"ANAC não teve firmeza para suspender a aeronave antes da tragédia", afirma mãe sobre relatório da VoePass
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Por Fábio Wronski
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O relatório do Cenipa sobre a queda do avião da VoePass em Cascavel, divulgado nesta terça-feira (23/07/2026), confirmou informações que já eram conhecidas pelos familiares das vítimas. Fátima Albuquerque, mãe da médica Arianne Albuquerque Estevan Risso, de 34 anos, que morreu no acidente, comentou as conclusões do documento e reforçou o pedido por justiça.
“Acabamos de sair do Cenipa e vimos as conclusões finais, que confirmam as hipóteses e os resultados das investigações iniciais. O relatório aponta 19 fatores, entre eles a cultura organizacional da empresa, que era criminosa”, afirmou Fátima. Segundo ela, o Cenipa investigou 1.600 voos e constatou que o modo irregular de operação era recorrente entre diversas tripulações da VoePass.
Outro ponto destacado por Fátima foi a atuação da ANAC. “A ANAC não falhou na fiscalização, mas não teve firmeza para suspender a aeronave antes da tragédia, que já era anunciada”, disse. Ela também ressaltou as condições do avião: “A aeronave não poderia ter voado nem para Cascavel, nem mesmo decolado de São Paulo, pois já apresentava problemas. Os pilotos reportavam essas falhas verbalmente, pois era assim que trabalhavam naquela empresa.”
Fátima explicou que o relatório do Cenipa representa o encerramento de uma etapa para as famílias das vítimas. “Agora vamos aguardar a conclusão do inquérito, o indiciamento dos responsáveis e o recebimento da denúncia pela Justiça para lutarmos pela responsabilização criminal. É agora que, de fato, começa nossa luta, para que outras famílias não passem pela mesma dor”, concluiu.