
Arquidiocese de Cascavel abre processo canônico contra padre Genivaldo, investigado por crimes sexuais
A decisão foi tomada após o recebimento de uma comunicação oficial do dicastério da Santa Sé responsável por questões doutrinárias. Segundo a nota, o procedimento segue...
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Por Diego Cavalcante

A Arquidiocese de Cascavel informou nesta quinta-feira (19) que instaurou um processo penal administrativo no âmbito canônico para apurar as denúncias contra o padre Genivaldo de Oliveira, investigado por crimes sexuais envolvendo crianças e adolescentes em Cascavel.
A decisão foi tomada após o recebimento de uma comunicação oficial do dicastério da Santa Sé responsável por questões doutrinárias. Segundo a nota, o procedimento segue o Código de Direito Canônico e visa investigar acusações relacionadas ao sexto mandamento envolvendo menores.
De acordo com o documento, o processo seguirá normas rigorosas da legislação da Igreja, garantindo ao acusado o direito à defesa com advogado e a possibilidade de apresentar provas. Uma comissão já foi designada para conduzir a análise, composta por assessores, delegado e defensor do sacerdote.
A Arquidiocese destacou ainda que, ao final do processo, poderá haver decisão fundamentada com possibilidade de recurso às instâncias superiores do Vaticano. Caso a culpa seja comprovada, sanções previstas podem ser aplicadas, incluindo medidas mais severas conforme a legislação canônica.
Caso segue sem julgamento na Justiça comum
O caso veio à tona em agosto de 2025, quando o padre foi preso preventivamente após denúncias de ao menos dez supostas vítimas. Os relatos apontam abusos que teriam ocorrido ao longo de mais de uma década.
Atualmente, o sacerdote segue detido no Complexo Médico Penal, em Curitiba, enquanto o processo ainda não começou a ser julgado na Justiça comum. Uma audiência marcada para abril deve discutir questões técnicas, como a competência para julgamento dos fatos.
A defesa do padre, representada pelo advogado Algacir Junior, sustenta inocência total e afirma haver inconsistências nos depoimentos. O defensor também critica a condução pública do caso, alegando que o sacerdote foi “pintado como monstro”.
Igreja reforça compromisso com vítimas
Na nota, a Arquidiocese afirma que mantém o compromisso com a busca da verdade, a proteção das vítimas e a transparência. Também destacou que, por se tratar de um processo de caráter reservado, novas informações serão divulgadas apenas no momento oportuno.
O documento é assinado pelo vigário judicial, padre Eucácio Franciano Alba, e reforça que a condução seguirá estritamente as normas da Igreja e da legislação vigente.
O caso continua em aberto e segue gerando forte repercussão na comunidade local, com desdobramentos tanto na esfera civil quanto religiosa.

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