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Gaeco de Londrina cumpre mandados de busca e apreensão em operação para desarticular cúpula do jogo do bicho com atuação em Arapongas

As investigações tiveram início como desdobramento da apuração sobre a exploração do jogo do bicho em Arapongas, anteriormente vinculada a um ex-Presidente da Câmara de Vereadores......

Publicado em

Por Ministério Público do Paraná

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O Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, cumpriu nesta terça-feira, 2 de dezembro, sete mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal na Operação Diarquia, que objetiva desarticular o comando de uma organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar (jogo do bicho) e lavagem de capitais no município de Arapongas, no Norte Central do estado, e região. Os mandados, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Arapongas, foram cumpridos nos municípios de Arapongas e Florianópolis (SC), tendo como alvos o suposto líder do esquema, seus familiares e “laranjas” envolvidos na ocultação de patrimônio.

Acesse álbum com fotos da operação

As investigações tiveram início como desdobramento da apuração sobre a exploração do jogo do bicho em Arapongas, anteriormente vinculada a um ex-Presidente da Câmara de Vereadores local. A partir da análise de dispositivos eletrônicos apreendidos, o Gaeco identificou a existência de um sócio oculto, que exercia a liderança e o controle financeiro do esquema criminoso.

Apurou-se que a organização mantinha uma estrutura empresarial de “plantões”, em que os líderes se revezavam mensalmente na administração da banca, arcando com custos e dividindo os lucros. Planilhas e conversas obtidas indicam que a banca controlava ao menos 257 pontos de aposta, com uma arrecadação que tinha possibilidade de gerar um lucro líquido anual estimado em R$ 8 milhões.

Lavagem de dinheiro – Para ocultar a origem ilícita dos valores, o líder da organização montou uma sofisticada estrutura familiar e empresarial, utilizando-se de uma holding, empresas de fachada e de seus próprios filhos e esposa como “laranjas”. Análises técnicas do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), unidade do Centro de Apoio Técnico à Execução (Caex) do MPPR, apontaram incompatibilidades milionárias entre a renda declarada e a movimentação bancária dos investigados, superando R$ 1,2 milhão em determinado período. O patrimônio identificado inclui imóveis de alto padrão, terrenos em condomínios fechados e apartamentos no litoral de Santa Catarina, muitos registrados em nome da holding familiar para dificultar o rastreamento. Além disso, as investigações identificaram duas aeronaves de pequeno porte vinculadas ao principal investigado. O Juízo também determinou o sequestro de diversos bens imóveis e aeronaves para garantir o perdimento do proveito do crime.

Processo 0015802-08.2025.8.16.0045.

Coletiva de Imprensa

Outras informações sobre a operação serão fornecidas pelo coordenador do Gaeco de Londrina, o promotor de Justiça Jorge Fernando Barreto da Costa, em coletiva de imprensa às 10 horas desta terça-feira, 2 de dezembro na sede do MP em Londrina (Rua Capitão Rufino, 605).

[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: MPPR

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