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Cascavel tem alerta de tempestade nesta quarta-feira (30)

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Foto: Reprodução/CGN

Por Redação CGN

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Após uma noite marcada por forte chuva, alagamentos de casas e transtornos em diferentes bairros, Cascavel permanece sob alerta de tempestade nesta quarta-feira (30). O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou a cidade e outras áreas do Oeste do Paraná em aviso laranja, classificado como “perigo”.

O alerta começou à 0h e permanece válido até as 23h59 desta quarta-feira.

Segundo o Inmet, podem ocorrer chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora ou acumulados de 50 a 100 milímetros ao longo do dia. Também são previstas rajadas de vento entre 60 e 100 km/h, além da possibilidade de queda de granizo.

Cascavel e Oeste do Paraná estão na área de alerta

O mapa divulgado pelo Inmet coloca Cascavel dentro da área abrangida pelo aviso. Entre as regiões relacionadas pelo instituto também está o Oeste Paranaense.

O órgão aponta risco de interrupção no fornecimento de energia elétrica, danos em plantações, queda de árvores e alagamentos durante a ocorrência das tempestades.

A previsão divulgada pelo Inmet para esta quarta-feira indica tempo chuvoso no Paraná, com ocorrência de trovoadas. O estado e o norte de Santa Catarina estão sob aviso laranja para tempestades.

A instabilidade está relacionada à formação de um ciclone extratropical e à passagem de uma frente fria. Segundo o instituto, apesar de o ciclone se afastar progressivamente do Brasil enquanto se intensifica, o sistema contribui para o avanço da frente fria e para condições de chuva, trovoadas, rajadas de vento e possibilidade de granizo no Paraná.

Alagamentos marcaram a noite de terça-feira

O novo alerta ocorre depois de Cascavel registrar diversos transtornos durante a forte chuva da noite de terça-feira (29).

Ao longo da noite, moradores procuraram a CGN e encaminharam vídeos mostrando casas alagadas, ruas tomadas pela água e lama e dificuldades no trânsito em diferentes regiões da cidade.

Entre os locais com ocorrências relatadas estão os bairros Clarito, Cancelli, Bela Vista e Floresta, além da Rua Arapongas e de um trecho da Rua Jacarezinho próximo ao Lago Municipal.

Com a previsão de novas instabilidades, o Inmet orienta que, em caso de rajadas de vento, as pessoas não se abriguem debaixo de árvores e não estacionem veículos próximos a torres de transmissão e placas de publicidade. O instituto também recomenda, se possível, desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia.

Em situações de emergência, a orientação é procurar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Resumo do que aconteceu

O que aconteceu em Cascavel na noite de 29 de setembro de 2026?
R: Na noite de 29 de setembro de 2026, Cascavel, no Oeste do Paraná, foi atingida por um forte temporal que provocou chuvas intensas, alagamentos, quedas de árvores, destelhamentos, danos em residências, ruas e estabelecimentos, além de deixar mais de 1.800 unidades consumidoras sem energia elétrica.
Quais foram os bairros mais afetados pelo temporal em Cascavel?
R: Os bairros mais afetados foram Floresta, Brasília, Morumbi, Interlagos, Melissa, Brasmadeira, Lago Azul, Tropical, Recanto dos Pássaros e Cancelli, além de registros relevantes na Rua Jacarezinho, Rua Itália e Rua Bem-te-vi.
Qual foi o volume de chuva registrado e em quanto tempo ele caiu?
R: Segundo o Simepar, Cascavel registrou um acumulado de 77 milímetros de chuva entre a noite do dia 29 e a madrugada do dia 30 de setembro de 2026, sendo que 53,2 milímetros caíram até as 21h30, com grande parte desse volume concentrado em pouco mais de uma hora.
Quais tipos de danos e transtornos o temporal causou na cidade?
R: O temporal causou alagamentos em ruas e residências, quedas de árvores e galhos sobre vias e imóveis, destelhamentos, desabamento de muros, danos a veículos, invasão de água e lama em casas, danos em unidades de saúde e escolas, além de comprometer o fornecimento de energia elétrica.
Houve vítimas ou feridos em decorrência do temporal?
R: Até o momento das últimas informações, não há registro de pessoas feridas em decorrência do temporal, embora tenham ocorrido situações de risco e relatos de moradores que precisaram ser socorridos.
Quais órgãos foram mobilizados para atender as ocorrências durante o temporal?
R: Equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Copel foram mobilizadas para atender ocorrências de alagamentos, quedas de árvores, danos estruturais e restabelecimento do fornecimento de energia elétrica.
Como o sistema elétrico da cidade foi afetado pela chuva?
R: O temporal provocou danos ao sistema elétrico, deixando 1.824 unidades consumidoras sem energia elétrica. A Copel mobilizou equipes para realizar reparos e restabelecer o fornecimento, que foi interrompido por queda de galhos, árvores e rompimento de cabos.
Quais estabelecimentos públicos sofreram danos com a chuva?
R: A UPA Brasília registrou entrada de água em alguns pontos, inclusive em enfermaria, exigindo a realocação temporária de pacientes. O CEEP Pedro Boaretto Neto teve as escadarias transformadas em correnteza pela enxurrada.
Quais problemas de infraestrutura urbana foram identificados durante o temporal?
R: Foram relatados entupimentos de bocas de lobo, insuficiência do sistema de drenagem, pavimentação danificada em vias como a Rua Celso Souza Guerra e problemas em tubulações de esgoto, especialmente após intervenções recentes.
Como os moradores reagiram e quais dificuldades enfrentaram durante o temporal?
R: Moradores enfrentaram dificuldades para retirar água das casas, relataram perdas materiais, precisaram sair às pressas de residências alagadas e buscaram ajuda de vizinhos e órgãos públicos. Alguns desabafaram sobre a recorrência dos problemas e pediram soluções para a drenagem urbana.
Há relatos de prejuízos materiais significativos para as famílias atingidas?
R: Sim, diversos moradores relataram prejuízos materiais, incluindo móveis, eletrodomésticos, paredes e estruturas das casas destruídas, além de danos em veículos e estabelecimentos comerciais.
O que provocou os alagamentos e a gravidade dos estragos em alguns bairros?
R: Os alagamentos e estragos foram provocados pelo grande volume de chuva em curto período, agravados por problemas de drenagem, bocas de lobo entupidas, intervenções em tubulações e insuficiência do sistema de escoamento das águas pluviais.
Houve algum caso de veículo arrastado pela força da água?
R: Sim, na Rua Ataulfo Alves, esquina com a Rua Maracaí, um carro foi arrastado pela enxurrada durante o temporal.
Como ficou a situação do trânsito e da mobilidade urbana após a chuva?
R: O trânsito foi prejudicado por ruas alagadas, lama acumulada, quedas de árvores e danos no asfalto, dificultando a circulação de veículos e pedestres em vários pontos da cidade.
Quais orientações foram dadas às pessoas após o temporal?
R: As autoridades orientaram que moradores evitem áreas alagadas, não atravessem pontos com correnteza, mantenham distância de fios rompidos e fiquem atentos a novas chuvas, especialmente em áreas de risco.
O que os moradores reivindicam das autoridades após o temporal?
R: Moradores reivindicam melhorias no sistema de drenagem, manutenção e desobstrução de bocas de lobo, soluções para alagamentos recorrentes e assistência para reconstrução dos imóveis danificados.
Quais foram as consequências imediatas e os desdobramentos após o temporal?
R: As consequências imediatas foram prejuízos materiais, interrupção de energia, realocação de pacientes em unidades de saúde, mobilização de equipes de emergência e início do levantamento dos danos. A população segue em alerta para novas chuvas, e autoridades avaliam medidas para evitar novos transtornos.

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