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Um mês após morte de Igor, defesa traz detalhes do inquérito e investigação entra na reta final

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Foto: Reprodução/CGN

Por Luiz Haab

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Na madrugada de 1º de agosto, uma discussão que começou dentro e nos arredores de uma lanchonete na Rua Potiguaras, no Bairro Santa Cruz, em Cascavel, terminou com a morte de Igor Luan Santos da Rocha, de 21 anos. Um mês depois, além da dor da família, o caso ganhou um novo capítulo: a defesa do homem apontado como responsável pela facada divulgou uma nota e apresentou uma versão diferente para o que aconteceu naquela noite.

O documento, assinado pelo advogado Alessandro Rosseto, afirma que Lucas dos Santos não fugiu da Justiça e que deixou o local logo depois da briga por medo de represálias. Segundo a defesa, ele teria procurado um advogado já na segunda-feira seguinte ao crime e, posteriormente, se apresentado à autoridade policial na data marcada para prestar depoimento.

A manifestação ocorre depois de a família de Igor procurar a CGN para relatar que, 30 dias após a morte, o homem apontado pela mãe como responsável pelo golpe continuava em liberdade e circulando pela região. Eliane Santos afirmou que o sofrimento aumentava porque, segundo ela, o investigado continuava trabalhando no mesmo local onde o filho foi atingido e mantinha uma rotina próxima à família.

Agora, a defesa contesta a forma como a história vinha sendo apresentada e sustenta que a sequência dos acontecimentos foi diferente.

O que aconteceu naquela madrugada

As primeiras informações levantadas no local apontavam que a confusão teria começado por causa de um telefone celular. Igor teria ido até uma lanchonete para tratar de uma negociação envolvendo o aparelho.

Na ocasião, segundo os relatos obtidos pela reportagem, ele teria dito que entraria no estabelecimento para agredir um homem. Ao entrar no imóvel, acabou atingido por uma facada no tórax.

Igor recebeu atendimento do Siate, com apoio do médico de área. Inicialmente, estava consciente e apresentava quadro considerado estável, mas sofreu uma piora durante o deslocamento para o Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP). Apesar dos esforços da equipe médica, ele morreu em decorrência do ferimento.

Desde as primeiras horas após o crime, o homem apontado como autor da facada já havia sido identificado, mas deixou o local antes da chegada da Polícia Militar.

Defesa afirma que houve agressão antes da facada

A versão apresentada agora pelo advogado acrescenta elementos que não constavam nas primeiras informações divulgadas sobre o caso.

De acordo com a nota, Igor teria estado anteriormente no estabelecimento oferecendo um telefone celular para venda. Conforme a defesa, naquele momento teria sido informado de que o comércio não trabalhava dessa forma.

Mais tarde, ainda segundo o documento, Igor teria retornado ao local acompanhado da mãe e da irmã. A defesa afirma que ele estava alterado e passou a cobrar pelo aparelho, recebendo como resposta que nenhum celular havia ficado no estabelecimento.

O advogado sustenta que, durante a discussão, Igor teria ameaçado as pessoas que estavam trabalhando no trailer e dito que entraria no estabelecimento para “dar pipoco” em todos, dando a entender que estaria armado.

Segundo essa versão, Lucas teria saído do trailer para conversar com Igor e foi atingido primeiro por um soco. A defesa afirma que começou então uma briga envolvendo também um funcionário do comércio e que, diante da dúvida sobre Igor estar ou não armado, Lucas teria utilizado uma arma branca para interromper a agressão.

A nota sustenta ainda que o golpe não teria sido profundo e que teria ocorrido como forma de defesa. A defesa cita o laudo cadavérico e também um exame de corpo de delito feito em Lucas, que, segundo o advogado, registra lesões sofridas pelo investigado.
Essa é a versão apresentada pela defesa e ainda deverá ser confrontada com os demais elementos reunidos na investigação.

Mãe diz que viu o filho ser atingido

Do outro lado da história está Eliane Santos. A mãe afirma que presenciou o momento em que Igor foi atingido e que o filho morreu diante dela e do irmão mais novo, de 11 anos.

Para a família, a passagem dos dias não trouxe respostas suficientes. Ao completar um mês da morte, Eliane procurou a CGN para questionar por que o homem que ela aponta como responsável ainda não havia sido preso.

A mãe também relatou que o investigado continuaria frequentando a mesma região, trabalhando no estabelecimento onde ocorreu o crime e passando próximo à residência da família. A situação, segundo ela, tornaria ainda mais difícil conviver diariamente com a ausência de Igor.

A manifestação da família, entretanto, representa uma perspectiva sobre o caso. A responsabilidade criminal ainda depende da apuração das circunstâncias e da análise das provas pelas autoridades competentes.

Investigação reuniu imagens, testemunhos e perícias

Segundo a defesa, o local onde ocorreu a briga possui câmeras de segurança e as imagens já foram incorporadas ao inquérito policial.

O documento também informa que testemunhas foram ouvidas, informantes foram interrogados e que Lucas prestou depoimento à Polícia Civil, apresentando sua versão sobre o episódio. Laudos periciais também teriam sido anexados ao procedimento.

A defesa afirma ainda que Lucas nunca esteve foragido e que permanece à disposição da Justiça e das autoridades responsáveis pelo caso.
O advogado também rejeita afirmações de que o local seria ponto de tráfico de drogas ou estaria relacionado a outras ilicitudes. Segundo a nota, trata-se de um comércio legalizado de lanches e bebidas. A defesa afirma que medidas legais poderão ser tomadas contra o que considera informações inverídicas.

Polícia Civil diz que caso está próximo do desfecho

Enquanto as versões são analisadas, a investigação continua sob responsabilidade da Polícia Civil.

Em conversa informal com a CGN nesta quarta-feira (2), o delegado responsável pelo caso afirmou que a apuração está aproximadamente 90% elucidada. Segundo ele, os policiais trabalham para concluir os procedimentos e o desfecho da investigação deverá ocorrer em breve.

A declaração não representa, por si só, uma conclusão oficial sobre a responsabilidade criminal de Lucas, mas indica que a investigação estaria em fase avançada.

O próximo passo deverá depender da conclusão do inquérito e da análise do Ministério Público. A partir dos elementos reunidos, as autoridades poderão definir os encaminhamentos jurídicos cabíveis.

Duas versões para uma mesma noite

A morte de Igor deixou uma família tentando reconstruir a vida sem o jovem de 21 anos. Ao mesmo tempo, o homem apontado como responsável pela facada afirma, por meio da defesa, que não agiu para matar, mas para se defender de uma agressão.

A nota divulgada nesta quinta-feira reforça que a defesa pretende discutir a dinâmica do confronto com base nas provas reunidas no inquérito e no princípio do contraditório e da ampla defesa. O advogado afirma que a Justiça deverá analisar as provas antes de qualquer conclusão definitiva e menciona, inclusive, a possibilidade de o caso ser submetido ao Tribunal do Júri, se esse for o encaminhamento adotado pelas autoridades.

Assim, pouco mais de um mês depois daquela madrugada, a história ainda não terminou. De um lado, uma mãe que espera por justiça pela morte do filho. Do outro, um investigado que, por meio do advogado, apresenta uma versão de legítima defesa e afirma estar colaborando com a investigação.

Agora, caberá às provas, à Polícia Civil, ao Ministério Público e, posteriormente, à Justiça definir o que de fato aconteceu naquela noite e qual será a responsabilidade de cada envolvido.

Resumo do que aconteceu

O que aconteceu com Igor Luan Santos da Rocha em Cascavel?
R: Igor Luan Santos da Rocha, de 21 anos, foi morto a facadas na madrugada de 1º de agosto de 2026, durante uma confusão em uma lanchonete na Rua Potiguaras, no Bairro Santa Cruz, em Cascavel.
Qual foi o motivo da discussão que resultou na morte de Igor?
R: A discussão que levou à morte de Igor teria começado por causa de uma negociação envolvendo um celular. O vendedor do aparelho foi até a lanchonete cobrar a devolução do telefone vendido a um comerciante, o que gerou o conflito.
Como ocorreu o crime e quem estava presente?
R: Segundo relatos, Igor teria dito que entraria na lanchonete para agredir o homem com quem discutia. Ao entrar no estabelecimento, foi atingido por uma facada no tórax. A mãe de Igor, Eliane Santos, e o irmão mais novo, de 11 anos, presenciaram o momento do ataque.
Como foi o atendimento médico a Igor após o esfaqueamento?
R: O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) foi acionado e, com apoio do médico de área, prestou os primeiros socorros. Igor estava consciente inicialmente, mas apresentou piora durante o transporte ao Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), onde não resistiu à gravidade do ferimento e morreu.
O suspeito do crime foi identificado e qual é sua situação?
R: O suspeito de ter esfaqueado Igor foi identificado pela Polícia Civil de Cascavel logo após o crime. Inicialmente, ele estava foragido, mas um mês depois, segundo relatos da mãe da vítima, ele seguia em liberdade, vivendo e trabalhando normalmente na região onde ocorreu o crime.
A Polícia já prendeu o suspeito da morte de Igor?
R: Até 1º de setembro de 2026, data da última atualização das notícias, o homem apontado como autor da facada seguia solto e não havia sido preso.
Como a família da vítima está lidando com a situação?
R: A família de Igor, especialmente a mãe Eliane Santos, manifesta grande sofrimento pela ausência de respostas das autoridades e pelo fato de o suspeito continuar circulando normalmente pela região, inclusive trabalhando na mesma lanchonete onde ocorreu o crime.
O que diz a Polícia Civil sobre o andamento da investigação?
R: A Polícia Civil de Cascavel informou que instaurou um inquérito policial para apurar o homicídio e que as investigações prosseguem para esclarecer totalmente os fatos. Devido ao sigilo das diligências, outras informações não foram divulgadas.
Por que o caso ganhou destaque e repercussão local?
R: O caso ganhou destaque pela gravidade do crime, pela comoção da família, pelo fato de a vítima ter morrido diante da mãe e do irmão menor, e pela indignação com a permanência do suspeito em liberdade um mês após o homicídio.
Quais são os próximos passos aguardados pela família e pela comunidade?
R: A família aguarda respostas sobre o andamento da investigação, a responsabilização do suspeito e esclarecimentos sobre as circunstâncias exatas da morte de Igor. O caso segue sob investigação pelas autoridades competentes.

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