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Água subiu até metade do fogão: Família venezuelana perde tudo após temporal

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Água subiu até metade do fogão: Família venezuelana perde tudo após temporal

Por Isabella Chiaradia

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Uma família de venezuelanos viveu momentos de desespero durante a forte chuva registrada na noite de terça-feira (29), em Cascavel. Moradores da Avenida Sabiá, no bairro Floresta, na região Norte da cidade, eles tiveram a casa completamente invadida pela água e contabilizam grandes prejuízos após o temporal.

Daniel Ortega contou que estava na cozinha quando percebeu que a situação havia se agravado. Ao abrir a porta da residência, uma grande quantidade de água entrou de uma só vez no imóvel. A força da enxurrada foi suficiente para fazer a geladeira flutuar e arrastar objetos que estavam dentro da casa.

“Quando eu abri, passou a avalanche de água. Tomou o portão, tudo, tudo se inundou. A geladeira ficou flutuando, o cilindro de gás, todas as camas, os alimentos ficaram submergidos na água”, relatou Daniel.

A água chegou aproximadamente à metade do fogão e atingiu praticamente todos os cômodos. Roupas, calçados, alimentos, móveis e utensílios domésticos foram danificados. Segundo a família, praticamente tudo o que estava no interior da residência acabou molhado ou perdido.

No momento da chuva, cerca de oito pessoas estavam na casa, incluindo crianças e uma mulher grávida. Outra integrante da família havia acabado de dar à luz e permanecia internada no hospital, não tendo retornado para casa quando a enxurrada atingiu o imóvel.

“Estava a minha mulher, ela estava grávida. E a esposa de um sobrinho dela estava no hospital, porque havia dado à luz e ainda não tinha chegado em casa quando aconteceu a chuva”, explicou Daniel.

Wuili Crspos também relatou os momentos de tensão provocados pela entrada da água. Segundo ele, a família estava reunida com as crianças quando percebeu a enxurrada chegando rapidamente à residência.

“Vimos essa chuva que vinha, entrou para dentro e chegou a geladeira, chegou tudo isso. Perdemos roupa, perdemos cozinha, tudo”, contou.

Apesar dos prejuízos, a família destaca que ninguém ficou ferido. A preocupação agora é com a limpeza da residência e com a necessidade de recuperar o que foi perdido. Depois de retirar a água e a lama, os moradores também precisam encontrar uma forma de substituir móveis, roupas, alimentos e outros itens destruídos.

Daniel contou que a família vive em Cascavel há aproximadamente dois anos e que, diante da situação, terá que buscar alternativas para conseguir retomar a rotina.

“Perdeu tudo. A roupa, os tênis, tudo, sandália, tudo se inundou”, lamentou.

Enquanto os adultos trabalham na limpeza da casa e tentam avaliar os prejuízos, a família também busca apoio para enfrentar os próximos dias, principalmente diante da presença de crianças e de uma gestante no imóvel.

Resumo do que aconteceu

O que aconteceu em Cascavel na noite de 29 de setembro de 2026?
R: Na noite de 29 de setembro de 2026, Cascavel foi atingida por um forte temporal com chuva intensa, ventos fortes e descargas atmosféricas, provocando alagamentos, destelhamentos, quedas de árvores, danos em imóveis e interrupção no fornecimento de energia elétrica em diversos bairros da cidade.
Qual foi o volume de chuva registrado durante o temporal?
R: De acordo com o Simepar, foram registrados entre 53 e 77 milímetros de chuva em Cascavel entre a noite de 29 e a madrugada de 30 de setembro de 2026, com o ápice por volta das 22h do dia 29.
Quais bairros e regiões foram mais afetados pelo temporal?
R: Os bairros mais afetados incluem Floresta, Brasília, Morumbi, Interlagos, Conjunto Melissa, Brasmadeira, Clarito, Cancelli, Bela Vista, Tropical, além de regiões como o Loteamento Recanto dos Pássaros e ruas próximas ao Lago Municipal.
Que tipos de danos foram registrados na cidade?
R: Foram registrados alagamentos de casas e ruas, quedas de árvores e galhos, destelhamentos, danos em vias públicas, muros e paredes de construções derrubados, problemas em galerias pluviais, danos em unidades públicas como UPA e CMEIs, além de interrupção no fornecimento de energia elétrica.
Houve prejuízos significativos para famílias residentes em Cascavel?
R: Sim, muitas famílias perderam móveis, roupas, alimentos e outros pertences devido à invasão de água em suas residências. Em alguns casos, como o de uma família venezuelana no bairro Floresta, praticamente tudo foi perdido, mas não houve feridos.
Há relatos de pessoas feridas ou vítimas fatais em decorrência do temporal?
R: Até o momento, não há informações sobre pessoas feridas ou vítimas fatais em decorrência do temporal, apesar dos prejuízos materiais.
Como a administração municipal e os órgãos de emergência responderam ao desastre?
R: A Prefeitura de Cascavel, sob comando do prefeito em exercício Tiago Almeida, mobilizou uma força-tarefa envolvendo Defesa Civil, Secretaria de Obras, Assistência Social e engenheiros, para avaliar danos e prestar atendimento imediato às famílias afetadas. O Corpo de Bombeiros também atuou em ocorrências de quedas de árvores e alagamentos.
Quais medidas emergenciais foram tomadas para ajudar os atingidos?
R: A Defesa Civil iniciou a distribuição de telhas para famílias que tiveram casas destelhadas e segue realizando atendimentos e levantamentos dos estragos. Equipes de limpeza e manutenção foram acionadas para desobstruir vias e restabelecer serviços essenciais.
Quais setores públicos foram impactados pelo temporal?
R: Setores públicos afetados incluem a UPA Brasília, que teve entrada de água em enfermarias, e unidades de educação infantil (CMEIs), que também registraram problemas. Apesar dos danos, nenhum serviço público precisou ser paralisado.
O fornecimento de energia elétrica foi afetado?
R: Sim, a Copel informou que 1.824 unidades consumidoras ficaram sem energia elétrica devido a danos causados pelo temporal, como queda de árvores e galhos sobre a rede. Equipes de manutenção foram mobilizadas para restabelecer o serviço.
Quais fatores contribuíram para a gravidade dos alagamentos?
R: Além do volume excepcional de chuva em pouco tempo, problemas como bocas de lobo entupidas, inclinação de ruas e possíveis falhas na rede de galerias pluviais contribuíram para o agravamento dos alagamentos em diversos bairros.
A previsão do tempo indicava risco para Cascavel?
R: Sim, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja de tempestade para Cascavel e região, válido desde a meia-noite até as 23h59 do dia 30 de setembro, prevendo chuvas intensas, ventos fortes e possibilidade de granizo.
Quais orientações foram dadas à população durante e após o temporal?
R: A população foi orientada a evitar áreas alagadas, não se abrigar sob árvores, não estacionar veículos próximos a torres e placas, desligar aparelhos elétricos em caso de tempestade e acionar a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193) em emergências.
O que foi observado em relação à infraestrutura urbana da cidade?
R: Foram observados danos em ruas, galerias pluviais, muros, paredes de construções, além de recorrentes problemas de drenagem urbana em bairros como Melissa e Itália, onde moradores relataram entupimento de bocas de lobo e alagamentos frequentes.
Houve impacto no trânsito e na circulação pela cidade?
R: Sim, diversas ruas ficaram alagadas ou cobertas por lama, muros e árvores caídas, dificultando ou impedindo o tráfego de veículos e pedestres em vários pontos da cidade.
Como está a situação após o temporal e quais são as perspectivas?
R: Na manhã de 30 de setembro, equipes municipais e de emergência continuavam os atendimentos, limpeza e levantamento de prejuízos. A cidade permanece em alerta para novas tempestades, com previsão de mais chuvas e possibilidade de novos transtornos.
Há ações de apoio social para as famílias afetadas?
R: Sim, além da distribuição de telhas, a Assistência Social da Prefeitura está mobilizada para atender as famílias atingidas, especialmente aquelas com crianças, idosos e gestantes, buscando alternativas para recuperação dos bens perdidos.
Quais órgãos podem ser acionados em caso de novas emergências?
R: Em situações de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 e, em casos urgentes, o Corpo de Bombeiros pelo 193.

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