
Reviravolta no caso: padre acusado de série de crimes terá todos os processos julgados em Cascavel
A denúncia, apresentada pela 15ª Promotoria de Justiça de Cascavel, aponta a prática de 25 crimes cometidos contra 16 vítimas, sendo nove de estupro de vulnerável,......
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Por Silmara Santos

A 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) acatou um recurso apresentado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) e determinou que todos os crimes atribuídos ao padre Genivaldo Oliveira dos Santos sejam julgados na comarca de Cascavel.
Inicialmente, o Juízo de primeira instância havia rejeitado parte da denúncia relacionada a três dos 25 crimes, sob o entendimento de que esses fatos teriam ocorrido fora da jurisdição de Cascavel. No entanto, o MPPR recorreu da decisão, argumentando que há conexão entre todas as acusações, o que justificaria a análise conjunta dos casos em um único foro. O pedido foi aceito pelo tribunal.
A denúncia, oferecida pela 15ª Promotoria de Justiça de Cascavel, aponta que o religioso teria cometido 25 crimes contra 16 vítimas. Entre as acusações estão nove casos de estupro de vulnerável, dois de violação sexual mediante fraude (um deles na forma tentada), seis de importunação sexual, um de fornecimento de substância nociva à saúde com finalidade medicinal e sete relacionados ao tráfico de drogas. As vítimas tinham idades entre 12 e 48 anos à época dos fatos.
O padre está preso preventivamente desde 29 de outubro de 2025 e permanece detido no Complexo Médico Penal de Cascavel. As investigações foram conduzidas pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), dentro da chamada Operação “Lobo em Pele de Cordeiro”.
Além da condenação criminal, o Ministério Público também solicita que o acusado seja obrigado a indenizar as vítimas por danos morais e materiais, com valores que variam entre R$ 20 mil e R$ 150 mil para cada uma.
Com a decisão do TJPR, todos os fatos denunciados passarão a ser analisados em conjunto pela Justiça de Cascavel.
Fonte: MPPR
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