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Policial Civil morto por advogado: Audiência de instrução continua nesta segunda-feira (14)

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Foto: Reprodução/CGN

Por Isabella Chiaradia

Atualizado em

A audiência de instrução do caso envolvendo o advogado acusado de matar o policial civil João Ezequiel Baptista Pereira terá continuidade na tarde desta segunda-feira (14), em Cascavel.

A primeira audiência ocorreu no dia 31 de agosto, quando oito testemunhas foram ouvidas. Ao todo, foram seis testemunhas indicadas pela acusação e duas pela defesa.

Nesta tarde, a previsão é de que outras testemunhas sejam ouvidas. Após essa etapa, ainda deverá ocorrer o interrogatório do acusado.

A audiência de instrução é uma etapa do processo que pode definir se o advogado Jean Oliver José Garcia será julgado ou não perante o Tribunal do Júri pela morte do policial civil João Ezequiel.

O crime

O crime ocorreu em 28 de junho de 2026 após uma discussão entre Jean e João Ezequiel. A vítima foi até a casa do advogado para buscar a esposa e teria batido no portão. Imagens de câmeras de segurança mostram a vítima tentando acalmar a situação, já com a arma guardada, quando foi atingida por disparos nas costas e no rosto.

O advogado Luciano Katarinhuk, assistente de acusação e representante da família da vítima, rejeita a tese de legítima defesa apresentada pela defesa do réu.

Resumo do que aconteceu

O que aconteceu com o policial civil João Ezequiel Baptista Pereira em Cascavel?
R: O policial civil João Ezequiel Baptista Pereira, de 52 anos, foi morto a tiros na noite de 28 de junho de 2026, após uma discussão em frente à residência do advogado Jean Oliver José Garcia, no bairro Brasmadeira, em Cascavel.
Quem é acusado pela morte do policial João Ezequiel?
R: O advogado Jean Oliver José Garcia é acusado de ter efetuado os disparos que resultaram na morte do policial civil João Ezequiel.
Como se desenrolou o crime que resultou na morte do policial?
R: João Ezequiel foi até a residência do advogado para buscar sua esposa, que estava no local. Ao chegar, houve uma discussão motivada inicialmente pelo fato do interfone estar quebrado, o que levou o policial a bater forte no portão. O desentendimento aumentou, culminando em disparos feitos pelo advogado, que atingiram o policial no rosto, cabeça e costas, levando-o à morte no local.
Quais foram as versões apresentadas sobre a motivação do crime?
R: Segundo as investigações e o delegado responsável, a discussão começou por um motivo considerado banal, relacionado ao interfone quebrado. O advogado alegou legítima defesa, afirmando temer ser baleado pelo policial, mas a polícia aponta que a quantidade de disparos não condiz com essa versão e que o motivo teria sido fútil.
Quem estava presente no local no momento do crime?
R: No local estavam o advogado Jean Oliver José Garcia, a esposa do policial, uma amiga dela (que seria a namorada do policial ou amiga de longa data do advogado), uma mulher e uma criança. Nenhuma das mulheres ou crianças ficou ferida.
O policial João Ezequiel chegou a reagir ou disparar sua arma?
R: Segundo a perícia e as investigações, João Ezequiel estava armado, mas não efetuou nenhum disparo. Todos os estojos encontrados eram compatíveis com a arma do advogado.
Quais evidências foram recolhidas para a investigação?
R: Foram apreendidas as armas do policial e do advogado, imagens e áudios das câmeras de monitoramento do imóvel, além de depoimentos de testemunhas que estavam no local.
Qual a situação do advogado após o crime?
R: O advogado Jean Oliver José Garcia foi preso em flagrante pela Polícia Militar logo após o crime e permanece custodiado, aguardando os desdobramentos do processo judicial.
Como a Polícia Civil e o Ministério Público classificaram o crime?
R: O crime foi classificado como homicídio qualificado, com indiciamento por motivo fútil. O Ministério Público ofereceu denúncia de homicídio triplamente qualificado contra o advogado.
Quais são os próximos passos do processo judicial?
R: A audiência de instrução do caso teve início em 31 de agosto de 2026, com oitiva de testemunhas, e teve continuidade em 14 de setembro de 2026. Após essa fase, o acusado será interrogado e a Justiça decidirá se ele será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Como a família da vítima reagiu ao crime?
R: A família de João Ezequiel manifestou indignação, questionou a presença de representantes da OAB no local para apoiar o advogado e cobrou justiça independente da profissão do acusado. Eles também expressaram o impacto emocional da perda e o desejo de que a justiça seja feita.
Qual foi a repercussão do caso entre colegas e autoridades?
R: O caso gerou grande comoção entre colegas de profissão, familiares e amigos. A Polícia Civil emitiu nota de pesar destacando o profissionalismo e dedicação de João Ezequiel e prestando solidariedade à família.
Por que o caso é considerado relevante?
R: O caso é relevante por envolver a morte de um policial civil em serviço, supostamente executado por um advogado, e por levantar discussões sobre legítima defesa, motivo fútil e o papel de entidades como a OAB em situações criminais envolvendo seus membros.
O que dizem as imagens das câmeras de segurança sobre o crime?
R: As investigações contam com imagens e áudios das câmeras de monitoramento do imóvel, que mostram a chegada do policial, a discussão e os disparos. As imagens são consideradas fundamentais para elucidar a dinâmica dos fatos.
O que aconteceu após a morte do policial João Ezequiel?
R: O corpo de João Ezequiel foi velado a partir da noite de 29 de junho de 2026, com grande presença de colegas e familiares, e sepultado no dia seguinte no Cemitério Cristo Redentor, em Cascavel.
Há dúvidas ou pontos ainda não esclarecidos no caso?
R: Sim, familiares e autoridades ainda buscam respostas sobre a motivação exata do crime, o contexto completo da discussão e se havia outros fatores envolvidos, além de divergências em depoimentos sobre o conhecimento prévio do advogado sobre quem estava no portão.

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