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“Essa discussão não pode acontecer”: Felipe Barros critica gestão de recursos da Sanepar em meio falta de água

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“Essa discussão não pode acontecer”: Felipe Barros critica gestão de recursos da Sanepar em meio falta de água

Por Luiz Haab

Atualizado em

As constantes reclamações de falta de água em Cascavel entraram no debate eleitoral nesta quarta-feira (2), durante entrevista do jornalista Luiz Haab com o candidato ao Senado Felipe Barros, do PL, no Estúdio CGN.

Questionado sobre os problemas recorrentes no abastecimento de água em diferentes regiões da cidade, Barros defendeu uma mudança na forma como os recursos da Sanepar são direcionados e afirmou que os investimentos precisam ser prioridade para garantir melhorias no serviço prestado à população.

O candidato reconheceu a importância dos funcionários da companhia, mas fez críticas à condução de questões relacionadas aos recursos obtidos pela empresa.

“Uma empresa pública tem que prezar pelo interesse público”, afirmou.

Barros citou uma disputa judicial envolvendo a Sanepar e mencionou uma decisão relacionada à destinação de valores obtidos pela companhia. Segundo o candidato, houve uma discussão sobre a possibilidade de esses recursos serem destinados à participação nos lucros, enquanto outra decisão determinou que o dinheiro fosse revertido para investimentos e para a população paranaense.

Para ele, a prioridade deve ser justamente ampliar a estrutura e melhorar o serviço oferecido aos consumidores.

“Esse tipo de discussão não pode acontecer”, declarou.

O candidato defendeu que os recursos da companhia sejam utilizados para ampliar investimentos em abastecimento de água e saneamento básico, especialmente diante das reclamações registradas em municípios paranaenses.

“O recurso da Sanepar é para trazer investimentos e melhorias no serviço da Sanepar”, afirmou.

Durante a entrevista, Luiz Haab lembrou que as reclamações em Cascavel são frequentes e envolvem desde moradores individuais até prédios e condomínios inteiros que passam horas sem abastecimento.

Em alguns casos, conforme relatado na entrevista, o fornecimento chega a ser restabelecido durante o dia e volta a ser interrompido poucas horas depois, aumentando a insatisfação dos moradores.

Barros afirmou que um senador pode atuar politicamente na cobrança por investimentos e na fiscalização das ações do governo estadual e da companhia.

O candidato também vinculou sua proposta a uma eventual atuação conjunta com o governador Sérgio Moro, afirmando que pretende cobrar melhorias caso seja eleito para o Senado.

“Você pode ter certeza que eu, como senador, junto com o governador Sérgio Moro, esse tipo de discussão nem vai se iniciar”, declarou.

Na avaliação apresentada pelo candidato, a população não pode ser colocada em segundo plano quando estão em jogo recursos de uma empresa pública responsável por um serviço essencial.

A fala ocorre em meio a uma série de reclamações sobre interrupções no abastecimento em Cascavel e coloca o serviço de água e saneamento entre as pautas que Felipe Barros pretende levar para o debate eleitoral.

Para o candidato, a prioridade deve ser direta: utilizar os recursos para ampliar investimentos, melhorar a estrutura e garantir que o serviço chegue de forma adequada ao consumidor.

“É o consumidor final do produto da Sanepar, que é o serviço de água e saneamento básico”, afirmou.

Resumo do que aconteceu

O que motivou as recentes críticas de Felipe Barros à Copel em Cascavel?
R: Felipe Barros, candidato ao Senado pelo PL, criticou fortemente a Copel devido aos frequentes apagões e problemas no fornecimento de energia em Cascavel e região, alegando que a qualidade do serviço piorou após a privatização da companhia.
Quando e onde Felipe Barros fez as declarações sobre a Copel e a infraestrutura do Paraná?
R: As declarações foram feitas em entrevista ao jornalista Luiz Haab, no Estúdio CGN, em Cascavel, no dia 2 de setembro de 2026.
Quais problemas de energia foram relatados por moradores e produtores rurais em Cascavel?
R: Moradores de diferentes bairros e produtores rurais relataram interrupções recorrentes no fornecimento de energia elétrica, o que tem causado prejuízos em atividades como produção de leite, criação de aves, peixes e outras estruturas produtivas.
Que prejuízos econômicos foram citados como consequência dos apagões?
R: Felipe Barros relatou o caso de um produtor de tilápia da região de Tupãssi e Toledo que teria perdido toda a produção, resultando em um prejuízo de R$ 6 milhões devido à falta de energia. Ele também mencionou perdas industriais, afirmando que, em 2025, quedas de energia teriam provocado até 60 dias de paralisação nas atividades industriais em Ponta Grossa.
Como Felipe Barros avalia a Copel antes e depois da privatização?
R: Segundo Felipe Barros, antes da privatização, a Copel era considerada uma das melhores companhias de energia elétrica do Brasil, mas após ser vendida, teria se tornado uma das piores em termos de qualidade de atendimento e distribuição de energia.
Qual o papel da ANEEL segundo Felipe Barros no contexto dos problemas com a Copel?
R: Felipe Barros criticou a atuação da ANEEL, agência responsável pela regulação e fiscalização do setor elétrico, afirmando que o órgão precisa ser pressionado para cobrar melhores resultados da Copel.
Que medidas Felipe Barros promete adotar caso seja eleito senador em relação à Copel e à energia no Paraná?
R: Ele prometeu pressionar a ANEEL, cobrar melhorias da Copel e trabalhar em conjunto com o governador, o Senado e a agência reguladora para buscar soluções para os problemas de fornecimento de energia no Paraná.
Além da questão da energia, que outro tema de infraestrutura Felipe Barros destacou na entrevista?
R: Felipe Barros destacou a falta de duplicação integral da BR-277 como um dos principais entraves para o crescimento do Oeste do Paraná, classificando o problema como uma 'ferida aberta' para a região.
Por que a duplicação da BR-277 é considerada estratégica para o Oeste do Paraná?
R: A duplicação da BR-277 é vista como essencial para o escoamento da produção agrícola, redução de prejuízos aos produtores e melhoria da logística, fatores fundamentais para o desenvolvimento econômico do Oeste do Paraná.
O que Felipe Barros afirma sobre o histórico das concessões de pedágio e obras na BR-277?
R: Ele criticou o histórico das concessões anteriores, alegando que os paranaenses pagaram pedágio durante anos por obras que não foram integralmente entregues e mencionou investigações da Operação Lava Jato sobre o período.
Que ações Felipe Barros propõe para acelerar a duplicação da BR-277 caso seja eleito senador?
R: Ele afirmou que pretende fiscalizar o cumprimento dos contratos, cobrar que as concessionárias executem as obras previstas e levar a cobrança por soluções a Brasília.
Que outro projeto logístico foi citado por Felipe Barros como estratégico para a região?
R: Felipe Barros mencionou a Nova Ferroeste como um projeto estratégico para ampliar a capacidade logística e auxiliar no escoamento da produção agrícola do Oeste do Paraná.
Como Felipe Barros pretende atuar no Senado em relação aos problemas de infraestrutura do Paraná?
R: Ele declarou que pretende assumir o compromisso de buscar soluções para problemas históricos do estado, como a duplicação da BR-277 e os investimentos em logística, defendendo uma mudança de postura para que os projetos saiam da fase de debate e sejam executados.

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