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Motorista que matou menino Nando é condenada a quatro anos de prisão no regime semiaberto

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Motorista que matou menino Nando é condenada a quatro anos de prisão no regime semiaberto

Por Fábio Wronski

Atualizado em

Dois anos após o trágico acidente que tirou a vida do menino Fernando Lorenzo Souza Gehlen, de 9 anos, a Justiça condenou a motorista responsável pela morte. O caso aconteceu em junho de 2024, na calçada da Rua Paraná, no Centro de Cascavel, quando o carro dirigido pela mulher subiu na calçada e atropelou Fernando, que estava com a mãe.

Segundo o processo, a motorista trafegava pela Avenida Piquiri quando avançou a preferencial e bateu em uma moto que seguia pela Rua Paraná. Após a colisão, o carro perdeu o controle, subiu na calçada e atropelou Fernando, que morreu na hora.

A sentença foi divulgada nesta quarta-feira (17), conforme documento acessado pela CGN. A motorista foi condenada a quatro anos de prisão em regime semiaberto por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O advogado da família, Lauri Silva, afirmou que vai recorrer da decisão, pois acredita que a motorista assumiu o risco de provocar a morte, o chamado “dolo eventual”.

O advogado explicou que, na visão da família, a motorista deveria ser julgada pelo Tribunal do Júri, já que, ao não parar o carro depois da primeira batida e subir na calçada, ela teria assumido o risco de matar. Se o recurso for aceito, a pena pode ser maior, chegando até 20 anos de prisão.

A defesa da família já prepara o recurso para o Tribunal de Justiça do Paraná. Eles querem que o caso seja reconhecido como dolo eventual, o que levaria a motorista a um julgamento mais rigoroso.

Resumo do que aconteceu

Quem era o menino Nando e como ocorreu sua morte trágica em Cascavel?
R: Fernando Lorenzo Souza Gehlen, conhecido como Nando, tinha 9 anos e morreu no dia 14 de junho de 2024 após ser atropelado por um carro que subiu na calçada no cruzamento da Avenida Piquiri com a Rua Paraná, em Cascavel. Ele estava acompanhado da mãe e de um amigo da família quando foi atingido.
O que levou ao acidente que matou Nando?
R: A motorista de um Fiat Stilo avançou a preferencial na Avenida Piquiri, colidiu com uma motocicleta e, após perder o controle do carro, invadiu a calçada e atropelou Nando, sua mãe e um amigo da família.
Qual foi a sentença da Justiça para a motorista envolvida no atropelamento?
R: Em 17 de junho de 2026, a Justiça condenou a motorista a quatro anos de prisão em regime semiaberto por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
A família de Nando concordou com a condenação da motorista?
R: Não. O advogado da família afirmou que vai recorrer da decisão, defendendo que a motorista assumiu o risco de provocar a morte (dolo eventual) e deveria ser julgada pelo Tribunal do Júri, o que poderia resultar em pena de até 20 anos.
Quais são os argumentos da defesa da motorista sobre o caso?
R: A defesa sustenta que não houve dolo eventual, mas sim um acidente trágico sem intenção de matar. O advogado da motorista afirma que ela perdeu o controle do veículo após a colisão com a moto e ficou em estado de choque após o acidente, não tentando fugir.
Houve tentativa de fuga por parte da motorista após o atropelamento?
R: A acusação afirma que a motorista tentou fugir, mas a defesa e a Polícia Civil negam. Segundo o delegado, ela parou o carro após o atropelamento e não houve tentativa de fuga.
A motorista prestou socorro às vítimas imediatamente após o acidente?
R: Segundo a mãe de Nando, a motorista não prestou socorro. A defesa afirma que o estado emocional da condutora a impediu de agir de imediato, mas ela teria feito uma ligação após o acidente.
A motorista estava usando o celular no momento do acidente?
R: Após perícia, a Polícia Civil concluiu que não havia indícios de uso de celular pela motorista nos momentos anterior e posterior ao acidente.
O que diz o laudo pericial sobre a conduta da motorista no momento do acidente?
R: O laudo pericial particular concluiu que a motorista não tentou frear imediatamente após a colisão com a moto, acionando o freio apenas 4,83 segundos depois, tempo considerado muito acima do tempo normal de reação, o que reforça a tese de possível tentativa de fuga segundo a acusação.
Como a comunidade de Cascavel reagiu ao acidente que matou Nando?
R: O caso gerou grande comoção e indignação popular, com manifestações, homenagens e protestos exigindo justiça e mais rigor nas leis de trânsito. O vídeo do momento do acidente mostra testemunhas revoltadas e abaladas.
Quais medidas foram tomadas pelas autoridades após o acidente?
R: Duas semanas após a morte de Nando, a Transitar instalou uma lombada e reforçou a sinalização no cruzamento onde ocorreu o acidente para tentar evitar novas tragédias.
A mãe de Nando realizou alguma campanha após a morte do filho?
R: Sim. A mãe, Mônica Souza, criou uma campanha online para arrecadar recursos para contratar advogados e divulgou uma carta aberta pedindo mais consciência no trânsito e justiça para o filho.
O proprietário do veículo ou a Prefeitura foram responsabilizados pelo acidente?
R: Não. A Justiça decidiu que tanto o proprietário do veículo quanto a Prefeitura de Cascavel não seriam incluídos no processo. O processo segue apenas contra a motorista.
Como foi a participação da Transitar nas investigações?
R: Servidores da Transitar prestaram depoimento e confirmaram que a motorista avançou a preferencial. Após o acidente, a autarquia reforçou a sinalização e instalou uma lombada no local.
O acidente de Nando provocou mudanças ou discussões sobre segurança no trânsito?
R: Sim. O caso reacendeu o debate sobre segurança viária em Cascavel, com pedidos por políticas públicas, instalação de delegacia de trânsito e campanhas de conscientização.
O que dizem as testemunhas e provas sobre a dinâmica do acidente?
R: Testemunhas afirmaram que perceberam aceleração do veículo antes do atropelamento e o laudo pericial apontou ausência de frenagem imediata, reforçando a tese de que a motorista pode ter assumido o risco.
Como está a família de Nando após o acidente?
R: A família permanece em luto, realizando homenagens e manifestações. A mãe afirma que carrega uma pena perpétua de dor e luta por justiça em memória do filho.
O caso já foi totalmente encerrado?
R: Apesar da condenação em 2026, a família pretende recorrer para aumentar a pena e mudar o enquadramento do crime para dolo eventual. O processo pode ter novos desdobramentos judiciais.
Quais são os próximos passos no processo judicial?
R: A defesa da família prepara recurso para o Tribunal de Justiça do Paraná, buscando que o caso seja julgado como dolo eventual, o que pode levar a motorista a júri popular e aumentar a pena.
O acidente de Nando pode mudar a forma como crimes de trânsito são julgados no Brasil?
R: A repercussão do caso e a mobilização da família e da sociedade têm potencial para influenciar debates sobre punições mais severas para motoristas que assumem riscos no trânsito, podendo servir de exemplo para futuras decisões judiciais.

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