Caso Igor: DH prende suspeito de matar jovem esfaqueado após discussão por celular em Cascavel
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Por Luiz Haab
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A Delegacia de Homicídios (DH) prendeu o suspeito de envolvimento na morte de Igor Luan Santos da Rocha, de 21 anos, assassinado a facadas na madrugada de 1º de agosto, no Bairro Santa Cruz, em Cascavel. A prisão foi confirmada pela polícia nesta quarta-feira (23), mais de 50 dias após o crime.
Igor foi esfaqueado durante uma confusão em uma lanchonete localizada na Rua Potiguaras. Na época, informações apuradas pela CGN indicaram que a discussão teria começado por causa de uma negociação envolvendo um celular.
Conforme os relatos obtidos após a ocorrência, o jovem teria ido até o estabelecimento para cobrar a devolução do aparelho vendido a um comerciante. Durante a discussão, Igor teria dito que entraria no local para agredir o homem. Ao acessar o imóvel, acabou sendo atingido por uma facada no tórax.
O delegado Fabiano Mozza detalhou a prisão do investigado.
Segundo Mozza, ele foi localizado em Toledo após cerca de uma semana de diligências realizadas pela equipe da DH. Ele foi encontrado em via pública, em frente a uma residência, e recebeu voz de prisão. A Polícia Civil já tinha conhecimento de que o suspeito possuía familiares na cidade e, por isso, as buscas foram realizadas tanto em Cascavel quanto em Toledo.
Ainda conforme Mozza, o investigado havia se apresentado anteriormente à polícia acompanhado de um advogado e, durante o interrogatório, confessou ter praticado o golpe, mas alegou legítima defesa.
Investigado já havia sido preso em outro caso
Durante a entrevista, Fabiano Mozza também revelou que o homem preso nesta quarta-feira já era conhecido das autoridades. No ano passado, ele teria se envolvido em uma ocorrência na qual um morador de rua foi atingido por um disparo de arma de fogo na perna.
Na ocasião, houve prisão relacionada ao caso, que posteriormente teve outra tipificação. O delegado destacou que o episódio anterior também envolvia violência e que agora o investigado volta a responder por uma ocorrência de grande gravidade.
Inquérito deve ser concluído em até 10 dias
Com o suspeito preso, o inquérito policial passa a tramitar com o investigado sob custódia. De acordo com o delegado, a Polícia Civil terá 10 dias para finalizar a investigação e encaminhar o procedimento ao Ministério Público, que deverá analisar os elementos reunidos e decidir sobre o oferecimento da denúncia.
Mozza afirmou ainda que o homicídio foi qualificado pela investigação em razão das circunstâncias apontadas no caso, incluindo o motivo considerado fútil e a ausência de possibilidade de defesa da vítima.
“Agora a nossa intenção é levá-lo a júri popular e que seja condenado pelo crime que foi até agora tipificado, que é homicídio qualificado”, afirmou Fabiano Mozza.