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Prefeitura de Cascavel decreta situação de emergência após enxurradas de 29 de setembro

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Foto: Reprodução/CGN

Por Fábio Wronski

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A Prefeitura de Cascavel publicou, na manhã deste sábado (10), no Diário Oficial do Município, o decreto que estabelece situação de emergência em áreas afetadas pelas enxurradas do último dia 29 de setembro. O documento, assinado pelo prefeito Renato da Silva, autoriza uma série de medidas para assistência à população, mobilização de órgãos municipais e ações emergenciais de reconstrução.

Segundo o decreto, a forte chuva registrada na noite de 29 de setembro, com precipitação de 56,4 mm em cerca de uma hora e meia, provocou alagamentos, danos em imóveis, vias públicas e forçou o deslocamento de famílias em diversos bairros de Cascavel. O volume elevado de água superou a capacidade de escoamento das redes pluviais, ocasionando enxurradas e impactos socioeconômicos na cidade.

Com a situação de emergência reconhecida, a prefeitura pode mobilizar todos os órgãos municipais sob coordenação da Defesa Civil (COMPDEC), convocar voluntários e realizar campanhas de arrecadação para apoiar as famílias atingidas. O decreto também autoriza, em casos de risco iminente, a entrada em residências para prestar socorro, o uso de propriedades particulares e o início de processos de desapropriação de imóveis em áreas consideradas de risco, com previsão de indenização aos proprietários.

Além disso, a medida permite a dispensa de licitação para contratos de aquisição de bens, serviços e obras diretamente ligados à resposta ao desastre, desde que sejam concluídos em até 180 dias, prazo de vigência do decreto.

A prefeitura reforça que todas as ações serão coordenadas pela Defesa Civil municipal e que o agente público que se omitir de suas obrigações poderá ser responsabilizado. O decreto entra em vigor na data de sua publicação e vale por 180 dias.

Resumo do que aconteceu

O que aconteceu em Cascavel na noite de 29 de setembro de 2026?
R: Na noite de 29 de setembro de 2026, Cascavel foi atingida por um forte temporal que provocou alagamentos, quedas de árvores, destelhamentos, danos em imóveis, desmoronamento de asfalto e deixou milhares de unidades consumidoras sem energia elétrica em diferentes bairros da cidade.
Quais foram as principais áreas e bairros afetados pelo temporal em Cascavel?
R: Os bairros mais afetados incluíram Floresta, Brasília, Morumbi, Interlagos, Conjunto Melissa, Lago Azul, Brasmadeira, Tropical, Clarito, Cancelli, Bela Vista, Loteamento Recanto dos Pássaros e áreas próximas ao Lago Municipal.
Quais foram os impactos mais graves registrados durante o temporal?
R: Os impactos mais graves incluíram alagamentos de casas e ruas, desabamento de muros e paredes, queda de árvores sobre residências e vias, danos em unidades de saúde como a UPA Brasília, destruição de móveis e pertences de famílias, além de interrupção no fornecimento de energia elétrica para mais de 1.800 consumidores.
Houve vítimas ou feridos em decorrência do temporal?
R: Apesar dos prejuízos materiais significativos e dos danos em residências e estruturas públicas, não foram registradas informações sobre pessoas feridas em decorrência do temporal até o momento.
Qual foi o volume de chuva registrado em Cascavel durante o temporal?
R: O Simepar registrou volumes de chuva entre 53 e 77 milímetros na cidade, com cerca de 56 milímetros caindo em aproximadamente uma hora e meia, o que contribuiu para a gravidade dos alagamentos e danos.
Como as autoridades e órgãos públicos responderam à situação?
R: A Prefeitura de Cascavel, sob coordenação do prefeito em exercício Tiago Almeida, mobilizou uma força-tarefa com equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Obras, Assistência Social e engenheiros para avaliar danos, atender moradores afetados e iniciar reparos emergenciais. Telhas começaram a ser distribuídas para famílias que tiveram casas destelhadas.
Quais serviços públicos foram impactados pelo temporal?
R: A UPA Brasília registrou entrada de água em alguns pontos, inclusive em enfermarias, exigindo realocação temporária de pacientes. Unidades de educação infantil também tiveram problemas, principalmente relacionados a calhas entupidas. Apesar dos danos, nenhum serviço público precisou ser paralisado.
Que tipo de prejuízos as famílias sofreram e há relatos de situações dramáticas?
R: Muitas famílias tiveram móveis, roupas, alimentos e utensílios destruídos pela água. Um caso relatado foi o de uma família venezuelana no bairro Floresta, que perdeu praticamente tudo dentro de casa, incluindo alimentos e móveis, e precisou buscar apoio para enfrentar os dias seguintes.
Quais problemas estruturais foram identificados nas vias e infraestruturas da cidade?
R: Foram registrados desmoronamento de parte do asfalto em ruas como Celso Souza Guerra e Lagoa Rodrigo de Freitas, quedas de muros, alagamentos em vias importantes e danos em galerias pluviais. Em alguns bairros, moradores relataram bocas de lobo entupidas agravando os alagamentos.
Como ficou a situação do fornecimento de energia elétrica após o temporal?
R: O temporal provocou danos à rede elétrica, deixando 1.824 unidades consumidoras sem energia. A Copel mobilizou equipes de manutenção para restabelecer o fornecimento durante a noite e orientou a população a manter distância de fios rompidos ou estruturas danificadas.
Há previsão de novos temporais ou riscos para os próximos dias em Cascavel?
R: Sim, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja de tempestade para Cascavel e região, válido até 23h59 do dia 30 de setembro de 2026, com previsão de chuvas intensas, ventos fortes, possibilidade de granizo e novos alagamentos.
Quais recomendações foram feitas às pessoas afetadas ou em áreas de risco?
R: A orientação é evitar áreas alagadas, não se abrigar sob árvores durante ventos fortes, desligar aparelhos elétricos em caso de tempestade, manter atenção redobrada ao trafegar por vias danificadas, e acionar a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193) em situações de emergência.
O que está sendo feito para apoiar as famílias que perderam seus bens?
R: A Defesa Civil iniciou a distribuição de telhas para famílias que tiveram casas destelhadas e segue realizando atendimentos e levantamentos dos estragos para identificar as principais demandas e oferecer resposta inicial. Famílias podem buscar auxílio entrando em contato com a Defesa Civil.
Quais fatores contribuíram para a gravidade dos alagamentos e danos registrados?
R: A gravidade foi causada pelo grande volume de chuva em curto período, possíveis falhas ou entupimentos em galerias pluviais e bocas de lobo, inclinação acentuada de algumas ruas e intensidade dos ventos, além da formação de um ciclone extratropical que intensificou o sistema de chuvas.
Quais as consequências imediatas para o trânsito e circulação na cidade?
R: Várias vias ficaram alagadas ou intransitáveis devido à água e lama, houve bloqueios preventivos em áreas com risco de desmoronamento de asfalto, e quedas de árvores e muros também prejudicaram a circulação de veículos e pedestres em diferentes bairros.
Como a população pode acompanhar informações e solicitar ajuda em caso de novos problemas?
R: Moradores podem acompanhar informações pelos canais oficiais da Prefeitura, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. Em caso de necessidade, devem ligar para a Defesa Civil (199) ou Corpo de Bombeiros (193).

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