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"Perdi o controle", diz suspeito de matar Diego Pereira Monteiro em Cascavel

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Foto: Reprodução/CGN

Por Diego Cavalcante

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A madrugada deste domingo (12) foi marcada por um crime brutal na região do Bairro Cataratas, em Cascavel. Um homem de 22 anos foi preso pela Polícia Militar, após matar Diego Pereira Monteiro, de 32 anos, a pedradas, e agredir uma adolescente de 14 anos, que seria sua companheira.

De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado pela equipe da PM, o chamado foi atendido por volta das 2h45 da madrugada, na Rua Monsenhor Guilherme M. Thiletzek, no Bairro Cataratas.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram um homem caído em via pública, com ferimentos graves na cabeça. O Siate foi acionado e prestou atendimento, mas a vítima já estava em óbito. Diante da confirmação da morte, os demais órgãos competentes foram chamados para o local.

Enquanto as equipes ainda realizavam os procedimentos, a central da PM recebeu informações de que o autor do homicídio estaria em uma residência próxima. Com o apoio da Polícia Civil, os militares se deslocaram até o endereço indicado, onde encontraram o suspeito e sua convivente, uma adolescente de 14 anos com escoriações visíveis pelo corpo.

O jovem de 22 anos confessou ter cometido o crime. Segundo ele, a briga começou após uma discussão com a adolescente. Durante o trajeto até casa, o casal teria sido abordado por um carro e uma moto, e o suspeito alegou ter arremessado uma pedra contra um dos indivíduos, “perdendo o controle” em seguida.

Já a adolescente contou aos policiais que havia sido agredida pelo companheiro, embora dissesse não saber por quem. O Conselho Tutelar foi acionado, mas, segundo o boletim, se recusou a comparecer para realizar o acolhimento da menor.

O autor recebeu voz de prisão e foi conduzido à 10ª Central de Flagrantes da Polícia Civil de Cascavel, onde permanece à disposição da Justiça.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios, que apura as circunstâncias do crime e a possível relação entre a discussão do casal e a morte de Diego Pereira Monteiro.

Resumo do que aconteceu

Quem foi assassinado brutalmente a pedradas em Cascavel e quando ocorreu o crime?
R: Diego Pereira Monteiro, de 32 ou 33 anos, foi morto a pedradas na madrugada de domingo, 12 de outubro de 2025, na região norte de Cascavel.
Como Diego Pereira Monteiro foi morto e qual foi a motivação do crime?
R: Diego foi agredido com várias pedradas na cabeça ao tentar intervir em uma briga entre um homem de 22 anos e sua companheira, uma adolescente de 14 anos. O agressor alegou ter perdido o controle e agido sem pensar.
Quem é o principal suspeito do homicídio e o que aconteceu com ele?
R: O suspeito é um homem de 22 anos, companheiro da adolescente envolvida. Ele foi preso em flagrante poucas horas após o crime e confessou ter cometido o homicídio.
O que as imagens das câmeras de segurança revelaram sobre o assassinato?
R: As imagens mostram Diego tentando intervir na discussão, sendo atacado violentamente com uma pedra pelo agressor, que continuou os golpes mesmo após a vítima cair, enquanto a adolescente tentava intervir.
Qual o papel da adolescente de 14 anos no caso e qual sua relação com o agressor?
R: A adolescente era companheira do agressor e estava sendo agredida por ele antes da intervenção de Diego. Ela relatou ter sido vendida pela mãe para prostituição e vivia com o suspeito há cerca de um ano, desde os 13 anos.
Por que o Conselho Tutelar de Cascavel está sendo duramente criticado nesse caso?
R: O Conselho Tutelar foi acionado para acolher a adolescente vítima de agressão, mas se recusou a comparecer ao local, alegando que seria necessário primeiro localizar a família da jovem, mesmo diante da gravidade da situação.
Quais órgãos estão investigando a conduta do Conselho Tutelar após a recusa de atendimento?
R: A Polícia Militar está preparando um relatório para o Ministério Público, que pode instaurar um inquérito para apurar a conduta do conselheiro. A Prefeitura de Cascavel e a Secretaria Municipal de Assistência Social também pediram esclarecimentos e podem abrir procedimento disciplinar.
O que a adolescente relatou à polícia sobre sua família?
R: A adolescente afirmou que a mãe a vendeu para prostituição e que outros irmãos também teriam passado pela mesma situação. O pai seria envolvido com drogas, indicando um contexto familiar totalmente desestruturado.
Como as autoridades estão lidando com a ausência do Conselho Tutelar em ocorrências como essa?
R: A Polícia Militar registrou o caso em boletim de ocorrência e pretende encaminhar relatórios ao Ministério Público, solicitando orientações formais sobre como proceder em situações semelhantes, já que não tem atribuição legal para acolher menores.
O que disse o delegado responsável sobre a atuação do Conselho Tutelar?
R: O delegado Fabiano Moza afirmou que a ausência do Conselho Tutelar não é surpresa, pois já presenciou diversas situações semelhantes em quase 10 anos de plantão. Ele criticou o órgão por não cumprir sua função legal de proteger crianças e adolescentes em risco.
Quais providências podem ser tomadas contra conselheiros tutelares que descumprem suas funções?
R: A legislação municipal prevê que o prefeito pode determinar o afastamento temporário de conselheiros, mediante denúncia fundamentada ou provocação do Ministério Público, até a conclusão das investigações.
A adolescente recebeu algum tipo de acompanhamento após o crime?
R: Devido à ausência do Conselho Tutelar, a adolescente foi acompanhada por um policial durante o depoimento e posteriormente liberada, permanecendo sob acompanhamento policial até novas providências.
O autor do homicídio pode responder por outros crimes além do assassinato?
R: Sim, além do homicídio qualificado, estão sendo analisadas denúncias de violência doméstica e possíveis crimes sexuais envolvendo a adolescente, mas a responsabilização dependerá da análise judicial.
Como a Prefeitura de Cascavel reagiu à repercussão do caso?
R: A Secretaria Municipal de Assistência Social divulgou nota esclarecendo que o Conselho Tutelar é autônomo e que está apurando os fatos. Caso haja descumprimento das funções, a situação poderá ser encaminhada à Corregedoria Municipal.
O que a investigação busca esclarecer com as imagens de segurança coletadas?
R: As imagens devem ajudar a confirmar as versões apresentadas pelo suspeito e pela adolescente, além de identificar todas as pessoas que presenciaram o crime e detalhar a dinâmica da morte de Diego Pereira Monteiro.
Qual foi a reação da população e das autoridades diante do caso?
R: O caso gerou grande repercussão e indignação, especialmente pela brutalidade do crime e pela recusa do Conselho Tutelar em prestar atendimento à adolescente em situação de risco.
O Conselho Tutelar se manifestou oficialmente sobre a recusa de atendimento?
R: O Conselho Tutelar enviou um ofício à Polícia Militar solicitando informações sobre o caso e os envolvidos, mas não justificou publicamente sua ausência no local da ocorrência.
Quais são os próximos passos das investigações sobre o homicídio e a atuação do Conselho Tutelar?
R: A Delegacia de Homicídios segue investigando o crime, enquanto o Ministério Público e a Prefeitura devem apurar a conduta do Conselho Tutelar e do conselheiro plantonista. Um inquérito pode ser instaurado para responsabilização.
Há outros casos recentes de ausência do Conselho Tutelar em Cascavel?
R: Segundo a Polícia Militar e o delegado Fabiano Moza, já ocorreram outras situações semelhantes em que o Conselho Tutelar não compareceu para acolher menores em risco, o que motivou a elaboração de relatórios para as autoridades competentes.

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