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Felipe Barros chama falta de duplicação da BR-277 de “ferida aberta” e promete cobrar execução

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Felipe Barros chama falta de duplicação da BR-277 de “ferida aberta” e promete cobrar execução

Por Luiz Haab

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A falta de duplicação integral da BR-277 foi classificada como uma “ferida aberta” para o Oeste do Paraná pelo candidato ao Senado Felipe Barros, do PL. Durante entrevista concedida nesta quarta-feira (2) ao jornalista Luiz Haab, no Estúdio CGN, o deputado federal afirmou que a rodovia continua sendo um dos principais entraves para o crescimento da região e defendeu que chegou o momento de transformar em obras os projetos discutidos há anos.

O tema ganhou destaque durante a conversa ao abordar os reflexos da BR-277 e do sistema de pedágio para Cascavel e todo o Oeste paranaense. Segundo o candidato, a região tem papel fundamental na economia estadual e nacional, especialmente pela força das cooperativas, do agronegócio e da produção agrícola, mas enfrenta desafios logísticos para manter o ritmo de crescimento.

Felipe Barros afirmou que o escoamento da produção depende de investimentos em infraestrutura e citou a duplicação da BR-277 como uma das principais necessidades da região.

Para o candidato, a ausência da duplicação integral da rodovia gera prejuízos aos produtores e dificulta o transporte da produção. Ele também lembrou que o Paraná voltou a discutir investimentos nas estradas após a nova concessão do sistema de pedágio.

Ao falar sobre o papel que pretende exercer caso seja eleito senador, Felipe Barros disse que uma das atribuições do Senado é fiscalizar o cumprimento dos contratos e cobrar que as concessionárias executem as obras previstas.

O candidato também fez críticas ao histórico das concessões anteriores. Segundo ele, os paranaenses pagaram pedágio durante anos por obras que não foram integralmente entregues. Durante a entrevista, Barros mencionou ainda investigações realizadas pela Operação Lava Jato ao falar sobre o período.

Questionado diretamente sobre o que poderia fazer, como senador, para ajudar a tirar do papel a duplicação da BR-277, ele afirmou que a discussão não pode continuar se arrastando e defendeu uma mudança de postura para acelerar a execução dos projetos.

Além da BR-277, Felipe Barros citou a Nova Ferroeste como outro projeto estratégico para o Oeste do Paraná. Segundo ele, a ferrovia também representa uma alternativa para ampliar a capacidade logística e auxiliar no escoamento da produção agrícola.

Na avaliação apresentada pelo candidato, o Paraná já conhece os problemas e os projetos necessários, mas precisa avançar da fase de debates para a execução. Ele afirmou que pretende levar essa cobrança a Brasília caso conquiste uma vaga no Senado.

A entrevista ocorreu no Estúdio CGN e integra a série de conversas com candidatos. Ao final do trecho sobre infraestrutura, Felipe Barros afirmou que pretende assumir o compromisso de buscar soluções para problemas históricos do Paraná, entre eles a duplicação da BR-277 e os investimentos em logística no Oeste do Estado.

Resumo do que aconteceu

Quais problemas de infraestrutura e serviços públicos estão em destaque no debate eleitoral de Cascavel em 2026?
R: Durante entrevistas realizadas em 2 de setembro de 2026 no Estúdio CGN, o candidato ao Senado Felipe Barros (PL) destacou três grandes problemas enfrentados pela população de Cascavel e do Oeste do Paraná: a falta de duplicação integral da BR-277, os recorrentes apagões de energia elétrica após a privatização da Copel e as constantes interrupções no abastecimento de água pela Sanepar.
O que Felipe Barros afirmou sobre a situação da BR-277 e por que considera a duplicação da rodovia urgente?
R: Felipe Barros classificou a ausência de duplicação integral da BR-277 como uma 'ferida aberta' para o Oeste do Paraná, afirmando que isso prejudica o escoamento da produção agrícola e industrial da região, dificulta a logística e impede o crescimento econômico local. Ele defende que o tema já foi debatido o suficiente e que é hora de transformar os projetos em obras efetivas.
Como o candidato avalia o histórico das concessões de pedágio no Paraná?
R: Felipe Barros criticou o histórico das concessões anteriores, afirmando que os paranaenses pagaram pedágio durante anos por obras que não foram integralmente entregues. Ele mencionou investigações da Operação Lava Jato sobre o período e defendeu maior fiscalização e cobrança por parte do Senado para garantir a execução das obras previstas nos contratos das novas concessões.
Além da BR-277, que outros projetos de infraestrutura Felipe Barros considera estratégicos para o Oeste do Paraná?
R: Felipe Barros citou a Nova Ferroeste como outro projeto estratégico para ampliar a capacidade logística e facilitar o escoamento da produção agrícola do Oeste do Paraná, defendendo investimentos em ferrovias e rodovias como prioridade para o desenvolvimento regional.
Quais críticas Felipe Barros fez à Copel após a privatização da companhia?
R: Felipe Barros afirmou que a qualidade do serviço da Copel piorou após a privatização, classificando a empresa como 'uma das piores' do setor atualmente. Segundo ele, os apagões se tornaram frequentes tanto em áreas urbanas quanto rurais, causando prejuízos a produtores, empresários e afetando diretamente o emprego no estado.
Que impactos os apagões da Copel têm causado na região de Cascavel, segundo relatos apresentados por Felipe Barros?
R: Segundo Felipe Barros, os apagões têm prejudicado moradores urbanos e rurais, com destaque para produtores de leite, aves e peixes. Ele relatou o caso de um piscicultor que teria perdido toda a produção de tilápia, resultando em prejuízo de R$ 6 milhões, e mencionou que, em 2025, a soma dos períodos de paralisação por quedas de energia em Ponta Grossa teria chegado a 60 dias, afetando a indústria e o comércio.
Como Felipe Barros avalia o papel da ANEEL na crise do fornecimento de energia no Paraná?
R: Felipe Barros criticou a atuação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), afirmando que o órgão precisa ser pressionado a cobrar resultados da Copel. Ele destacou que o senador tem a obrigação de fiscalizar a agência e de trazer seus dirigentes ao Paraná para discutir e buscar soluções para os problemas de energia.
Que propostas Felipe Barros apresentou para resolver a crise de energia no Paraná?
R: Felipe Barros prometeu, caso eleito senador, pressionar a ANEEL e a Copel para melhorar o serviço, além de defender uma atuação conjunta entre Senado, governo estadual e órgãos reguladores. Ele citou o senador Sérgio Moro como exemplo de parlamentar que já teria convocado a ANEEL para discutir a situação em audiência pública.
Quais são as principais reclamações dos moradores de Cascavel em relação ao abastecimento de água?
R: Moradores de Cascavel relatam frequentes interrupções no abastecimento de água, afetando tanto residências individuais quanto prédios e condomínios. Em alguns casos, o fornecimento é restabelecido durante o dia e volta a ser interrompido poucas horas depois, aumentando a insatisfação da população.
O que Felipe Barros criticou na gestão dos recursos da Sanepar?
R: Felipe Barros criticou a condução dos recursos obtidos pela Sanepar, mencionando uma disputa judicial sobre a destinação desses valores. Ele defendeu que os recursos da empresa pública devem ser prioritariamente utilizados para investimentos em abastecimento e saneamento, e não para participação nos lucros, visando melhorias no serviço à população.
Como Felipe Barros relacionou sua candidatura ao Senado com as soluções para os problemas de água e energia no Paraná?
R: Felipe Barros afirmou que, caso seja eleito senador, pretende fiscalizar e cobrar investimentos tanto da Sanepar quanto da Copel, atuando politicamente para garantir melhorias nos serviços. Ele também defendeu uma atuação conjunta com o governador e afirmou que, com sua eleição e a de Sérgio Moro ao governo, pretende evitar discussões sobre destinação inadequada de recursos e pressionar por resultados.
Por que os temas de energia, água e infraestrutura são relevantes no contexto eleitoral do Paraná em 2026?
R: Os temas são relevantes porque impactam diretamente a qualidade de vida da população, a atividade econômica e o desenvolvimento regional. Os problemas recorrentes de fornecimento de energia e água, além das dificuldades logísticas causadas pela falta de duplicação da BR-277, são pautas centrais no debate eleitoral e afetam setores estratégicos como o agronegócio, a indústria e o comércio.
Quais compromissos Felipe Barros assumiu publicamente durante as entrevistas no Estúdio CGN?
R: Felipe Barros assumiu o compromisso de cobrar a execução da duplicação da BR-277, pressionar por melhorias nos serviços da Copel e da Sanepar, fiscalizar o cumprimento dos contratos de concessão e buscar soluções para problemas históricos de infraestrutura e serviços públicos no Paraná caso seja eleito senador.

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