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Cascavel registrou o maior volume de chuva entre as estações listadas pelo Simepar nesta terça-feira (29)

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Imagem referente a Cascavel registrou o maior volume de chuva entre as estações listadas pelo Simepar nesta terça-feira (29)
Foto: Reprodução/CGN

Por Allan Machado

Atualizado em

A chuva registrada ao longo da noite desta terça-feira (29) elevou o acumulado em Cascavel para 53,2 milímetros em pouco mais de uma hora, conforme dados parciais divulgados pelo Simepar. O volume foi o maior entre as estações incluídas na relação apresentada pelo órgão.

Até as 21h30, a estação instalada em Cascavel havia contabilizado os 53,2 mm. O levantamento reúne registros de aproximadamente 10 milímetros ou mais em diferentes pontos do Paraná.

Na sequência, aparecem Capanema, com 50 mm; Cruzeiro do Iguaçu, com 45,6 mm; Nova Prata do Iguaçu, com 42,6 mm; e Japurá, que registrou 40 mm.

Confira os demais volumes informados pelo Simepar:

  • Altônia: 22,8 mm
  • Antonina: 15 mm
  • APPA Antonina: 12,2 mm
  • Assis Chateaubriand: 33,6 mm
  • Campo Mourão: 24,8 mm
  • Distrito de Entre Rios (Guarapuava): 11 mm
  • Fazenda Rio Grande: 13 mm
  • Irati: 14,8 mm
  • Foz do Iguaçu: 39 mm
  • Francisco Beltrão: 26 mm
  • General Carneiro: 25 mm
  • Guaíra: 34,8 mm
  • Lapa: 10,6 mm
  • Maringá: 10,4 mm
  • Marumbi Base: 27 mm
  • Palmas: 22,2 mm
  • Distrito de Horizonte (Palmas): 22,8 mm
  • Santa Maria do Oeste: 27 mm
  • Palotina: 32,2 mm
  • Paranavaí: 10 mm
  • Pato Branco: 24,2 mm
  • Pinhais: 34,2 mm
  • Pinhão: 10,8 mm
  • Santa Helena: 20,4 mm
  • São Miguel do Iguaçu: 26,8 mm
  • Telêmaco Borba: 29,6 mm
  • Toledo: 21,8 mm
  • Umuarama: 27,6 mm
  • União da Vitória: 17,4 mm
  • Mauá da Serra: 28,8 mm
  • Marilândia do Sul: 16,2 mm
  • Morretes (Sanepar): 19,4 mm
  • Medianeira (Sanepar): 27,8 mm
  • Araucária (Sanepar): 14,4 mm
  • Piraquara (Sanepar): 30 mm
  • Goioerê (IAT): 11,2 mm
  • Douradina (IAT): 20,2 mm
  • Araucária (IAT): 18,4 mm
  • Balsa Nova (IAT): 19,6 mm
  • São José dos Pinhais (IAT): 11,8 mm
  • Goioxim (IAT): 25,4 mm
  • Palmital (IAT): 16 mm
  • Iporã (IAT): 13 mm
  • Bom Sucesso do Sul (IAT): 20,2 mm
  • Terra Roxa (IAT): 38 mm
  • Piraquara (IAT): 20,4 mm
  • Diamante do Sul (IAT): 20,2 mm
  • Rio Branco do Ivaí (IAT): 28 mm
  • São Jerônimo da Serra (IAT): 12,4 mm
  • Curitiba – Santa Quitéria (IAT): 18 mm
  • São Jerônimo da Serra (IAT): 15,8 mm
  • Campo Largo (IAT): 12,8 mm
  • Mandirituba (IAT): 13,2 mm
  • Quatro Barras (IAT): 13,6 mm

Os dados são parciais e correspondem às medições realizadas até as 21h30 desta terça-feira (29). Segundo o Simepar, a consolidação dos registros está prevista para a manhã seguinte.

Resumo do que aconteceu

O que aconteceu em Cascavel na noite de 29 de setembro de 2026?
R: Na noite de 29 de setembro de 2026, Cascavel foi atingida por um forte temporal que provocou alagamentos, quedas de árvores, destelhamentos, danos em imóveis, desmoronamento de asfalto e deixou milhares de unidades consumidoras sem energia elétrica em diferentes bairros da cidade.
Quais foram as principais áreas e bairros afetados pelo temporal em Cascavel?
R: Os bairros mais afetados incluíram Floresta, Brasília, Morumbi, Interlagos, Conjunto Melissa, Lago Azul, Brasmadeira, Tropical, Clarito, Cancelli, Bela Vista, Loteamento Recanto dos Pássaros e áreas próximas ao Lago Municipal.
Quais foram os impactos mais graves registrados durante o temporal?
R: Os impactos mais graves incluíram alagamentos de casas e ruas, desabamento de muros e paredes, queda de árvores sobre residências e vias, danos em unidades de saúde como a UPA Brasília, destruição de móveis e pertences de famílias, além de interrupção no fornecimento de energia elétrica para mais de 1.800 consumidores.
Houve vítimas ou feridos em decorrência do temporal?
R: Apesar dos prejuízos materiais significativos e dos danos em residências e estruturas públicas, não foram registradas informações sobre pessoas feridas em decorrência do temporal até o momento.
Qual foi o volume de chuva registrado em Cascavel durante o temporal?
R: O Simepar registrou volumes de chuva entre 53 e 77 milímetros na cidade, com cerca de 56 milímetros caindo em aproximadamente uma hora e meia, o que contribuiu para a gravidade dos alagamentos e danos.
Como as autoridades e órgãos públicos responderam à situação?
R: A Prefeitura de Cascavel, sob coordenação do prefeito em exercício Tiago Almeida, mobilizou uma força-tarefa com equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Obras, Assistência Social e engenheiros para avaliar danos, atender moradores afetados e iniciar reparos emergenciais. Telhas começaram a ser distribuídas para famílias que tiveram casas destelhadas.
Quais serviços públicos foram impactados pelo temporal?
R: A UPA Brasília registrou entrada de água em alguns pontos, inclusive em enfermarias, exigindo realocação temporária de pacientes. Unidades de educação infantil também tiveram problemas, principalmente relacionados a calhas entupidas. Apesar dos danos, nenhum serviço público precisou ser paralisado.
Que tipo de prejuízos as famílias sofreram e há relatos de situações dramáticas?
R: Muitas famílias tiveram móveis, roupas, alimentos e utensílios destruídos pela água. Um caso relatado foi o de uma família venezuelana no bairro Floresta, que perdeu praticamente tudo dentro de casa, incluindo alimentos e móveis, e precisou buscar apoio para enfrentar os dias seguintes.
Quais problemas estruturais foram identificados nas vias e infraestruturas da cidade?
R: Foram registrados desmoronamento de parte do asfalto em ruas como Celso Souza Guerra e Lagoa Rodrigo de Freitas, quedas de muros, alagamentos em vias importantes e danos em galerias pluviais. Em alguns bairros, moradores relataram bocas de lobo entupidas agravando os alagamentos.
Como ficou a situação do fornecimento de energia elétrica após o temporal?
R: O temporal provocou danos à rede elétrica, deixando 1.824 unidades consumidoras sem energia. A Copel mobilizou equipes de manutenção para restabelecer o fornecimento durante a noite e orientou a população a manter distância de fios rompidos ou estruturas danificadas.
Há previsão de novos temporais ou riscos para os próximos dias em Cascavel?
R: Sim, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja de tempestade para Cascavel e região, válido até 23h59 do dia 30 de setembro de 2026, com previsão de chuvas intensas, ventos fortes, possibilidade de granizo e novos alagamentos.
Quais recomendações foram feitas às pessoas afetadas ou em áreas de risco?
R: A orientação é evitar áreas alagadas, não se abrigar sob árvores durante ventos fortes, desligar aparelhos elétricos em caso de tempestade, manter atenção redobrada ao trafegar por vias danificadas, e acionar a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193) em situações de emergência.
O que está sendo feito para apoiar as famílias que perderam seus bens?
R: A Defesa Civil iniciou a distribuição de telhas para famílias que tiveram casas destelhadas e segue realizando atendimentos e levantamentos dos estragos para identificar as principais demandas e oferecer resposta inicial. Famílias podem buscar auxílio entrando em contato com a Defesa Civil.
Quais fatores contribuíram para a gravidade dos alagamentos e danos registrados?
R: A gravidade foi causada pelo grande volume de chuva em curto período, possíveis falhas ou entupimentos em galerias pluviais e bocas de lobo, inclinação acentuada de algumas ruas e intensidade dos ventos, além da formação de um ciclone extratropical que intensificou o sistema de chuvas.
Quais as consequências imediatas para o trânsito e circulação na cidade?
R: Várias vias ficaram alagadas ou intransitáveis devido à água e lama, houve bloqueios preventivos em áreas com risco de desmoronamento de asfalto, e quedas de árvores e muros também prejudicaram a circulação de veículos e pedestres em diferentes bairros.
Como a população pode acompanhar informações e solicitar ajuda em caso de novos problemas?
R: Moradores podem acompanhar informações pelos canais oficiais da Prefeitura, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. Em caso de necessidade, devem ligar para a Defesa Civil (199) ou Corpo de Bombeiros (193).

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