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“Já que o município não está dando conta”: Fão do Bolsonaro e a polêmica dos moradores de rua

O vereador, conhecido por suas declarações controversas, afirmou que os moradores de rua são "vítimas da sociedade", mas também os acusou de "pintar e bordar" e fazer o que querem...

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Por Silmara Santos

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“Já que o município não está dando conta”: Fão do Bolsonaro e a polêmica dos moradores de rua

Em um pronunciamento na Câmara de Vereadores de Cascavel, nesta segunda-feira (28), o vereador Fão do Bolsonaro (PL) voltou a abordar a questão dos moradores de rua na cidade, expressando opiniões polêmicas e gerando debates acalorados. O vereador, conhecido por suas declarações controversas, afirmou que os moradores de rua são “vítimas da sociedade”, mas também os acusou de “pintar e bordar” e fazer o que querem.

Fão criticou duramente as políticas públicas voltadas para essa população, alegando que elas estão contribuindo para o “rombo no orçamento”, e sugeriu que a culpa da atual situação econômica do país recai sobre os moradores de rua e as políticas que os beneficiam.

O vereador fez referência a um vídeo gravado pela Guarda Municipal, onde um homem de 45 anos, morador de rua desde a juventude e usuário de drogas, relata arrecadar entre R$150 e R$200 por dia através de esmolas. Fão argumentou que o homem recusa a ajuda oferecida pelo poder público e critica aqueles que defendem que ele não tem sanidade para fazer escolhas, mas recebe o Bolsa Família.

Em seu discurso, Fão acusou a esquerda de “desgoverno” e criticou os membros do Governo Federal, alegando que nunca trabalharam na iniciativa privada nem geraram empregos. Ele também culpou a esquerda pelo déficit nas contas públicas, acusando-a de incompetência administrativa.

Fão pediu para que as pessoas parem de dar esmolas, alegando que isso alimenta o tráfico de drogas e a criminalidade. Ele defendeu que a assistência social deve ser acompanhada de contrapartidas e criticou a cultura da esmola, afirmando que ela só alimenta a miséria e a dependência química.

O vereador Serginho, ao abordar o tema, destacou a importância de diferenciar os moradores de rua que são criminosos daqueles que são vítimas de circunstâncias infelizes. Ele concordou que é necessário coibir a criminalidade e cuidar dos que merecem ajuda.

Fão, por sua vez, defendeu a necessidade de medidas mais firmes e sugeriu que aqueles que recusam acolhimento, tratamento ou trabalho devem perder o acesso aos benefícios. Ele também criticou aqueles que, em sua opinião, administram sem sanidade ou experiência.

Cidão da Telepar concordou parcialmente com Fão, mas enfatizou a necessidade de ajuda do judiciário e a importância de dar oportunidades para aqueles que entraram no mundo das drogas por circunstâncias fora de seu controle.

Fão concluiu sua fala defendendo que a situação dos moradores de rua em Cascavel está melhorando graças às ações do município. Ele desafiou aqueles que discordam de suas opiniões a adotarem um morador de rua.

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