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Menina vítima de sequestro fala sobre momentos de terror: "mostrou a arma de fogo e eu entrei no carro"

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Menina vítima de sequestro fala sobre momentos de terror: “mostrou a arma de fogo e eu entrei no carro”

Por Fábio Wronski

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Uma adolescente foi vítima de um sequestro relâmpago na manhã desta segunda-feira (29), no Bairro Barcelona, Região Norte de Cascavel. Após receber alta hospitalar devido aos ferimentos na cabeça, a jovem conversou com a reportagem da CGN e detalhou o episódio de violência que viveu a caminho da escola.

Segundo informações da Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 6h15, quando a vítima seguia pela Rua Sevilha. Um Ford Fiesta preto parou ao lado da jovem e o condutor, descrito como homem moreno e de origem estrangeira, desceu armado com um revólver prateado. O agressor teria utilizado a arma para golpear a adolescente com coronhadas na cabeça, ameaçando matá-la caso não obedecesse à ordem de entrar no veículo.

Em depoimento, a jovem relatou como foi abordada: “Estava indo para a escola, aí ele parou o carro e me chamou para dentro do carro, aí ele me mostrou a arma de fogo e eu acabei entrando, mas daí eu consegui escapar e sair correndo e gritar.” Segundo a vítima, o suspeito apresentava sotaque venezuelano: “Ele era venezuelano, eu tinha sotaque de venezuelano pelo menos, brasileiro ele não era.”

A vítima contou ainda que foi agredida após tentar pedir socorro: “Sim, porque eu comecei a gritar dentro do carro, daí ele acabou ficando nervoso e começou a me coronhada na minha cabeça. Aí eu consegui fugir.”

O impacto da violência foi ressaltado pela jovem, que afirmou estar com medo de sair de casa: “Sim. Agora vou ter que cuidar bastante.”

Imagens de câmeras de segurança confirmam que o criminoso fugiu em um Ford Fiesta preto. O homem segue sendo procurado pela Polícia Civil, que conta com o apoio da Polícia Militar nas buscas para localizá-lo. As investigações continuam.

Resumo do que aconteceu

Quem é Dimas Manuel Cardozo Orozco e por que ele está no centro de uma polêmica em Cascavel?
R: Dimas Manuel Cardozo Orozco é um venezuelano de 37 anos, suspeito de tentar sequestrar uma adolescente de 15 anos em Cascavel, Paraná, em setembro de 2025. Ele ficou conhecido após sua prisão no Paraguai e posterior soltura determinada pela Justiça do Paraná, causando grande revolta na comunidade.
O que aconteceu na manhã do crime em Cascavel?
R: Na manhã de 29 de setembro de 2025, uma adolescente de 15 anos foi abordada por Dimas Orozco, que usava o nome falso de Eduardo Diaz. Armado com um revólver, ele tentou forçar a jovem a entrar em um Ford Fiesta preto, agrediu-a com coronhadas, causando ferimentos na cabeça, mas a vítima conseguiu escapar e pedir socorro.
Como a polícia conseguiu identificar e localizar o suspeito?
R: A polícia identificou Dimas Orozco após a vítima relatar o sotaque venezuelano e descrever o agressor. Imagens de câmeras de monitoramento mostraram o veículo usado no crime, que foi apreendido no bairro Riveira, em Cascavel. O suspeito foi localizado dias depois em um hotel no Bairro Obrero, em Ciudad del Este, Paraguai, durante a Operação Amanhecer PY.
Por que a soltura de Dimas Orozco causou tanta indignação?
R: A soltura de Dimas Orozco, determinada pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cascavel, gerou revolta porque ele é acusado de um crime violento contra uma menor, e familiares temem que ele volte a atacar. A família da vítima e a comunidade expressaram indignação e sensação de injustiça.
Quais foram as consequências imediatas para a vítima após o crime?
R: A adolescente sofreu ferimentos na cabeça, precisando de sete pontos, e ficou com trauma e medo de sair de casa. Ela recebeu apoio psicológico e sua família relatou momentos de aflição e insegurança após o ataque.
Como foi a reação dos familiares da vítima diante da soltura do suspeito?
R: Os familiares, especialmente o cunhado Edvaldo Santana de Andrade, demonstraram revolta e indignação. Edvaldo afirmou que, se o suspeito reaparecer, tomará medidas extremas e criticou duramente a decisão da Justiça.
O que dizem as autoridades sobre o caso e a investigação?
R: As delegadas Ana Cris Oliveira e Thais Regina Zanatta destacaram a rapidez e eficiência da investigação, que contou com colaboração da população e das forças policiais do Brasil e Paraguai. A polícia civil reafirmou o compromisso com a segurança e proteção das vítimas.
Como a comunidade de Cascavel participou das buscas pelo suspeito?
R: A comunidade auxiliou com informações, imagens e compartilhamento de dados nas redes sociais, contribuindo para a localização do veículo e do suspeito. A colaboração popular foi considerada decisiva para a prisão de Dimas Orozco.
Por que o caso ganhou tanta repercussão em Cascavel?
R: O caso ganhou repercussão devido à violência do crime, à idade da vítima, ao uso de arma de fogo, à fuga internacional do suspeito e à sensação de insegurança causada por sua soltura. A mobilização da polícia e da comunidade também aumentou a visibilidade do caso.
Quais crimes Dimas Orozco é acusado de cometer?
R: Dimas Orozco é acusado de tentativa de sequestro, cárcere privado e agressão contra uma adolescente de 15 anos, além de ter utilizado nome falso durante sua permanência no Brasil.
Como foi a prisão de Dimas Orozco no Paraguai?
R: Dimas Orozco foi preso no dia 3 de outubro de 2025, em um hotel no Bairro Obrero, em Ciudad del Este, Paraguai, durante a Operação Amanhecer PY, uma ação conjunta entre as polícias do Brasil e Paraguai.
O que aconteceu após a prisão do suspeito no Paraguai?
R: Após a prisão, as autoridades paraguaias aguardaram documentos oficiais do Brasil para efetivar a entrega do suspeito à Justiça brasileira, onde ele responderia pelos crimes cometidos em Cascavel.
Por que Dimas Orozco usava um nome falso no Brasil?
R: Durante sua permanência no Brasil, Dimas Orozco usava o nome falso de Eduardo Diaz, provavelmente para dificultar sua identificação pelas autoridades.
Como a vítima descreveu o momento do ataque?
R: A vítima relatou que estava indo para a escola quando foi abordada pelo suspeito, que mostrou a arma e a obrigou a entrar no carro. Ela começou a gritar, foi agredida na cabeça com coronhadas e conseguiu fugir, pedindo ajuda a populares.
Qual foi o papel da Polícia Civil do Paraná na resolução do caso?
R: A Polícia Civil do Paraná, especialmente o Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (NUCRIA), liderou as investigações, identificou o suspeito rapidamente e coordenou a cooperação internacional para sua prisão.
O que a família da vítima esperava da Justiça?
R: A família esperava que Dimas Orozco fosse condenado com a pena máxima, para evitar que voltasse às ruas e pudesse fazer novas vítimas.
Quais medidas de segurança foram tomadas após o crime?
R: A polícia apreendeu o veículo utilizado no crime, divulgou a foto do suspeito e pediu colaboração da população para encontrar Dimas Orozco, que estava foragido até ser preso no Paraguai.
Como a adolescente lidou com o trauma após o ataque?
R: Após o ataque, a adolescente ficou com medo de sair de casa e recebeu apoio psicológico para lidar com o trauma e o impacto da violência.
O que pode acontecer agora com Dimas Orozco após sua soltura?
R: Com a soltura, Dimas Orozco está em liberdade e seu paradeiro é incerto, aumentando o medo da família da vítima e a indignação da comunidade, que teme por novas tentativas de crime.

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