CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

MPPR, em conjunto com outros órgãos, deflagra operações contra organização criminosa envolvida em fraudes eletrônicas, corrupção e tráfico de drogas

Foram cumpridos 63 mandados de busca e apreensão – sendo 31 de busca pessoal e 32 de busca domiciliar –, além de ordens de bloqueio de......

Publicado em

Por Ministério Público do Paraná

Publicidade

O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Ponta Grossa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Científica e dos Ministérios Públicos dos Estados do Rio de Janeiro e do Ceará, deflagrou nesta terça e quarta-feira, 4 e 5 de novembro, as operações “A Rede”, “Muralha de Areia” e “Vértice”. As investigações apuram atuação de organização criminosa de âmbito nacional envolvida com crimes de furto mediante fraude e estelionato eletrônico, praticados a partir de uma falsa central telefônica que operava em Ponta Grossa, além de lavagem de capitais, corrupção ativa e passiva e tráfico de drogas.

Acesse imagens das operações e sonora do delegado Fernando Jasinski

Foram cumpridos 63 mandados de busca e apreensão – sendo 31 de busca pessoal e 32 de busca domiciliar –, além de ordens de bloqueio de 38 contas de pessoas físicas e 10 de pessoas jurídicas, bloqueios administrativos de 17 veículos e o sequestro de seis imóveis, inclusive o local onde funcionava a falsa central telefônica.

Durante o cumprimento das medidas, foram apreendidos três veículos (um deles considerado de luxo), além de aparelhos de telefone celular, cartões, máquinas de cartão e equipamentos eletrônicos, entre outros itens que serão periciados e deverão auxiliar na continuidade das investigações.

As medidas cautelares foram cumpridas no Paraná (Ponta Grossa, Curitiba e Foz do Iguaçu), Ceará (Fortaleza e Itaitinga), Rio de Janeiro (Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, Mangaratiba e Rio de Janeiro) e São Paulo.

As investigações foram iniciadas em fevereiro, a partir de uma denúncia anônima.

Golpes financeiros – A operação “A Rede” concentra-se na desarticulação de uma organização criminosa que operava uma falsa central telefônica que utilizava técnicas sofisticadas de engenharia social para praticar furtos mediante fraude e estelionato eletrônico. Os criminosos se passavam por funcionários de centrais de segurança bancária (“ligadoras”) para induzir as vítimas a fornecerem dados sensíveis e códigos de segurança (tokens) de suas contas, possibilitando que um hacker invadisse o sistema bancário. No curso das investigações, em apenas um dos golpes identificados houve o furto de R$ 564.874,55 da conta de uma empresa vítima de São Paulo. Em outro caso, contra um cliente que tinha R$ 5 milhões em conta, o crime somente não se consumou porque a vítima foi alertada pelo gerente do banco.

O produto desse crime era lavado a partir de uma complexa rede de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas de vários estados da Operação. Para cada crime praticado há o envolvimento de dezenas de pessoas, desde os operadores da falsa central telefônica, criminosos que coordenam e angariam laranjas, além dos hackers, que “invadem” a conta das vítimas e transferem os recursos para as contas laranjas. O grupo ainda utilizava uma empresa de fachada, registrada como comércio de artigos de pesca para dissimular a origem do dinheiro. A partir da constatação dessa rede de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro, a investigação deu origem a duas outras investigações a “Muralha de Areia” e a “Vértice”.

Muralha de Areia – Conversas telefônicas entre os membros da organização criminosa, monitoradas com autorização do Judiciário, revelaram um esquema de corrupção envolvendo a compra de benefícios indevidos no sistema prisional. Foram identificados indícios de corrupção ativa e passiva para a concessão de privilégios a presos da Unidade de Progressão em Ponta Grossa, como uso de celular no local de trabalho externo e para acobertar a saída ilegal temporária do detento do canteiro de trabalho.

Vértice – Foram ainda coletadas evidências do envolvimento de parte dos investigados com o tráfico de drogas e de um esquema complexo de lavagem de dinheiro do tráfico, com o pagamento de fornecedores por meio de diversas empresas de outros estados da Federação e da região de fronteira com o Paraguai, todas de fachada. Uma delas, por exemplo, somente no ano de 2025, movimentou mais de R$ 43,6 milhões, o que indica tráfico de drogas em grande escala.

Aviso à Imprensa

Para prestar outras informações sobre as operações, o promotor de Justiça coordenador do Gaeco de Ponta Grossa estará disponível para atender a imprensa a partir das 9 horas na sede do Gaeco no município (Av. Visconde de Mauá – 376, Bairro Oficinas)

Fonte: MPPR

Notícias Relacionadas:

Júri em Realeza condena ex-PM a 35 anos de prisão em regime fechado pela morte de irmãos durante abordagem policial ocorrida em julho de 2018
Júri em Realeza condena ex-PM a 35 anos de prisão em regime fechado pela morte de irmãos durante abordagem policial ocorrida em julho de 2018
MPPR em Guarapuava denuncia casal investigado por causar prejuízo de R$ 646,6 mil a vítimas a partir da comercialização irregular de imóveis
MPPR em Guarapuava denuncia casal investigado por causar prejuízo de R$ 646,6 mil a vítimas a partir da comercialização irregular de imóveis
Gaeco de Curitiba cumpre mandados em investigação sobre possíveis crimes de tortura praticados por policiais militares no Centro Histórico de Curitiba
Gaeco de Curitiba cumpre mandados em investigação sobre possíveis crimes de tortura praticados por policiais militares no Centro Histórico de Curitiba
Gaeco e forças policiais deflagram operação e cumprem 28 mandados de busca e apreensão contra integrantes de organização ligada ao tráfico de drogas no Litoral
Gaeco e forças policiais deflagram operação e cumprem 28 mandados de busca e apreensão contra integrantes de organização ligada ao tráfico de drogas no Litoral
Pena de motorista embriagado que matou quatro pessoas passa de 7 para 14 anos, em regime fechado
Pena de motorista embriagado que matou quatro pessoas passa de 7 para 14 anos, em regime fechado
Em Maringá, Gaeco cumpre mandado de busca e apreensão contra policial civil em operação que investiga crimes de extorsão, corrupção, lavagem de dinheiro e outros
Em Maringá, Gaeco cumpre mandado de busca e apreensão contra policial civil em operação que investiga crimes de extorsão, corrupção, lavagem de dinheiro e outros
Em Quedas do Iguaçu, homens denunciados pelo MPPR por roubo e tortura são sentenciados a 44 anos, 10 meses e 18 dias e a 36 anos e 6 meses de prisão
Em Quedas do Iguaçu, homens denunciados pelo MPPR por roubo e tortura são sentenciados a 44 anos, 10 meses e 18 dias e a 36 anos e 6 meses de prisão
MP cumpre prisões por esquema de medicamentos falsificados em Cianorte
MP cumpre prisões por esquema de medicamentos falsificados em Cianorte
MPPR cumpre mandados de prisão contra denunciados por participação em esquema de produção e comercialização de medicamentos falsificados
MPPR cumpre mandados de prisão contra denunciados por participação em esquema de produção e comercialização de medicamentos falsificados
Em Paranaguá, Gaeco deflagra a segunda fase da Operação Esquadro, que apura o envolvimento de guardas municipais com o tráfico de drogas
Em Paranaguá, Gaeco deflagra a segunda fase da Operação Esquadro, que apura o envolvimento de guardas municipais com o tráfico de drogas
Tribunal do Júri de Morretes condena quatro pessoas denunciadas pelo MPPR por homicídio duplamente qualificado motivado por dívida de drogas
Tribunal do Júri de Morretes condena quatro pessoas denunciadas pelo MPPR por homicídio duplamente qualificado motivado por dívida de drogas
Tribunal do Júri de Ortigueira condena a penas que superam os 100 anos de prisão quatro pessoas que participaram da execução de uma adolescente de 15 anos
Tribunal do Júri de Ortigueira condena a penas que superam os 100 anos de prisão quatro pessoas que participaram da execução de uma adolescente de 15 anos
Professor de Campo Largo denunciado pelo MPPR por importunação e assédio sexual praticados contra estudante de 15 anos é condenado
Professor de Campo Largo denunciado pelo MPPR por importunação e assédio sexual praticados contra estudante de 15 anos é condenado
Gaeco de Maringá deflagra a Operação Cumpra-se e prende nove fugitivos com condenações definitivas por homicídios, estupros de vulneráveis e tráfico de drogas
Gaeco de Maringá deflagra a Operação Cumpra-se e prende nove fugitivos com condenações definitivas por homicídios, estupros de vulneráveis e tráfico de drogas
Gaeco de Maringá deflagra a Operação Cumpra-se para prender nove fugitivos com condenações definitivas por homicídios, estupros de vulneráveis e tráfico de drogas
Gaeco de Maringá deflagra a Operação Cumpra-se para prender nove fugitivos com condenações definitivas por homicídios, estupros de vulneráveis e tráfico de drogas
Gaeco de Londrina cumpre mandados de busca e apreensão em operação para desarticular cúpula do jogo do bicho com atuação em Arapongas
Gaeco de Londrina cumpre mandados de busca e apreensão em operação para desarticular cúpula do jogo do bicho com atuação em Arapongas
Tribunal do Júri de Matelândia condena a 12 anos de reclusão homem denunciado pelo MPPR por um homicídio consumado e quatro tentados, decorrentes de colisão
Tribunal do Júri de Matelândia condena a 12 anos de reclusão homem denunciado pelo MPPR por um homicídio consumado e quatro tentados, decorrentes de colisão
Justiça atende pedido do MP e decreta prisão de homem denunciado por homicídio que fez contato com testemunha e com a viúva, as quais se sentiram intimidadas
Justiça atende pedido do MP e decreta prisão de homem denunciado por homicídio que fez contato com testemunha e com a viúva, as quais se sentiram intimidadas
Em Toledo, Gaeco e PM cumprem mandados judiciais e prendem homem condenado por roubo majorado que estava foragido
Em Toledo, Gaeco e PM cumprem mandados judiciais e prendem homem condenado por roubo majorado que estava foragido
Após MPPR recorrer de decisão e requerer preventiva, TJPR manda prender homem condenado por manter a companheira em cárcere privado por 5 anos
Após MPPR recorrer de decisão e requerer preventiva, TJPR manda prender homem condenado por manter a companheira em cárcere privado por 5 anos
Veja Mais

Whatsapp CGN 3015-0366 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN