
“Vai ter reviravolta”, diz advogado que defende inocência de padre
Padre Genivaldo de Oliveira foi preso em Cascavel por abuso sexual e tráfico de drogas....
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Por Luiz Haab

Em entrevista especial à CGN, o advogado do padre de Cascavel acusado de crimes sexuais contra crianças e adolescentes – e até tráfico de drogas -, indicou ter argumentos para desconstruir todas as acusações feitas contra Genivaldo de Oliveira. Além de defender a inocência total do padre, Algacir Junior promete uma reviravolta no caso, que veio à público em agosto de 2025, com a prisão do padre (que também foi afastado da função).
“Nós sustentamos que ele é totalmente inocente dessas questões. […] não vemos nenhum ponto de credibilidade no que foi exposto.”
A fala não deixa margem para interpretação. A defesa não questiona apenas detalhes — questiona tudo.
Relembre o caso

A denúncia aponta ao menos dez supostas vítimas, com relatos que se estendem por mais de uma década, dentro da igreja. Ainda assim, a estratégia da defesa está definida: “Fizemos um estudo bem amplo, comparamos depoimentos […] e conseguimos encontrar muitas inconsistências”, alega o advogado de defesa, que acrescenta haver falhas estruturais nas denúncias. “Essas inconsistências vão acabar gerando uma reviravolta muito interessante no caso”, A promessa é ousada: transformar um processo já marcado por forte comoção pública.
Processo travado e disputa jurídica
O caso ainda não começou a ser julgado de fato. O que estará na mesa no dia 23 de abril é uma disputa técnica sobre onde os crimes devem ser analisados. A defesa quer desmembrar: “Nós queremos que cada caso seja julgado na comarca em que ocorreu”, defende Algacir.
Enquanto isso, o padre Genivaldo de Oliveira segue detido no Complexo Médico Penal, em Curitiba.
‘Pintado como monstro’
Um dos pontos mais duros da entrevista foi a crítica do advogado à forma como o caso veio a público. Para Algacir, houve exagero — e até construção de narrativa: “Criou-se essa imagem de pintar ele como um monstro.”
Tráfico de drogas
Na entrevista concedida no Estúdio CGN, a defesa considerou “extremamente absurda” a acusação de tráfico de drogas — especialmente a ideia de que vítimas teriam sido expostas a entorpecentes. “Foi muito ‘eu ouvi dizer’, ‘eu acho’. Isso não pode embasar uma denúncia. Não foi colhida nenhuma prova concreta que demonstrasse isso. Acreditamos que essa parte não vai nem ser considerada.”
Críticas
Nos momentos finais, a entrevista deixou o campo jurídico e entrou no terreno político e institucional. O advogado questionou abertamente o tratamento dado ao caso: “Por que só nesse caso houve coletiva de imprensa? Será que é porque envolve a Igreja Católica?”, indagou.
Você confiaria?
A entrevista terminou com uma pergunta direta, quase desconfortável: “O senhor confiaria o próprio filho ao padre?”
O advogado Algacir Junior respondeu: “Sim, deixaria.”
Sem julgamento marcado, com disputas jurídicas em andamento e versões completamente opostas, o caso segue aberto — e cada vez mais explosivo.
Imparcialidade
A CGN reforça o compromisso com a busca da verdade, ouvindo todos os lados e prezando sempre pela justiça às vítimas de qualquer crime.
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