspeito?
R: Os familiares, especialmente o cunhado Edvaldo Santana de Andrade, demonstraram revolta e indignação. Edvaldo afirmou que, se o suspeito reaparecer, tomará medidas extremas e criticou duramente a decisão da Justiça.
O que dizem as autoridades sobre o caso e a investigação?
R: As delegadas Ana Cris Oliveira e Thais Regina Zanatta destacaram a rapidez e eficiência da investigação, que contou com colaboração da população e das forças policiais do Brasil e Paraguai. A polícia civil reafirmou o compromisso com a segurança e proteção das vítimas.
Como a comunidade de Cascavel participou das buscas pelo suspeito?
R: A comunidade auxiliou com informações, imagens e compartilhamento de dados nas redes sociais, contribuindo para a localização do veículo e do suspeito. A colaboração popular foi considerada decisiva para a prisão de Dimas Orozco.
Por que o caso ganhou tanta repercussão em Cascavel?
R: O caso ganhou repercussão devido à violência do crime, à idade da vítima, ao uso de arma de fogo, à fuga internacional do suspeito e à sensação de insegurança causada por sua soltura. A mobilização da polícia e da comunidade também aumentou a visibilidade do caso.
Quais crimes Dimas Orozco é acusado de cometer?
R: Dimas Orozco é acusado de tentativa de sequestro, cárcere privado e agressão contra uma adolescente de 15 anos, além de ter utilizado nome falso durante sua permanência no Brasil.
Como foi a prisão de Dimas Orozco no Paraguai?
R: Dimas Orozco foi preso no dia 3 de outubro de 2025, em um hotel no Bairro Obrero, em Ciudad del Este, Paraguai, durante a Operação Amanhecer PY, uma ação conjunta entre as polícias do Brasil e Paraguai.
O que aconteceu após a prisão do suspeito no Paraguai?
R: Após a prisão, as autoridades paraguaias aguardaram documentos oficiais do Brasil para efetivar a entrega do suspeito à Justiça brasileira, onde ele responderia pelos crimes cometidos em Cascavel.
Por que Dimas Orozco usava um nome falso no Brasil?
R: Durante sua permanência no Brasil, Dimas Orozco usava o nome falso de Eduardo Diaz, provavelmente para dificultar sua identificação pelas autoridades.
Como a vítima descreveu o momento do ataque?
R: A vítima relatou que estava indo para a escola quando foi abordada pelo suspeito, que mostrou a arma e a obrigou a entrar no carro. Ela começou a gritar, foi agredida na cabeça com coronhadas e conseguiu fugir, pedindo ajuda a populares.
Qual foi o papel da Polícia Civil do Paraná na resolução do caso?
R: A Polícia Civil do Paraná, especialmente o Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (NUCRIA), liderou as investigações, identificou o suspeito rapidamente e coordenou a cooperação internacional para sua prisão.
O que a família da vítima esperava da Justiça?
R: A família esperava que Dimas Orozco fosse condenado com a pena máxima, para evitar que voltasse às ruas e pudesse fazer novas vítimas.
Quais medidas de segurança foram tomadas após o crime?
R: A polícia apreendeu o veículo utilizado no crime, divulgou a foto do suspeito e pediu colaboração da população para encontrar Dimas Orozco, que estava foragido até ser preso no Paraguai.
Como a adolescente lidou com o trauma após o ataque?
R: Após o ataque, a adolescente ficou com medo de sair de casa e recebeu apoio psicológico para lidar com o trauma e o impacto da violência.
O que pode acontecer agora com Dimas Orozco após sua soltura?
R: Com a soltura, Dimas Orozco está em liberdade e seu paradeiro é incerto, aumentando o medo da família da vítima e a indignação da comunidade, que teme por novas tentativas de crime.

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