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‘Depois de vendida, é uma das piores’: Felipe Barros ataca Copel após apagões em Cascavel

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‘Depois de vendida, é uma das piores’: Felipe Barros ataca Copel após apagões em Cascavel

Por Luiz Haab

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Os frequentes problemas no fornecimento de energia elétrica em Cascavel foram alvo de críticas contundentes do candidato ao Senado Felipe Barros, do PL, durante entrevista concedida ao jornalista Luiz Haab, no Estúdio CGN, nesta quarta-feira (2).

Ao ser questionado sobre os cortes recorrentes de energia em bairros da cidade e também na zona rural, Barros fez duras críticas à situação da Copel e afirmou que a qualidade do serviço piorou após a privatização da companhia.

“É inadmissível que continue acontecendo no estado do Paraná”, afirmou o candidato.

Barros citou problemas enfrentados tanto por moradores da área urbana quanto por produtores rurais. Segundo o relato apresentado na entrevista, interrupções no fornecimento podem provocar prejuízos em atividades que dependem diretamente da energia elétrica, como produção de leite e criação de aves e peixes.

O candidato afirmou ter conversado recentemente com piscicultores da região de Tupãssi e Toledo e relatou o caso de um produtor que, segundo ele, teria sofrido um prejuízo de R$ 6 milhões após perder toda a produção de tilápia em decorrência da falta de energia.

Na avaliação de Barros, o problema também atinge diretamente a atividade industrial. Ele mencionou um levantamento apresentado por entidades empresariais de Ponta Grossa e afirmou que, somados, os períodos de paralisação provocados por quedas de energia em 2025 chegariam a 60 dias.

“Isso tem causado prejuízo para os nossos produtores rurais, para os nossos empresários. Isso tem causado desemprego no estado do Paraná”, declarou.

A crítica mais contundente, porém, foi direcionada à própria Copel. Barros comparou a companhia antes e depois da privatização e afirmou que a empresa teria perdido qualidade no atendimento e na distribuição de energia.

“A Copel, antes dela ser privatizada, era uma das melhores companhias de energia elétrica do Brasil. Depois que ela foi vendida, se transformou em uma das piores”, afirmou.

O candidato voltou a repetir a avaliação ao longo da entrevista e classificou como inadmissível que o Paraná continue enfrentando problemas de fornecimento.

“Uma privatização, quando ela é feita, é para trazer mais eficiência para uma empresa que era pública. O que aconteceu no estado do Paraná com a Copel é o contrário”, disse.

Barros também direcionou críticas à Agência Nacional de Energia Elétrica, a ANEEL, responsável pela regulação e fiscalização do setor. Para ele, o órgão precisa ser pressionado a cobrar resultados da companhia.

“O senador tem a obrigação de pressionar a ANEEL, de trazer os representantes dirigentes da ANEEL aqui para o Paraná, para que a ANEEL cumpra a sua função”, afirmou.

Durante a entrevista, Barros citou ainda o senador Sérgio Moro como exemplo de parlamentar que, segundo ele, já teria convocado a ANEEL para discutir a situação da Copel em audiência pública.

O candidato afirmou que pretende adotar a mesma postura caso seja eleito e prometeu levar a cobrança diretamente ao Senado.

“Se eu estiver no Senado Federal a partir do ano que vem, vocês podem ter certeza que isso vai mudar”, declarou.

Barros também afirmou que pretende trabalhar junto ao governador que espera eleger e defendeu uma ação conjunta envolvendo Senado, ANEEL e Copel para buscar soluções para os problemas de fornecimento de energia.

A discussão atinge diretamente Cascavel, onde moradores de diferentes regiões relatam interrupções no fornecimento, além de produtores rurais que dependem de energia contínua para manter atividades como ordenha, aviários e outras estruturas produtivas.

Com um discurso de forte crítica à atual situação, Felipe Barros transformou os problemas de energia em uma das pautas de cobrança de sua campanha ao Senado e afirmou que, caso seja eleito, pretende pressionar os órgãos responsáveis para que a Copel melhore o serviço prestado no Paraná.

Resumo do que aconteceu

Quais problemas de infraestrutura e serviços públicos estão em destaque no debate eleitoral de Cascavel em 2026?
R: Durante entrevistas realizadas em 2 de setembro de 2026 no Estúdio CGN, o candidato ao Senado Felipe Barros (PL) destacou três grandes problemas enfrentados pela população de Cascavel e do Oeste do Paraná: a falta de duplicação integral da BR-277, os recorrentes apagões de energia elétrica após a privatização da Copel e as constantes interrupções no abastecimento de água pela Sanepar.
O que Felipe Barros afirmou sobre a situação da BR-277 e por que considera a duplicação da rodovia urgente?
R: Felipe Barros classificou a ausência de duplicação integral da BR-277 como uma 'ferida aberta' para o Oeste do Paraná, afirmando que isso prejudica o escoamento da produção agrícola e industrial da região, dificulta a logística e impede o crescimento econômico local. Ele defende que o tema já foi debatido o suficiente e que é hora de transformar os projetos em obras efetivas.
Como o candidato avalia o histórico das concessões de pedágio no Paraná?
R: Felipe Barros criticou o histórico das concessões anteriores, afirmando que os paranaenses pagaram pedágio durante anos por obras que não foram integralmente entregues. Ele mencionou investigações da Operação Lava Jato sobre o período e defendeu maior fiscalização e cobrança por parte do Senado para garantir a execução das obras previstas nos contratos das novas concessões.
Além da BR-277, que outros projetos de infraestrutura Felipe Barros considera estratégicos para o Oeste do Paraná?
R: Felipe Barros citou a Nova Ferroeste como outro projeto estratégico para ampliar a capacidade logística e facilitar o escoamento da produção agrícola do Oeste do Paraná, defendendo investimentos em ferrovias e rodovias como prioridade para o desenvolvimento regional.
Quais críticas Felipe Barros fez à Copel após a privatização da companhia?
R: Felipe Barros afirmou que a qualidade do serviço da Copel piorou após a privatização, classificando a empresa como 'uma das piores' do setor atualmente. Segundo ele, os apagões se tornaram frequentes tanto em áreas urbanas quanto rurais, causando prejuízos a produtores, empresários e afetando diretamente o emprego no estado.
Que impactos os apagões da Copel têm causado na região de Cascavel, segundo relatos apresentados por Felipe Barros?
R: Segundo Felipe Barros, os apagões têm prejudicado moradores urbanos e rurais, com destaque para produtores de leite, aves e peixes. Ele relatou o caso de um piscicultor que teria perdido toda a produção de tilápia, resultando em prejuízo de R$ 6 milhões, e mencionou que, em 2025, a soma dos períodos de paralisação por quedas de energia em Ponta Grossa teria chegado a 60 dias, afetando a indústria e o comércio.
Como Felipe Barros avalia o papel da ANEEL na crise do fornecimento de energia no Paraná?
R: Felipe Barros criticou a atuação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), afirmando que o órgão precisa ser pressionado a cobrar resultados da Copel. Ele destacou que o senador tem a obrigação de fiscalizar a agência e de trazer seus dirigentes ao Paraná para discutir e buscar soluções para os problemas de energia.
Que propostas Felipe Barros apresentou para resolver a crise de energia no Paraná?
R: Felipe Barros prometeu, caso eleito senador, pressionar a ANEEL e a Copel para melhorar o serviço, além de defender uma atuação conjunta entre Senado, governo estadual e órgãos reguladores. Ele citou o senador Sérgio Moro como exemplo de parlamentar que já teria convocado a ANEEL para discutir a situação em audiência pública.
Quais são as principais reclamações dos moradores de Cascavel em relação ao abastecimento de água?
R: Moradores de Cascavel relatam frequentes interrupções no abastecimento de água, afetando tanto residências individuais quanto prédios e condomínios. Em alguns casos, o fornecimento é restabelecido durante o dia e volta a ser interrompido poucas horas depois, aumentando a insatisfação da população.
O que Felipe Barros criticou na gestão dos recursos da Sanepar?
R: Felipe Barros criticou a condução dos recursos obtidos pela Sanepar, mencionando uma disputa judicial sobre a destinação desses valores. Ele defendeu que os recursos da empresa pública devem ser prioritariamente utilizados para investimentos em abastecimento e saneamento, e não para participação nos lucros, visando melhorias no serviço à população.
Como Felipe Barros relacionou sua candidatura ao Senado com as soluções para os problemas de água e energia no Paraná?
R: Felipe Barros afirmou que, caso seja eleito senador, pretende fiscalizar e cobrar investimentos tanto da Sanepar quanto da Copel, atuando politicamente para garantir melhorias nos serviços. Ele também defendeu uma atuação conjunta com o governador e afirmou que, com sua eleição e a de Sérgio Moro ao governo, pretende evitar discussões sobre destinação inadequada de recursos e pressionar por resultados.
Por que os temas de energia, água e infraestrutura são relevantes no contexto eleitoral do Paraná em 2026?
R: Os temas são relevantes porque impactam diretamente a qualidade de vida da população, a atividade econômica e o desenvolvimento regional. Os problemas recorrentes de fornecimento de energia e água, além das dificuldades logísticas causadas pela falta de duplicação da BR-277, são pautas centrais no debate eleitoral e afetam setores estratégicos como o agronegócio, a indústria e o comércio.
Quais compromissos Felipe Barros assumiu publicamente durante as entrevistas no Estúdio CGN?
R: Felipe Barros assumiu o compromisso de cobrar a execução da duplicação da BR-277, pressionar por melhorias nos serviços da Copel e da Sanepar, fiscalizar o cumprimento dos contratos de concessão e buscar soluções para problemas históricos de infraestrutura e serviços públicos no Paraná caso seja eleito senador.

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