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"Celeridade e eficiência", destaca delegada após prisão de venezuelano no Paraguai

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“Celeridade e eficiência”, destaca delegada após prisão de venezuelano no Paraguai

Por Fábio Wronski

Atualizado em

A Polícia Civil do Paraná prendeu, na manhã desta sexta-feira, o venezuelano Dimas Manuel Cardozo Orozco, acusado de tentar sequestrar uma adolescente de 15 anos em Cascavel, no Oeste do Paraná. O crime ocorreu na última segunda-feira (3) e mobilizou equipes de investigação do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (NUCRIA).

A delegada Ana Cris Oliveira, responsável pelo caso, detalhou em vídeo enviado à CGN que o mandado de prisão temporária foi expedido pelo 2° Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Vara de Crimes contra Criança, Adolescentes e Idosos, em razão do crime ocorrido em Cascavel. As investigações apontaram que o acusado fugiu da cidade após a tentativa de sequestro, o que levou à ampliação das buscas.

Após diligências, Dimas Manuel Cardozo Orozco foi localizado e preso no Paraguai em uma ação integrada entre as polícias dos dois países. Ele deverá ser transferido para Cascavel, onde responderá pelos crimes imputados.

“A Polícia Civil do Paraná informa que na manhã desta sexta-feira foi preso um homem investigado por uma tentativa de sequestro ocorrida essa semana na cidade de Cascavel em que uma jovem de apenas 15 anos de idade teria sido vítima dessa ação criminosa. As investigações foram desencadeadas imediatamente após o fato, permitindo a rápida identificação e pedido de prisão do suspeito”, afirmou a delegada Ana Cris Oliveira.

O caso ocorreu por volta das 6h15, quando a vítima seguia pela Rua Sevilha a caminho da escola. Um Ford Fiesta preto parou ao lado da adolescente, e o condutor, descrito como um homem moreno e de origem estrangeira, desceu do veículo portando um revólver prateado. Segundo relato da vítima, ele utilizou a arma para ameaçá-la e agredi-la com coronhadas na cabeça, ordenando que ela entrasse no carro sob ameaça de morte.

Em depoimento, a adolescente relatou: “Estava indo para a escola, aí ele parou o carro e me chamou para dentro do carro, aí ele me mostrou a arma de fogo e eu acabei entrando, mas daí eu consegui escapar e sair correndo e gritar.” Ela também destacou o sotaque do suspeito: “Ele era venezuelano, eu tinha sotaque de venezuelano pelo menos, brasileiro ele não era.”

A jovem afirmou ter sido agredida ao tentar pedir socorro: “Sim, porque eu comecei a gritar dentro do carro, daí ele acabou ficando nervoso e começou a me coronhada na minha cabeça. Aí eu consegui fugir.” A adolescente ressaltou o impacto da violência, declarando estar com medo de sair de casa: “Sim. Agora vou ter que cuidar bastante.”

A delegada Ana Cris Oliveira destacou a atuação rápida da Polícia Civil e reafirmou o compromisso da instituição com a segurança da população e a proteção das vítimas. As autoridades aguardam agora a transferência do acusado para Cascavel, onde ele deverá responder pelos crimes de sequestro e cárcere privado.

“A Polícia Civil reafirma seu compromisso de agir com celeridade e eficiência na apuração de crimes, garantindo segurança à população e proteção às vítimas”, finalizou.

Resumo do que aconteceu

Quem é Dimas Manuel Cardozo Orozco e por que ele está no centro de uma polêmica em Cascavel?
R: Dimas Manuel Cardozo Orozco é um venezuelano de 37 anos, suspeito de tentar sequestrar uma adolescente de 15 anos em Cascavel, Paraná, em setembro de 2025. Ele ficou conhecido após sua prisão no Paraguai e posterior soltura determinada pela Justiça do Paraná, causando grande revolta na comunidade.
O que aconteceu na manhã do crime em Cascavel?
R: Na manhã de 29 de setembro de 2025, uma adolescente de 15 anos foi abordada por Dimas Orozco, que usava o nome falso de Eduardo Diaz. Armado com um revólver, ele tentou forçar a jovem a entrar em um Ford Fiesta preto, agrediu-a com coronhadas, causando ferimentos na cabeça, mas a vítima conseguiu escapar e pedir socorro.
Como a polícia conseguiu identificar e localizar o suspeito?
R: A polícia identificou Dimas Orozco após a vítima relatar o sotaque venezuelano e descrever o agressor. Imagens de câmeras de monitoramento mostraram o veículo usado no crime, que foi apreendido no bairro Riveira, em Cascavel. O suspeito foi localizado dias depois em um hotel no Bairro Obrero, em Ciudad del Este, Paraguai, durante a Operação Amanhecer PY.
Por que a soltura de Dimas Orozco causou tanta indignação?
R: A soltura de Dimas Orozco, determinada pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cascavel, gerou revolta porque ele é acusado de um crime violento contra uma menor, e familiares temem que ele volte a atacar. A família da vítima e a comunidade expressaram indignação e sensação de injustiça.
Quais foram as consequências imediatas para a vítima após o crime?
R: A adolescente sofreu ferimentos na cabeça, precisando de sete pontos, e ficou com trauma e medo de sair de casa. Ela recebeu apoio psicológico e sua família relatou momentos de aflição e insegurança após o ataque.
Como foi a reação dos familiares da vítima diante da soltura do suspeito?
R: Os familiares, especialmente o cunhado Edvaldo Santana de Andrade, demonstraram revolta e indignação. Edvaldo afirmou que, se o suspeito reaparecer, tomará medidas extremas e criticou duramente a decisão da Justiça.
O que dizem as autoridades sobre o caso e a investigação?
R: As delegadas Ana Cris Oliveira e Thais Regina Zanatta destacaram a rapidez e eficiência da investigação, que contou com colaboração da população e das forças policiais do Brasil e Paraguai. A polícia civil reafirmou o compromisso com a segurança e proteção das vítimas.
Como a comunidade de Cascavel participou das buscas pelo suspeito?
R: A comunidade auxiliou com informações, imagens e compartilhamento de dados nas redes sociais, contribuindo para a localização do veículo e do suspeito. A colaboração popular foi considerada decisiva para a prisão de Dimas Orozco.
Por que o caso ganhou tanta repercussão em Cascavel?
R: O caso ganhou repercussão devido à violência do crime, à idade da vítima, ao uso de arma de fogo, à fuga internacional do suspeito e à sensação de insegurança causada por sua soltura. A mobilização da polícia e da comunidade também aumentou a visibilidade do caso.
Quais crimes Dimas Orozco é acusado de cometer?
R: Dimas Orozco é acusado de tentativa de sequestro, cárcere privado e agressão contra uma adolescente de 15 anos, além de ter utilizado nome falso durante sua permanência no Brasil.
Como foi a prisão de Dimas Orozco no Paraguai?
R: Dimas Orozco foi preso no dia 3 de outubro de 2025, em um hotel no Bairro Obrero, em Ciudad del Este, Paraguai, durante a Operação Amanhecer PY, uma ação conjunta entre as polícias do Brasil e Paraguai.
O que aconteceu após a prisão do suspeito no Paraguai?
R: Após a prisão, as autoridades paraguaias aguardaram documentos oficiais do Brasil para efetivar a entrega do suspeito à Justiça brasileira, onde ele responderia pelos crimes cometidos em Cascavel.
Por que Dimas Orozco usava um nome falso no Brasil?
R: Durante sua permanência no Brasil, Dimas Orozco usava o nome falso de Eduardo Diaz, provavelmente para dificultar sua identificação pelas autoridades.
Como a vítima descreveu o momento do ataque?
R: A vítima relatou que estava indo para a escola quando foi abordada pelo suspeito, que mostrou a arma e a obrigou a entrar no carro. Ela começou a gritar, foi agredida na cabeça com coronhadas e conseguiu fugir, pedindo ajuda a populares.
Qual foi o papel da Polícia Civil do Paraná na resolução do caso?
R: A Polícia Civil do Paraná, especialmente o Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (NUCRIA), liderou as investigações, identificou o suspeito rapidamente e coordenou a cooperação internacional para sua prisão.
O que a família da vítima esperava da Justiça?
R: A família esperava que Dimas Orozco fosse condenado com a pena máxima, para evitar que voltasse às ruas e pudesse fazer novas vítimas.
Quais medidas de segurança foram tomadas após o crime?
R: A polícia apreendeu o veículo utilizado no crime, divulgou a foto do suspeito e pediu colaboração da população para encontrar Dimas Orozco, que estava foragido até ser preso no Paraguai.
Como a adolescente lidou com o trauma após o ataque?
R: Após o ataque, a adolescente ficou com medo de sair de casa e recebeu apoio psicológico para lidar com o trauma e o impacto da violência.
O que pode acontecer agora com Dimas Orozco após sua soltura?
R: Com a soltura, Dimas Orozco está em liberdade e seu paradeiro é incerto, aumentando o medo da família da vítima e a indignação da comunidade, que teme por novas tentativas de crime.

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