
Despedida emocionada: Família e amigos se reúnem no velório da pequena Yasmim
Familiares e amigos se reuniram na Capela Central da Acesc para se despedir da Yasmim, garotinha que lutou pela vida de todas as maneiras possíveis....
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Por Paulo Eduardo

Na noite desta sexta-feira (6) teve início o velório da pequena Yasmim Aparecida Campos de Amorim, de 12 anos, que faleceu após uma longa luta contra um câncer.
Familiares e amigos se reuniram na Capela Central da Acesc para se despedir da Yasmim, garotinha que lutou pela vida de todas as maneiras possíveis.
Após um longo período de tratamento, infelizmente hoje a pequena faleceu.
O sepultamento está marcado para este sábado (7), às 16h, no Cemitério Cristo Redentor, localizado no bairro Guarujá.
Entenda o caso
O caso de Yasmim teve grande repercussão, não apenas em Cascavel, devido à necessidade de um medicamento importado de alto custo, o Danyelza, que não estava prontamente disponível pelo sistema público de saúde.
Diante da urgência do tratamento, o Estado do Paraná foi obrigado, por decisão judicial, a garantir o fornecimento do medicamento para Yasmin. No entanto, durante o processo de aquisição, foi identificado um esquema de desvio de recursos públicos, totalizando entre R$ 2,4 e R$ 2,5 milhões. Os valores, que deveriam ser destinados à compra do Danyelza para a menina, não foram utilizados conforme previsto, resultando na não entrega adequada do medicamento.
A necessidade do medicamento, não disponível prontamente pelo sistema público de saúde, levou o Estado do Paraná, por decisão judicial, a ser obrigado a garantir o tratamento de Yasmin. Durante o processo de aquisição, porém, foi identificado o desvio dos recursos. Em resposta, o governo estadual interveio em junho de 2024, realizando diretamente a compra do medicamento para evitar atrasos no tratamento. Em julho do mesmo ano, a Polícia Civil do Paraná deflagrou a Operação Jasmim, cumprindo mandados de busca, apreensão e prisões preventivas em estados como São Paulo e Rio Grande do Sul, visando desarticular o esquema.
O caso foi levado ao Ministério Público e passou a ser investigado na esfera criminal. A apuração identificou divergências entre o que havia sido pago com recursos públicos e o que efetivamente foi entregue, além da apresentação de informações que não correspondiam à realidade do fornecimento. Também foi analisado o repasse do fornecimento a outra empresa sem autorização judicial, fator que contribuiu para o aprofundamento da investigação.
Após a fase de instrução, com análise de documentos, perícias, depoimentos médicos, bancários e testemunhais, a 4ª Vara Criminal de Cascavel proferiu sentença. A juíza responsável pelo caso condenou Lisandro Henriques Hermes e Polion Gomes Renaux Gomes pelo crime de estelionato, entendendo que houve fraude e obtenção de vantagem ilícita com dinheiro público. Ao mesmo tempo, os dois foram absolvidos das acusações de associação criminosa e de exposição da vida ou da saúde a perigo, por falta de provas suficientes desses delitos específicos. Já G.P foi absolvido de todas as imputações.
Para os dois condenados por estelionato, a Justiça fixou pena definitiva de 4 anos, 9 meses e 5 dias de reclusão, além de multa, a ser cumprida em regime inicial fechado. A sentença também manteve a prisão preventiva dos dois réus e negou o direito de recorrer em liberdade.
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